Archive for the '20' Category

lagartear

[dom] 20 de maio de 2018

dia de pequenas coisas…

lagartear. admirar os pássaros. ouvir as meninas. correr com o cão. editar poemas. acordar tarde. comer horrores. me perder no tempo.

e fico olhando… esperando… quando vou dar o primeiro passo? e sair portão a fora, e ir… caminhar.

ao uso inadequado da língua

[sex] 20 de abril de 2018

ao uso inadequado da língua

***

ñ sei. queria te escrever. dizer que te esqueci. que foi assim, de um momento para o outro, nunca nem vi, não mais passou pela cabeça, nada, nenhum borrão. mas isto é apenas um texto ficcional, uma carta de uma estranha para um estranho. não passa pela cabeça reescrever cada verso, como um diálogo de personagem de cera. mas sabe, hoje fiz uma besteira, falei coisa que não devia… talvez eu pudesse gravar, sabe, captar uma ideia alheia, escondido, e depois remontar, como se fosse tua voz nesse corpo estranho, ou minha, sei lá… 1h05

tempos atrás flertei com carla, éramos gatos. eu mais um rato que gato. não me deixei comer. aticei e corri, e me restou na estante um ferreira gullar.

tempos atrás flertei com marx, selvagem… nunca li. é o menor dos dez tomos que ainda esperam minha resposta. não fichei, nem carta escrevi. me fiz de peso de porta. preciso dormir. 1h09

é preciso ter uma personagem. é impossível ler um texto que não é claro. eu não sei escrever, vê, isto é uma não escrita, pois não sei pensar nessa forma linear que eu acho que você têm. o que eu tenho é essa mistura de ideias, como se minha cabeça fosse um fosso de mil vozes indo para todas as direções narrativas… inarrativas¹, antinarrativas, o dito que não diz: esse antitexto… eu cuspo, eu expilo minhas entranhas aqui, letra por letra, na tua cara. se você sente o cheiro dessa carne podre, e desse sangue, e dessa merda toda, tudo certo… estou aqui e sou parte de ti.

se você está contando linhas, palavras, sacando sentidos… tentando entender porque estás ainda a ler… desiste não. tenho bom coração, apesar de tudo. 1h16

eu entrei em pânico. eu me desesperei. eu fugi de você. nunca apareci para aquele café, nem jogar conversa fora. eu não sei… eu me desesperei. 1h24

fiquei nu, ao seu lado. na espera teu corpo jogar-se sobre o meu, mas tinha medo de amanhã eu já não ser o mesmo. de ser absorvido, enredado, entranhado pelo teu corpo-ser-sexo. jogando sempre o jogo duro, ir até o limite do blefe. fazer você desistir. perder. não você. eu-você. você me disse em mais de uma vez, com mais de uma voz, e em mais de um corpo, você me disse: vem. as vezes eu fui, as vezes eu fui e fiquei. e de outras vezes, eu nunca voltei. fiquei ai, em algum dos teus corpos, como expressão de dor, e de ser imune, de ser bom, de ter amado como amam as crianças e também os amantes. fui muito besta nessa vida.

me guardei para todos os carnavais. só havia carnaval por você. 1h33

há um nome para isto, é eu sei, há um nome. 1h34.

mas eu vou deitar, e vou levantar e abrir esse editor de texto e ainda escrever mais uma porção de linhas porque eu preciso escrever uma porção de linhas e isto é porque é dessa forma, quase compulsiva. 1h36

nota de rodapé.

¹ inarrativas>

«pesquisar 1: lendas inarrativas, disponível em http://artedosdias.blogspot.com.br/»

«pesquisar 2: amendoeira, disponível em: http://www.narrativasvisuais.com»

 

***

I used to know where the bottom was
Somewhere far under the ocean waves
Up on a ledge I was looking down
It was far enough to keep me safe
But the ground was cracked open
Threw me in the ocean
Cast me out away at sea
And the waves are still breaking
Now that I awaken
No one’s left to answer me
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
I used to sleep without waking up
In a dream I made from painted walls
I was a moment away from done
When the black spilled out across it all
And my eyes were made sober
World was turned over
Washing out the lines I’d seen
And my heart is still breaking
Now that I awaken
No one’s left to answer me
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
I’m a call without an answer
I’m a shadow in the dark
Trying to put it back together
As I watch it fall apart
I’m a call without an answer
I’m a shadow in the dark
Trying to put it back together
As I watch it fall apart
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Compositores: Mike Shinoda

uma arquitetura de ruínas e o outono

[ter] 20 de março de 2018

ESTRAGON: «Sou assim. Ou esqueço em seguida, ou não esqueço nunca».

***

os personagens vão esboroando-se.

***

Across the universe // Words are flowing out like endless rain into a paper cup, / They slither while they pass, they slip away across the universe. / Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind, / Possessing and caressing me. // Jai Guru Deva Om / Nothing’s gonna change my world, (4x) // Images of broken light which dance before me like a million eyes, / They call me on and on across the universe. / Thoughts meander like a restless wind inside a letter box, / They tumble blindly as they make their way across the universe. // Jai Guru Deva Om (…) // Sounds of laughter, shades of earth are ringing / Through my open ears inciting and inviting me. / Limitless, undying love, which shines around me like a million suns, / And calls me on and on across the universe. // Compositores: John Lennon / Paul Mccartney
***
Lista de referências do dia (aula de teoria literária 1):
O Estrangeiro – Albert Camus
O Narrador: Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov – Walter Benjamin
O Uso da Poesia e o Uso da Crítica – T. S. Eliot
O deserto dos tártaros – Dino Buzzati
Catatau – Paulo Leminski
Mimesis – Erich Auerbach
A Book of Nonsense –  Edward Lear
e daí…

«Nessas análises, a imagem do caos, uma força sem forma ou de forma indefinível¹⁷⁵, indescritível, me parece inevitável. Ela está instalada já na fragmentação e apenas reverbera na variedade de idiomas e na abundância de vozes.

*
(Reporters.)
—Que fila comprida, rajada,
Triste serpenteia em Blackwell ?
Carrere, Tweed Boss,
Pelo cós
Um do outro . . . justiça cruel !
==Cubano Codezo, Young Esquire,
Um com outro a negaceiar,
Protheus cabalisticos,
Mysticos
Da Hudson-Canal-Delaware !
—Norris, leis azues de Connecticut !
Clevelands, attorney-Cujás,
Em zebras mudados
Forçados,
Dois a dois, aos cem Barrabás !
*

Uma vez que o caos é o estilhaçamento de toda coerência e unidade, a escritura sousandradina se apresenta, portanto, um caos poético, que percebe o sem sentido do mundo e livra-se das limitações do significado. Trata-se de uma forma-informe que busca acomodar o caos contemporâneo sem violentá-lo, sem organizá-lo, enfim, sem engavetá-lo. Desse modo, podemos dizer que, se para Carl Schmitt “não existe nenhuma norma que seja aplicável ao caos”¹⁷⁶, o caos também determina uma impossibilidade da norma e da lei, principalmente, se pensarmos a língua como essa ordenação. Contudo, mesmo predominando esse caráter caótico e informe, não se pode olvidar a existência de uma regularidade métrica na forma de O Guesa. De maneira geral, o poema foi escrito sobre uma estrutura homogênea de quartetos decassílabos, rimas cruzadas (abab) ou enlaçadas (abba). Nos dois infernos, no entanto, na maioria das vezes (as exceções são abundantes), as estrofes são formadas por cinco versos com metros desiguais e rimas abccb, sendo o quarto verso sempre curto, como um eco, o que permite um efeito maior de deformação. Essa estrutura formal nos remete, naturalmente, à versificação fixa típica do limerick (ou limerique)¹⁷⁷, como já foi apontado por Luiza Lobo¹⁷⁸ e antes dela pelos irmãos Campos¹⁷⁹

(PATHFINDER meditando á queda do NIAGARA 🙂
—Oh ! quando este oceano de barbaros,
Qual esta cat’racta em roldão,
Assim desabar
A roubar . . .
Perdereis, Barão, até o ão !

O que se percebe, a partir disso, é uma tensão (principalmente neste segundo inferno) entre uma (quase) ordenação métrica do sistema retórico poético e um caos linguístico, uma desordem formal (um verdadeiro informe), que a todo tempo corrói a ordem¹⁸⁰. Um paradoxo no qual o poema se arma e que não se resolve. Como nos informa Agamben, “preciosismo métrico e trobar clus instauram na língua desníveis e polaridades que transformam a significação em um campo de tensões destinadas a continuarem insatisfeitas”¹⁸¹. Esses desníveis e polaridades, podemos pensar aqui, são mesmo o resultado do choque entre uma forma rígida e o absurdo da linguagem, enquanto incomunicabilidade, enquanto artificialidade, ou dos idiomas, enquanto insuficientes na tradução do real, enquanto exibem uma unidade que é sempre falsa.» In: Sousândrade-Guesa em “O Inferno de Wall Street”: poéticas políticas, de Ana Carolina Cernicchiaro

notas de rodapé:

¹⁷⁵ “Caos; massa bruta e informe, que não passava de um peso inerte, conjunto confuso das sementes das coisas”. OVÍDIO. As Metamorfoses. Trad. David Jardim Júnior. Rio de Janeiro: Ediouro, 1983.
¹⁷⁶ SCHMITT, Carl apud AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer. op. cit. p. 24.
¹⁷⁷ Dirce Waltrick do Amarante afirma que, no Brasil, “os limeriques teriam influenciado, segundo a crítica, escritores tão diferentes entre si como, por exemplo, na segunda metade do século XIX, o maranhense Joaquim de Sousa Andrade (ou Sousândrade, como se autodenominava) e, no século XX, Clarice Lispector”. AMARANTE, Dirce Waltrick. Sr. Lear Conhecê-lo é um prazer – O nonsense de Edward Lear. Tese (Doutorado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006. p. 260. Uma pesquisa sobre a aproximação entre a forma dos limeriques e a versificação dos dois infernos sousandradinos merece ser melhor aprofundada, pois nos levaria a pensar outras importantes discussões, como a própria tradição do limerique no Brasil, mas deixo esse assunto para um futuro trabalho, aqui cabe pensar essa proximidade como uma ordenação em meio ao caos.
¹⁷⁸ “Provavelmente [Sousândrade] travou contato com o limerick na sua viagem à Inglaterra em 1856, e considerou este tipo de verso, irônico, popular, de tradição oral, usado para temas indecentes, ou então para cantigas infantis tradicionais, apropriado à crítica que encetava”. (LOBO, Luiza. Épica e Modernidade em Sousândrade. op. cit. p. 129).
¹⁷⁹ Cf. “Estilística Sousândradina (Aspectos Macroestéticos)”. In: “Sousândrade: O terremoto clandestino”. op. cit.
¹⁸⁰ Na análise que faz da desconstrução derridiana em “Mitologia do Caos no Romantismo e na Modernidade”, o professor da Universidade de Berlim, Winfried Menninghaus, explica que essa descoberta do caos na ordem é mesmo um projeto romântico: “a desconstrução derridiana descobre em todas as ordens aparentemente fechadas e oposições estáveis aspectos que lhes minam e finalmente apagam o controle. Nesse sentido, a desconstrução continua o projeto romântico de entremesclar toda identidade e todo sistema com tendências caótico-centrífugas”. MENNINGHAUS, Winfried. “Mitologia do Caos no Romantismo e na Modernidade”. Palestra feita pelo autor no Instituto de Estudos Avançados da USP em 8 de junho de 1994. In: Estudos Avançados. São Paulo, vol. 10, n. 27, maio/agosto de 1996.
¹⁸¹ AGAMBEN, Giorgio. Profanações. op. cit. p. 44.

é, o trem da vida tá rapidão.

[qua] 20 de dezembro de 2017

cassete… vontade de gritar. ando muito com vontade de gritar… de dentro do meu ser emana uma energia intensa… que até tenho me cuidar para não ir além de transpassar todos e tudo ao meu redor. sinto-me uma lua cheia, um sol em expansão. longe do que era soturno de poucos meses atrás… hoje, essa semana, esse mês, eu ando querendo tanto… que até me perco. respira… tudo vai dar certo, sossega… te acalma. a trilha é longa, basta ter a paciência para contemplar e a coragem para seguir.

então ‘bora cantar alto músicas bonitinhas (ou até as tristinhas), escrever… deixar o mundo transpassar teu ser.

***

ou vai lá fora mexer nas coisas… plantar, cavar… transportar areia e terra.

***

e da playlist aleatória… surge isso aqui:

Mil Razões // Se você chega / Tudo incendeia / Põe tudo em jogo / Tudo clareia oh-oh // O sal no afago / O tris de tristeza / O sexo fogo / Sem gentileza oh-oh // E o dia em que lhe vi chorar / Não que lembrar precise / Uma represa / Não tem reprise oh-oh // O cio macio que dói / E aonde você foi / A teimosia / A poesia // Posso lhe dar mais mil razões pra te querer / Coisas que eu já nem sei o nome / Posso compor mais cem canções de amor / Pra quê? Se quando eu canto você some // O doce instinto / Deus indeciso / Eu indefeso / No teu sorriso oh-oh // O gosto atípico / E o jeito sério / Teu rosto místico / Mais um mistério // E o brilho que de ti reluz / E a tanto sóis seduz / É realeza / Não tem deslize oh-oh // Pornôs, por nós dois nús / E os clássicos céus azuis / Os tantos “ui ui uis” / Os cantos doidos e doídos que pra cada céu que é seu eu já compus // Posso lhe dar mais mil razões pra te querer / Coisas que eu já nem sei o nome / Posso compor mais cem canções de amor / Pra quê? Se quando eu canto você some (x3) /// Composição: Tiago Iorc e Dani Black

***

e da conversa da tarde com agustina…

investigar melhor o https://www.wattpad.com/library

emancipate yourselves from mental slavery, none but ourselves can free our minds

[seg] 20 de novembro de 2017

20/11

O CANTO DOS ESCRAVOS – Clementina de Jesus, Doca, Geraldo Filme

Clementina de Jesus – Fui pedir às Almas Santas

Clementina de Jesus – Cangoma me chamou

Capítulo 4 Versículo 3 – Racionais Mcs

Miriam Makeba – Pata Pata

Ain’t Got No, I Got Life – Nina Simone

Emicida Feat: Rael – Obrigado, Darcy! (O Brasil que vai além)

metá metá – ora iê iê ô

Atotô – Kiko Dinucci & Juçara Marçal

Kiko Dinucci e Juçara Marçal – Machado de Xangô

Iansã – Maria Bethânia

Rappin’ Hood – Sou Negrão part. Leci Brandão

Thaide e DJ Hum – Sr. Tempo Bom

Rincon Sapiência – Ponta de Lança (Verso Livre)

Criolo – Sucrilhos

Nina Simone – Mississippi Goddam

z450ua

[qui] 20 de julho de 2017

chegou… depois de 80 dias sem pc, enfim uma máquina nova.

chega com ela um certo ar renovado… uma vontade de pedagogicamente propor coisas mais interessantes e diferentes. pesquisando a aplicabilidade de jogos… projetos… fruto das reflexões dessa semana de formação, e ai eu preciso pontuar dois aspectos… ou três. sozinho, normalmente eu me afundo na obscuridade, meu lado lunar. acompanhado de pessoas luminosas, com ideias bacanas e libertadoras… meu sol brota lá de dentro e eu fico irradiante… neste sentido, após o meu mergulho do primeiro bimestre, na parte mais sombria, nesse segundo… a existência na escola b, de um diretor inspirador, com fala inspiradoras e uma coerência ética, e algumas e alguns estudantes, até mais que o corpo docente… e na escola a, de uma nova professora de história, que vai na contramão dos demais… me sinto instigado.

#pesquisar jogos

#pesquisar zinejornais

#pesquisar filmes

#montar planos de aulas/projetos

cuidar da mãe. importante tbm.

 

de jeux et novalistés

[sáb] 20 de maio de 2017

Há rachaduras. Há frestas. Há risos. Há brechas.

Entre O fato e o fado, há os dados…

O tempo, o corpo e a queda. E na memória do futuro, apenas palavras dispersas. Não há sentido.

Perdido. Nenhum poema vai sair. Ando a pensar sobre a ansiedade. E a tristeza cotidiana. E neste exílio. E a dificuldade em escrever (concreta e metafórica…) me encerra aqui, do outro lado da tela.

 

das coisas que pensei ontem, ou… sobre o médico e o monstro.

[qui] 20 de abril de 2017

sabe quando você começa
a entrar para dentro de si
como se tentesse encontrar
o fundo da caverna
e você se pega indo
até onde já não há mais luz natural
e a única coisa que alumia
é essa luzinha interior.

o caminho da escuridão é perigoso.do

é preciso respirar fundo, para não entrar em desespero.

***
transgressões.
a coisa mais dificil pra mim é a transgressão
sou cheio de cicatrizes pelos cortes da adestração
cada ato de ruptura, cada ato de fuga,
cada ato de subversão, cada ato de confrontação
vem acompanhado de um dor bestial¹
a dor do bicho domado,
do homem feito menos homem
do humano disciplinado, coisificado…

hoje faltei aos compromissos. precisava muito de mim.
as notas, o estado, os outros, essa vida de bosta que se foda.

**

de hoje:
velhos pensamentos….
é preciso acreditar no que você está fazendo
porque só assim os outros acreditarão.

isso eu pensei ano passado. essas 40 horas em sala me cansam. 20 até vai. mas quarenta… mas com vinte não pago as contas, não me aposento…

mas calma… talvez este não seja o único caminho.

veja essas inflamações no seu corpo. uma fortuna para pagar, risco de morte… é, o tédio mata. o estresse mata aos poucos e pode matar de uma hora para outra. e você como uma mula de carga desiste do amor, da vida, dos sonhos… desiste de arriscar-se e encontrar todas as confusões de sentimentos. você se resigna a cumprir uma função, a dar o melhor que tens nessa função, mas sempre falta algo de ti ali… você se acostuma demais com pouco.

**

lá, quando criança, ou garoto, quantas vezes você pensou na morte. na sua morte… quantas vezes você desejou. você quase foi algumas vezes… e depois mais velhos, quantas vezes você voltou nesse caminho. não é uma opção lógica. mas talvez a falta de ferramentas para lidar com situações. de tempos em tempos me vejo nesses buracos, sem saber lidar… racionalmente sei, mas emocionalmente preso não sei sair e fazer o que a razão diz que deve ser feito. é tipo o pânico que tenho de cobra, e que outras pessoas tem… se você dominar as ferramentas e técnicas, se você lidar corretamente com a situação, tudo é inofensivo. mas se você entra em pânico… ratos se tornam elefantes. coisas simples se arrastam e se tornam monstruosamente incompreensíveis e inatingíveis.

eu preciso de terapia. preciso voltar. sozinho tá foda. ando querendo fugir dia desses…

**

pensamento a. ficar só me deixaria imune ao sofrimento (o tempo todo ando idealizando o mundo e a mim mesmo) pensamento b. falácia (a concretude do mundo, os outros e seus sentimentos, as relações, tudo continua ali, como um vendaval soprando sobre o teu castelo de cartas), e é preciso lidar com o sofrimento como algo inevitável. ele continua ali, com ou sem companhias. ele é parte significativa de você. vocé o médico e você é o monstro

**

¹ sou eu literalmente, ou simbolicamente, arrancando parte de mim – desse homem manso. mas as podas são necessárias para brotar coisa nova.

 

 

night birds

[sex] 20 de janeiro de 2017

Chet Baker with Enrico Pieranunzi – Night Bird (Chet Baker recording from January 1980. Composition by the italian pianist Enrico Pieranunzi. Chet Baker- Trumpet)

Chet Baker- Trumpet
Enrico Pieranunzi – Piano
Maurizio Giammarco – Tenor Sax
Ricardo Del Fra – Bass
Roberto Gatto – Drums

conselho de classe final

[ter] 20 de dezembro de 2016

com um bomba relógio nas mãos… torcendo para ela aguentar mais um mês/ou dois. ou pelo menos até semana que vem.

acordo de madrugada. sono tumultuado.

 

 

coisas para o dia:

a ração dos gatos acabou. comprar.

conselho de classe hoje, 60 provas por corrigir ainda.

você está morrendo… não esqueça a medicação.

fim da transmissão

indie…

[dom] 20 de novembro de 2016

não arrumei nada em casa… fisicamente não mexi em nada.

aproveitei o banho de sol da tarde,

o mate

caminhei entre as árvores,

pelo quintal.

e o resto do tempo:

#youtube #setlistaleatório #músicaindie

e me pus a mexer nos meus blogues (é, há tempos em que mal mexo neste aqui… os outros dois, iam bem abandonados (um sobre sociologia, a disciplina que leciono; e o outro é tipo um portfólio/index para não perder o primeiro endereço que registrei no wordpress – era o endereço de boa parte deste blogue)… tudo isto porque decidi criar um quarto blogue para publicar os poemas que (raramente) faço (sim, eu publico eles por cá também, mas aqui eles vão meio misturado com outras coisas), mas de uma forma mais visual… a ideia surgiu depois que comecei a publicá-los na página do facebook…

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ps: lá em 2005, quando me registrei pela primeira vez no wordpress, esse foi o segundo layout adotado. de tempos em tempos, eu troco, mas sempre acabo voltando pra ele.

das conversas internas

[qua] 20 de julho de 2016

das conversas internas.

para registro: “ou tu ‘tá doente?! e ai tu te trata. ou tu ‘tá me tirando pra louco… e ai tu vai ter que vazar, porque eu não sou otário”. compromisso é compromisso, ou se cumpre ou se aguenta as consequências.

uma semana (até domingo).

***

aproveitar a tarde com minha mãe e as marias, e as gatas e o gato. e um mate… e o sol.

ecos de além mar…

[sáb] 20 de fevereiro de 2016

certo… há sinais de além mar. e tudo correu e o mundo mudou. desde domingo último passaram-se seis dias. entre a raiva, apatia, medo, pânico… contentamento e ansiedade… vou escrever postagens retroativas abaixo, mas antes… hoje foi assim, bem de boa, apenas relaxei. diogo veio fazer um visita… vai fazer mestrado no chile. agora chove.

https://garapuvu.wordpress.com/2016/02/15/8550/

https://garapuvu.wordpress.com/2016/02/16/e-as-ferias-acabaram/

https://garapuvu.wordpress.com/2016/02/17/escola-mais-do-mesmo/

https://garapuvu.wordpress.com/2016/02/18/aririuuu-u/

https://garapuvu.wordpress.com/2016/02/19/8000/

 

 

o retratista em follow the sun…

[qua] 20 de janeiro de 2016

defina: árido? arenoso?

trilha da tarde de sol…

Otto – Retratista;
Xavier Rudd – Follow The Sun
«when you feel life coming down on you like a heavy weight. when you feel this crazy society adding to the strain. take a stroll to the nearest water’s edge, remember your place… many moons have risen and fallen long, long before you came, so which way is the wind blowing what does your heart say»;

e o dia se perdeu em algum ponto…as outras canções esquecidas, esta postagem nos rascunhos e as lembranças do dia misturaram-se aos outros dias iguais. só.

the samuel jackson five

[dom] 20 de dezembro de 2015

das coisas minimas:

os filhotes correndo pela casa entulhada de tralhas.

há muito tempo ninguém dormia sobre meu peito… há muito tempo ninguém entregava-se ronronando no meu peito.

nesse verão eu vou fazer um muro… e derrubar uma parede.

e adoraria hibernar nessa temporada.

mas não farei planos.

se alguém ousar bater no portão por qualquer motivo poderá ver minha nudez dura, rude, inacabada… essa coisa que não mostro nem pra mim… esses meus sonhos incompletos, esses meus medos inconfessos, essa minha solidão silenciosa, essa minha capsula do tempo, esses meus buracos pela terra e pelo peito, essa minha incompletude cronica, os meus passos pela borda do universo… não farei planos. não esperarei nada além de mim…

apenas serei o que puder ser.

 

a trilha de fundo:

Artist: The Samuel Jackson Five (Norway)
Album: Seasons In The Hum (2014)

1- Coalesce 00:00
2- Last Days Of Disco In Etnedal 3:42
3- Old Country For No Men 7:32
4- Third Ear Listening Exercise 10:19
5- Mount Whateverest 16:11
6- Tremulous Summer Knights 18:17
7- Mid-Fi Winter Wonderland 21:27
8- Vardebu, 960 moh 24:55
9- Let’s Build A Sandcastle 28:56

 

no dia do poeta

[ter] 20 de outubro de 2015

no dia do poeta,

foi um dia tenso.

denuncie publicamente o diretor autoritário da escola onde trabalho, diante dos colegas, e ele me chamou de canto… eu não devia ter ido, mas lá veio o assédio: dizendo que é macaco velho e que tenho que tomar cuidado, e o que eu estou fazendo é perigoso…

a guerra fria foi desvelada… que venha a guerra quente, cabeça em jogo, fígado sendo devorado… posso até cair… mas a luta é cotidiana e digna. é pra isso que vivo… sem isso nada faz sentido.

e na eleição do conselho, surpreendentemente a maioria votou em mim. é algo positivo.

mas toda essa tensão não se compara a dor de saber que a mãe de um dos seres humanos mais bonitos e sensíveis que conheci nessa minha vida se matou. força bárbara.

envision gray… que amargo.

[qui] 20 de agosto de 2015

minha cabeça está entupida de pensamentos. uma verdadeira roleta russa… ideias podem matar, uns e outros. o vento chegou, seu frio e eu nessa vontade de ficar dormindo o dia inteiro… enrolando-me. acordei amargo… e pressinto que os próximos dias serão mais cinzas ainda…

como é aquela frase aleatório no twitter… pseudo cool, citando confúcio:  “Elige un trabajo que te guste y no tendrás que trabajar ni un día de tu vida”. 

pois é… acho que não fiz isso. essa semana ir para escola não está fácil… nenhum sonho, nenhum plano. apenas miniaturas proto-fascistas em sala de aula. a tortura do professoronline, notas, prazos… e a minha bagunça interna… resisto combatendo tudo isto. ou apenas  me rendo e mato o nosso tempo…

e a letra desse cara, kalle mattson,  traduz o hoje: I’m sorry for every word on this page / Thoughts in your head but nothing to say. / Hold your breath for too long suicide…

***

I saw a lifetime pass me by each day / Threat a kiss, I’d like to think we’re both the same / With a quiet knot patterns arranged / I saw a lifetime pass me by each day / Don’t know what you know what this means to you / In your sinking head shadows bloom / What you could you dream of white fences to / Don’t know what you know what this means to you / Hold your breath for too long suicide / Like waterfall I watch life pass you by / Hold your breath for too long suicide /
Like waterfall I watch life pass you by / Thoughts in your head but nothing to say. / Rhythmic ( ) envision gray / I’m sorry for every word on this page / Thoughts in your head but nothing to say. / Hold your breath for too long suicide…  / Waaa Waa Wooo (4x) / Hold your breath for too long suicide… 

***

certas coisas…

[seg] 20 de julho de 2015

sabe aqueles dias em que você acorda durante o estágio do sono em que sonhas e alguns fragmentos ficam pelo resto do dia, com uma clara impressão que aquilo é algo que real… você sabe que é apenas um sonho, mas a impressão… e foi assim,

hoje eu me despedia de alguém querido. e ficávamos bem, tudo seguia em paz… e, ontem, no sonho de ontem, eu estava perdido girando de bar em bar atrás de um abrigo que me devolvesse alguma identidade…
era apenas sonhos…

e agora na vitrola: «a vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim. cada voz que canta o amor não diz tudo que quer dizer… tudo que cala fala mais alto ao coração… silenciosamente eu te falo com paixão, eu te amo calado, como quem ouve a uma sinfonia de silêncio e de luz. nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som. tem certas coisas que eu não dizer… » na voz de lenine.

 

outro lembrete importante: a pessoa morre

[seg] 20 de abril de 2015

recado importante – não jogue a tolha, não desista de viver.

Eu não estou sabendo lidar com esse monte de coisas que estão acontecendo. E o caminho fácil seria ir lá e viver um por um estes momentos. E ai, você não realiza um compromisso contigo ou com outros, e/ou não consegue enfrentar determinada situação; e/ou ter clareza sobre outras… e tudo isto não era para ser algo pesado ou negativo, porque isto é parte do viver – ninguém é perfeito. Mas ai você entra naquele curto-circuito, e dias assim onde um tropeço na rua ou qualquer outra coisa banal é encarada como o fim do mundo… São nesses dias que você se sente um lixo, menor que qualquer coisa.. Esses dias são os mais perigosos… Porque há coisas lindas que por você estar tão cego, tão mergulhado nessa bosta de mundo doentio que construíste durante tua vinda inteira, você perde. Você abdica de viver. Não faça isto Sr. Vagner… Quantas vezes mais você vai ter que passar por isto para entender que sozinho não dá.
Eu sonhei coisas bonitas neste ano e para este ano. Estou com dificuldades de realizá-las. Estou com dificuldade de lidar com as dificuldades de realizá-las.
Preciso voltar a fazer terapia. Sozinho é difícil aguentar a barra se ser um mesmo o tempo todo.
Eu racionalizo bem. Mas afetivamente tenho uma dificuldade absurda em lidar com a perda, com a frustração, com o medo, com a falta de grana, com esse mundo estúpido e violento. Porque neste momentos eu fico com tanta raiva… Quando eu era criança vivia brigando e quebrando tudo para externar essa raiva, essa dor, essa violência toda que é exterior, mas que também é profundamente internalizada. Mas desde a adolescência eu incubo isto tudo e de tempos em tempos tenho que sangrar-me. E neste momentos eu sinto uma sensação de vergonha tão grande porque há uma dificuldade de olhar olho no olhar e expressar a minha angústia, minha dor, minha solidão, meus medos, meus traumas, minhas incapacidades momentâneas. Nestes momentos a existência de outros seres humanos me rememora essa sensação… E são tantos desejos de morte e de dor.
E assim, vivências maravilhosas e transformadoras como ser pai, filho, professor, militante social, amante e amigo são tão difíceis neste momento. Não que elas não sejam difíceis em si mesmas, mas é como encarar isto. O difícil poderia ser motor e combustível para a jornada. Mas o difícil aqui é motivo de fuga, culpa, medo, raiva… Impotência. A jaula de aço é hipnótica. E eu estou me sentindo uma bosta.

PS #1 – Para a dor física: carisoprodol, paracetamol, um pouco de diclofenaco sódico e um cafeina. em uma caneca de chá de camomila. vai que o sono vem?!… Já para a dor da alma só o tempo e a beleza do universo através sua energia e matéria, entes e corpos, que possam ensolarar minhas escuridões.

PS #2: A cada nova atualização e desconfiguração do teclado, faça o favor de digitar no terminal a seguinte linha: setxkbmap -model abnt2 -layout br
PS #3: Ando, cá, a sentir-me uma bosta, o que me tem incapacitado para qualquer contato social mais profundo… Mas escrever isto ameniza, e agora posso tentar dormir – Já ressaltei vezes as funções terapêuticas deste blogue. Pois o que não se consegue falar para ninguém, pela dificuldade de baixar a guarda, aqui se escreve de forma franca – reside aqui algo contraditório pois é neste semi-anonimato que ouso vazar-me um pouco… talvez seja porque a maioria das poucas pessoas que passam por aqui eu nunca vi ou verei, ou talvez isto não tenha nada de contraditório… talvez eu seja apenas um homem-capsula.

música de trabalho

[seg] 20 de outubro de 2014

e a vontade de fazer nada, mais o corpo exausto pelo excesso de ontem… faço um edição na página ‘dossiê mayakóvski, a mais visitada e compartilhada deste blogue, adicionando a tag:  maiakóvski (влади́мир влади́мирович mаяко́вский).

e a trilha sonora da tarde é Tropicália 2;

e a fundamentação filosófica para as aulas de hoje é: «a relação do ser humano com a natureza: o trabalho. i) para existirem, os seres humanos devem necessariamente transformar a natureza. esse ato de transformação é o trabalho. o trabalho é o processo de produção da base material da sociedade pela transformação da natureza. é, sempre, a objetivação de uma prévia-ideação e a resposta a uma necessidade concreta. da prévia-ideação à sua objetivação: isto é o trabalho. vale enfatizar que, para marx, nem toda atividade humana é trabalho, mas apenas a transformação da natureza. veremos mais adiante por quê. ii) ao transformar a natureza, o indivíduo também transforma a si próprio e à sociedade: a) todo ato de trabalho produz uma nova situação, na qual novas necessidades e novas possibilidades irão seguir; b) todo ato de trabalho modifica também o individuo, pois este adquire novos conhecimentos e habilidade que não possuía antes, bem como novas ferramentas que também antes não possuía; iii) todo ato de trabalho, portanto, dá origem a uma nova situação, tanto objetiva quanto subjetiva. essa nova situação possibilitará aos indivíduos novas prévias-ideações, novos projetos e, desse modo, novos atos de trabalho, os quais, modificando a realidade, dão origem a novas situações, e assim por diante. o trabalho e a sociedade. i) todo ato humano tem por base a evolução passada da sociedade, a situação presente concreta em que se encontra o indivíduo e suas aspirações e seus desejos para o futuro. não há ato humano fora da história, fora da sociedade. ii) a objetivação resulta, sempre, em três níveis de generalização: a) o nível objetivo: o objeto produzido passa a ser influenciado e a influenciar toda a sociedade. sua história adquire, assim, uma dimensão genérica: é, agora, parte da história humana, b) o nível subjetivo, que se subdivide em dois subníveis: b1) o conhecimento de um caso singular (como fazer este machado) se eleva a um conhecimento acerca da realidade em geral. esse conhecimento genérico da realidade pode ser aplicado em circunstâncias muito distintas daquelas em que se originou; b2) o conhecimento de um indivíduo se difunde por toda a sociedade, tornando-se patrimônio da humanidade. iii) o trabalho é o fundamento do ser social porque, por meio da transformação da natureza, produz a base material da sociedade. todo processo histórico de construção do indivíduo e da sociedade tem, nessa base material, o seu fundamento.» sérgio lessa e ivo tonet

ps: mas é preciso ir… há trabalho por fazer.

mas antes, um lembrete… trabalhar com a ‘música de trabalho‘ em sala. letra cá: Música de Trabalho // Legião Urbana // Renato Russo, Marcelo Bondá e Dado Villa-Lobos // Sem trabalho eu não sou nada / Não tenho dignidade / Não sinto o meu valor / Não tenho identidade / Mas o que eu tenho / É só um emprego / E um salário miserável / Eu tenho o meu ofício / Que me cansa de verdade / Tem gente que não tem nada / E outros que tem mais do que precisam / Tem gente que não quer saber de trabalhar / Mas quando chega o fim do dia / Eu só penso em descansar / E voltar p’rá casa pros teus braços / Quem sabe esquecer um pouco / De todo o meu cansaço / Nossa vida não é boa / E nem podemos reclamar / Sei que existe injustiça / Eu sei o que acontece / Tenho medo da polícia / Eu sei o que acontece / Se você não segue as ordens / Se você não obedece / E não suporta o sofrimento / Está destinado a miséria / Mas isso eu não aceito / Eu sei o que acontece / Mas isso eu não aceito / Eu sei o que acontece / Quando chega o fim do dia / Eu só penso em descansar / E voltar p’rá casa pros teus braços / Quem sabe esquecer um pouco / Do pouco que não temos / Quem sabe esquecer um pouco / De tudo que não sabemos // 

um breve pulsar… um silêncio antigo… calma!

[qua] 20 de agosto de 2014

Susana Félix e Jorge Drexler – A Idade do Céu

«Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma!»

***

calma! não vamos atropelar os bois. relaxe, planeje, organize… faça, aos poucos, pelas beiras… semeando diariamente… vai que um dia desses tu brotas novamente por outras bandas. e ai morres neste pântano débil que te enfiastes e nasces, broto, numa nova terra… terra de coragem e luta. tua semente é bela… calma! hás de germinar… mas não te olvides… «tem que morrer pra germinar»!

comorbidades… ou o mundo da pseudoconcreticidade

[ter] 20 de maio de 2014

dos fragmentos de uma tarde que não consegue sair do nada:

trilha sonora – como cansei buscar e não achar o título da canção, apenas deixei o sítio aberto, com a canção de fundo. sei que é de andré trento, e só isto.

citações diversas:

«Estamos falando da experiência de novos espaços que se habitam sem nunca se pertencer a eles, e de um tempo que se cria na suspensão dele próprio, que parece se dar no presente apenas por obrigação física, uma vez que é da retomada de um passado e da possibilidade de um futuro que se vive de fato.»

 «há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade; e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque ela funciona».

«O Capital, de Marx, é construído metodologicamente sobre a distinção entre falsa consciência e compreensão real da coisa, de modo que as categorias principais da compreensão conceitual da realidade investigada se apresentam aos pares: fenômeno – essência; mundo da aparência – mundo real; aparência externa dos fenômenos – lei dos fenômenos; existência positiva – núcleo interno, essencial, oculto; movimento visível – movimento real interno; representação – conceito; falsa consciência – consciência real; sistematização doutrinária das representações (“ideologia”) – teoria e ciência.
KOSIK, 1976, p. 16; parênteses do autor»

ó xico

***

ponderações melancólicas.

ando a esmo e sozinho. cá, com meus pensamentos tristes e esta inexplicável dificuldade de viver – ou de dizer oi, tudo bem? ou mesmo levantar deste chão tão duro e frio em que me deito todo o tempo a sofrer… e reconstruir os castelos de cartas cotidianos, but…   «and i’m not there yet…»

ando, cá, a esmo… é força de expressão. estou estagnado. água parada apodrecendo e não há nenhum ânimo para movimentar-me. só, e apenas, algumas poucas obrigações morais me arrastam para fora… mas nem isto – papéis se acumulam. noutro dia refletia sobre a necessidade de voltar à terapia… faço das coisas simples um abismo. sentir e pensar são abissais. no dia oito, um pequeno comentário, me desabou. sei que a pessoa que fez não refletiu na dimensão das palavras que usou, e a motivação eram questões pontuais, mas a forma como foram ditas me atingiu de forma tão funda… que as poucas e provisórias certezas que alimentavam-me e eu as alimentavas cambaleantemente esfumaçaram-se no ar… aquele leve sopro me alimentando evaporou. senti-me profundamente e absurdamente só, sem chão, sem força para levantar… e desde então, as coisas vão amontoando-se. tenho dificuldades em lidar com a perda. tenho dificuldades em lidar com o real. e tenho andado tão down que estar vivo é sorte do acaso. e não há culpa em ninguém. eu apenas estou exausto com estas minhas impossibilidades, com esta minha tristeza crônica. com este não saber equacionar o delírio e o real. so sorry.

la trama y el jardinero…

[qui] 20 de março de 2014

Assim canta Jorge Drexler… Ele, que me acalmou ontem, enquanto eu trabalhava na correção/orientação das atividades dos alunos… Ele, que me anima agora, enquanto planejo o novo dia repleto de atividades…

Tres Mil Millones de Latidos  /// Compositor e intérprete: Jorge Drexler /// Estoy aquí de paso / Yo soy un pasajero / No quiero llevarme nada / Ni usar el mundo de cenicero / Estoy aquí sin nombre / Y sin saber mi paradero / Me han dado alojamiento en el más antigüo / De los viveros / Si quisiera regresar / Ya no sabría hacia dónde / Pregunto al jardinero / Y el jardinero no me responde / Hay gente que es de un lugar / No es mi caso / Yo estoy aquí, de paso / El mar moverá la luna / O la luna a las mareas / Se nace lo que se es / O se será aquello lo que se crea / Yo estoy aqui perplejo / No soy mas que todo oídos / Me quedo con mucha suerte / Tres mil millones de mis latidos / Si quisiera regresar / Ya no sabría hacia cuándo / El mismo jardinero debe estarselo preguntando / Hay gente que es de un lugar / No es mi caso / Yo estoy aquí / Yo estoy aquí, de paso / Yo estoy aquí, de paso…

***

E o dia a dia vai embaralhando tudo… mas quedo-me com muita sorte. O sol rompe o cerro as 8h16. O dia sinaliza que vai ser quente e bonito. E vamos ao som de Drexler… Que puta disco, que puta som, que estupenda poesia… Mas vamos lá… Porque o dia já vai indo e o mate está listo.

duplamente atrasadas…

[qui] 20 de fevereiro de 2014

desorganizado… bagunçado… meus textos, falas e ações são eternas digressões. vivo mergulhando em igarapés de toda sorte… e o rio vai ficando tão distante que as vezes já nem me recordo de onde eu vinha… é extremamente difícil para mim seguir uma ordem, um roteiro… sinto necessidade de fazer outras coisas, e vou adentrando pelos caminhos dos caminhos dos caminhos… tudo isto para dizer… meu tempo é lento, e muitas vezes, aparentemente, sem sentido claro e evidente. sou um perdido. ando em círculos.

e fica nítido quando há companhia… porque sozinho o compromisso é comigo apenas e eu não vejo mal nenhum nesta peregrinação pelo deserto sem caminhos claros e definidos. tenho visita em casa, e todas as coisas que já estariam, naturalmente, atrasadas estão duplamente atrasadas. arghh…

o atirador…

[sex] 20 de dezembro de 2013

Atire a primeira
Atire a segunda, iaiá
Até descarregar o tambor
Até apagar a luz de ioiô
Até nunca mais,
já vingou.

Atirador, quando compra vingança alheia
Tem que ter veneno na veia
Tem que saber andar num chão de navalha
Atirador tarda mas não falha
Atirador não tem dó quando atira
Atirador é dublê da ira
Ele só sabe o nome, só viu o retrato
Alma sebosa é mais barato.

Atire a primeira
Atire a segunda iaiá
Até descarregar o tambor
Até apagar a luz de ioiô
Até nunca mais, já vingou

LENINE.

 

___________________________________________-

De ontem:

 

é complicar as coisas para você mesmo…

[seg] 20 de maio de 2013

16:21 “é fazer oito coisas de uma vez e não terminar nada”

é mais ou menos isso… uma crise. sei que é uma crise. mas não identifiquei claramente as ações que desencadeia[ra]m esta reação de estar sentido uma vontade irresistível de não sair, e de deixar o tempo passar e passar, e dormir. não há animo para escrever ou ler ou estudar ou até ir trabalhar. como isto se processa, o que desencadeia, o que faria interromper… poderiam ser questões, problematizações, cousas que me ajudariam a dar fim, mas não… o tempo escorre, circulo daqui pra lá e de lá pra cá sem uma ordem, apenas enrolando o tempo, e sempre adiando as coisas inevitáveis.

16:27 “é não saber quando terminar algo

 

frases feitas são reféns da pulsação

[qua] 20 de março de 2013

Abro os olhos e adormeço
Sem a mente fraquejar
Saio pela manhã
De passagem, coisa vã
Derrapagem
Que a viagem tem princípio, meio e fim

Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo

Não me venham buzinar
Vou tão bem na minha mão
Então vou para lá
Ver o que dá
Pé atrás na engrenagem
Altruísta até mais não

Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo

Presa por um fio
Na vertigem do vazio
Que escorrega entre os dedos
Preso em duas mãos
Que o futuro é mais
O presente coerente na razão
Frases feitas são reféns da pulsação

Susana Félix

garapuvu/feuerbach

[ter] 20 de dezembro de 2011

(…) Feuerbach parte do fato a auto-alienação religiosa do homem, do desdobramento do mundo em um mundo religioso e um mundo terreno. O seu trabalho consiste em reconduzir o mundo religioso ao seu fundamento terreno. Mas Feuerbach não percebe que fez apenas parte do trabalho, falta ainda fazer o principal. É que o fato de essa base terrena se separar de si própria para se fixar como um reino independente que flutua nas nuvens é algo que só se pode explicar pela própria divisão interna e contradição dessa base terrena consigo mesma. Assim, é necessário tanto compreendê-la na sua própria contradição como revolucioná-la praticamente, eliminando sua contradição. Depois de, por exemplo, descobrir a família terrena como o segredo da família sagrada, é preciso fazer a crítica teórica dessa família terrena e revolucioná-la, na prática. (…)

Feuerbach geht aus von dem Faktum der religiösen Selbstentfremdung, der Verdopplung der Welt in eine religiöse, vorgestellte und eine wirklich Welt. Seine Arbeit besteht darin, die religiöse Welt in ihre weltliche Grundlage aufzulösen. Er übersieht, daß nach Vollbringung dieser Arbeit die Hauptsache noch zu tun bleibt. Die tatsache nämlich, daß die weltliche Grundlage sich von sich selbst abhebt und sich, ein selbständiges Reich, in den Wolken fixiert, ist eben nur aus der Selbstzerrissenheit und dem Sich-selbst-widersprechen dieser weltlichen Grundlage zu erklären. Diese selbst muß, also erstens in ihrem Widerspruch verstanden und sodann durch Beseitigung des Widerspruchs praktisch revolutioniert werden. Also z.B.; nachdem die irdische Familie als das Geheimnis der heiligen Familie entdeckt ist, muß nun erstere selbst theoretisch Kritisiert und praktisch umgewälzt werden. // V // Thesen über Feuerbach (1845). Marx.
Gênese de um garapuvu

[sex] 20 de maio de 2011

preste atenção: não compita, compartilhe. pois tudo passa… então passe também – não fique. vá. não há lugar. aqui ou aí. e o que há? apenas isso aí… a ida.

yo estoy aquí de paso…

[dom] 20 de março de 2011

das onze às dezoito, o dia foi… arrastando-se. e depois… depois como é bom sentir um corpo quente feminino ao seu lado e o sangue pulsar. a vida assim é tesão puro. e… cá, voltando para casa descubro que a aranha mudou-se, que paulo foi ao cinema e que só me restou uns goles de claudionor – que cachaça boa – e uns sonidos de drexler… tres mil millones de latidos / la trama y el desenlace / las transeúntes / la nieve en la bola de nieve / mundo abisal / toque de queda / una canción me trajo hasta aquí / aquiles, por su talón es aquiles / i don’t worry about a thing / noctiluca / todos a sus puestos / telón

e repleto de prazer vou dormir agora. a louça – e tudo mais – fica para amanhã…

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