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sou de nanã ê uá, ê uá, ê uá ê

2019, março 27, quarta-feira

pequenas porções de sono. acordo, mas meu corpo pede. cedo, cedo e dormirei mais um bocadinho. (7h05)

***

e o presente do dia, ọpẹ paula.

paula, obrigado.

Sou de nanã ê uá, ê uá, ê uá ê

Mateus Aleluia é um milagre, via Trip TV

grandes porções de faltas… faltei sem aparente culpa, deixei meu corpo e espiríto relaxar. Pela manhã dormi. pela tarde bebi café e brinquei com dora. mas agora preciso fechar as aulas de hoje… definir/fechar o resto do planejamento trimestral que falta… o que fazer com os terceiros? para onde ir? (16h50)

 

 

pooof!

2019, março 27, quarta-feira

00:57 #6 fechando esse texto: título – pooof: a vida é um laboratório. escrevo sobre terça-feira, no começo da quarta-feira, porque o dia foi longo… e dormi assim que terminei de jantar, das nove até meia-noite.

00:03 acordei, com o barulinho da chuva fina sobre o telhado.
00:07 desfiz a mochila, amontei sobre a mesa. e tirei isto aqui do modo stand by.
00:08 bloco de notas aberto… primeiras linhas. não perder o fio da meada… o pensamento que acompanha desde o sonho…
00:10 #1 assustadoramente eu preciso encontrar uma rotina que eu ainda não tenho. pois do jeito que vai… as janelas (as pequenas portas) abertas ao longo do dia servem mais para cochilos devido a minha exaustão. tenho tido sono o dia inteiro em qualquer horário.
00:12 #2 nessa terça, foi de um dia de despedida e descoberta. ou de transição dessa coisa toda… da ideia sobre o passado idealizado e de um presente desafiador. ou seja, não é necessariamente a posição, mas o modo. traduzindo… não é por estar novamente ali que tudo o que fora vivido se replicará [exceto como lembrança, memória, narrativa íntima do teu ser], pelo contrário… demarcará uma oposição, caso não imprima… porra, olha o vocabulário, esse exercício de construção aparentemente complexado… que às vezes parece mais exoesqueleto do que vísceras, coração, olho. fechando digressão… ou eu tomo uma posição ativa de construção de interações e relações e me aproximo do idealizado… ou me verei diante de um abismo de medo e solidão.
00:26 #3 as coisas precisam ir para nuvem… para facilitar a portabilidade e acessibilidade fora deste ambiente, já que passarei mais tempo da minha futura vida pela rua do que aqui em casa.
00:29 # pausa para hidratação. repensar a dieta noturna… os hábitos alimentares… os horários. ou seja, mais fila, mais ru… menos assalto à geladeira do pai e da mãe.
00:30 #4 já me perdi no novelo dos pensamentos… mais era algo como ler mais, organizar melhor os fichamentos e notas de aula, ouvir mais música, ler foucault, ler mais foucault…
00:38 #5 abrir o peito e as asas, aceitar o mundo que se desenha pela janela como um presente, uma oportunidade… menos como uma clausura. as coisas não estão terminadas, onde viver é mera cópia/imitação/representação de uma dada narrativa… a vida é artíficio crítico, da ordem da contigência… a vida é um laboratório, é apresentação (pooof!, explodiu a mente… com milhares de referências/vozes/camadas/teias/tecidos).

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00:47 #6 no silêncio da madrugada, alguém explode um rojão – coincidência?

13° da 4ª lua do 9º ano de xiantong… e outras ancoragens

2019, janeiro 27, domingo

eu aqui aprendendo com os kami (神) de konmari na netflix…

e olho para o lado… preciso aprender a por ordem nessa casa… uma casa que ainda não é uma casa, ou não será enquanto eu não der uma cara de casa… preciso cuidar dessa coisa etc e tal, entre o self e o ego.

tentei achar aquela passagem da fala do Samuel Hulak no programa que vi hoje, da série mish mash, que ele falava em identidade, ego, self… não achei. mas deixo o promo do documentário mish mash do canal curta.

e o sutra do diamante:

«Todos os fenómenos condicionados
São como sonhos, ilusões, bolhas e sombras,
Como orvalho e relâmpago;
Devemos contemplá-los desta forma».
Sutra do Diamante

 

 

e a minha conclusão é: se arrume rapaz, arrume sua casa. as coisas tem seu tempo… apenas não se mate de pronto, na ilusão do quarto escuro, nem se mate aos poucos, submerso nestes fantasmas que te acompanham no cotidiano… dialogo, respire… tudo tem seu tempo, e a certos caminhos que precisamos aprender a trilhar no seu devido tempo…

respire, tudo vai dar certo, tudo no seu tempo. amanhã é outro dia, não é…

#paciência e #coragem.

outras referências

ADORNO, Theodor. Indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BURKITT, Ian. Social selves: theories of self and society. London: Sage, 2008.
GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 2002.
JENKINS, Richard. Social identity. New York: Routledge, 2004.
KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro: Record, 2008.

«As pessoas não são más, mano, elas só estão perdidas. Ainda há tempo.»

e pra fechar…

a fala do antropólogo e etnógrafo Massimo Canevacci sobre Smart cities, cultura digital e renovação política. Contradições e possibilidades da revolução 4.0 que encontrei aqui: https://conector.wordpress.com/