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lembre de não martelar o parafuso

2019, janeiro 28, segunda-feira

10:58 p_20190128_105751-animation

perdi o trem. sou o atraso corporificado. miro a lua no azul do céu… vejo aeroplanos.

17:07

«O homem construiu em si próprio imagens como uma cerca de segurança – religiosa, política, pessoal. Estas manifestam-se como símbolos, ideias, crenças. A carga destas imagens domina o pensar do homem, as suas relações e a sua vida quotidiana. Estas imagens são as causas dos nossos problemas porque separam o homem do homem. A sua percepção da vida está moldada pelos conceitos já estabelecidos na sua mente. O conteúdo da sua consciência é toda a sua existência. A individualidade é o nome, a forma e a cultura superficial que ele adquire da tradição e do meio. A singularidade do homem não reside no superficial mas na libertação completa do conteúdo da sua consciência, que é comum a toda a humanidade. Ele não é portanto um indivíduo.

A liberdade não é uma reação; a liberdade não é uma opção. É pretensão do homem achar que, porque tem opção, é livre. Liberdade é observação pura sem direção, sem medo da punição e da recompensa. A liberdade existe sem motivo; a liberdade não está no fim da evolução do homem, mas jaz no primeiro passo da sua existência. Na observação começamos a descobrir a falta de liberdade. A liberdade encontra-se na consciência sem escolha da nossa vida e atividades cotidianas.

O pensamento é tempo. O pensamento nasce da experiência e do conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem. A nossa ação está baseada no conhecimento e por conseguinte no tempo, portanto o homem é sempre escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e por isso vivemos em conflito e luta constantes. Não há evolução psicológica. Quando o homem se tornar consciente do movimento dos seus próprios pensamentos, verá a divisão entre o pensador e o pensamento, o observador e o observado, o experienciador e o experienciado. Descobrirá que esta divisão é uma ilusão. Só então há observação pura que é perceptibilidade sem qualquer sombra do passado ou do tempo. Esta perceptibilidade atemporal provoca uma mutação radical, profunda na mente». Jiddu Krishnamurti

e antes disso, fiz uma pá de atividades manuais (máquina de lavar, ventilador, louça). meu mano fez o corre da bike. e ouvi um bocado de Criolo

«Lion Man»

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ps: e vou lançar aquela frase bacana: tenho uma notícia boa e uma ruim..

eu consertei o ventilador… agora ele ficará em pé, e isso é bacana, sou uma cara gente boa, que ajuda os outros. mas eu estraguei, sem querer, o ventilador… pq agora ele não funciona. eu vou ouvir um bocado… e ainda me custou 100 dinheiros.

ps2: hoje expira o plano e o endereço… garapuvu.blog, amanhã volta a ter aquelas publicidades aleatórias… e voltamos para o endereço de sempre garapuvu.wordpress.com

stop #article13

2018, dezembro 28, sexta-feira

70 nomes influentes que criticaram a proposta em carta aberta (PDF)

«Article 13 of the EU Copyright Directive Threatens the Internet»

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«Destruir o passado é o programa de nossa era: apagar a capacidade humana de ser um animal consciente. Isso é muito sério. Não devemos lembrar, só lucrar, trabalhar demais para comprar demais. Nesse processo de erosão da memória coletiva perdemos a consciência. Vi pichado em um muro outro dia: “Nascemos para comprar (…)

Sou pessimista, mas vivo essa condição como ‘ironista’, e essa é seguramente uma tradição judaica. Sou cético em relação à natureza humana, devemos tomar cuidado com ela, mas não podemos simplesmente desistir. Apesar da natureza humana, devemos buscar progresso nas sociedades.»

Amos Oz

(4 de maio de 1939 – 28 de dezembro de 2018)

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mito da democracia racial, raça e classe

2018, novembro 28, quarta-feira

_ab576d41a659eac7700c2cb9fb8059d7e37bcda7«Temos que deixar de descrever sempre os efeitos do poder em termos negativos: ‘ele exclui’, ele ‘reprime’ ele ‘recalca’, ele ‘censura’, ele ‘abstrai’, ele ‘mascara’, ele ‘esconde’. Na verdade o poder produz; ele produz realidade; produz campos de objetos e rituais da verdade. O indivíduo e o conhecimento que dele se pode ter se originam nessa produção».
Michel Foucault em Vigiar e punir, p. 161.

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e pela manhã… o alpendre ganhou forma, com a telha de policarbonato ondulada translucida. a casa e seus contornos segue.

pela tarde… aula dada, um ponte articulando… (silvio de almeida, jesse souza, pierre bourdieu, florestan fernandes...

e pela noite… um breja com o velho, um ronco no sofá… e um cansaço, ainda sem ter claro o que farei amanhã cedo… pensando em mudar os planos, adaptar…

nota: para ler depois -> rompendo barreiras: relações entre capital cultural e consciência racial, de maria rita py dutra