Archive for the '28' Category

stop #article13

2018, dezembro 28, sexta-feira

70 nomes influentes que criticaram a proposta em carta aberta (PDF)

«Article 13 of the EU Copyright Directive Threatens the Internet»

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«Destruir o passado é o programa de nossa era: apagar a capacidade humana de ser um animal consciente. Isso é muito sério. Não devemos lembrar, só lucrar, trabalhar demais para comprar demais. Nesse processo de erosão da memória coletiva perdemos a consciência. Vi pichado em um muro outro dia: “Nascemos para comprar (…)

Sou pessimista, mas vivo essa condição como ‘ironista’, e essa é seguramente uma tradição judaica. Sou cético em relação à natureza humana, devemos tomar cuidado com ela, mas não podemos simplesmente desistir. Apesar da natureza humana, devemos buscar progresso nas sociedades.»

Amos Oz

(4 de maio de 1939 – 28 de dezembro de 2018)

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mito da democracia racial, raça e classe

2018, novembro 28, quarta-feira

_ab576d41a659eac7700c2cb9fb8059d7e37bcda7«Temos que deixar de descrever sempre os efeitos do poder em termos negativos: ‘ele exclui’, ele ‘reprime’ ele ‘recalca’, ele ‘censura’, ele ‘abstrai’, ele ‘mascara’, ele ‘esconde’. Na verdade o poder produz; ele produz realidade; produz campos de objetos e rituais da verdade. O indivíduo e o conhecimento que dele se pode ter se originam nessa produção».
Michel Foucault em Vigiar e punir, p. 161.

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e pela manhã… o alpendre ganhou forma, com a telha de policarbonato ondulada translucida. a casa e seus contornos segue.

pela tarde… aula dada, um ponte articulando… (silvio de almeida, jesse souza, pierre bourdieu, florestan fernandes...

e pela noite… um breja com o velho, um ronco no sofá… e um cansaço, ainda sem ter claro o que farei amanhã cedo… pensando em mudar os planos, adaptar…

nota: para ler depois -> rompendo barreiras: relações entre capital cultural e consciência racial, de maria rita py dutra

pessoas cinzas normais

2018, outubro 28, domingo

2h39 comecei o dia bombardeando comentários nas linhas do tempo #elenão. é dia de eleição.

«… e a minha alucinação é suportar o dia-a-dia. e meu delírio é a experiência com coisas reais… »

Eu não estou interessado / Em nenhuma teoria / Em nenhuma fantasia / Nem no algo mais / Nem em tinta pro meu rosto / Ou oba oba, ou melodia / Para acompanhar bocejos / Sonhos matinais // Eu não estou interessado / Em nenhuma teoria / Nem nessas coisas do oriente / Romances astrais / A minha alucinação / É suportar o dia-a-dia / E meu delírio / É a experiência / Com coisas reais // Um preto, um pobre / Uma estudante / Uma mulher sozinha / Blue jeans e motocicletas / Pessoas cinzas normais / Garotas dentro da noite / Revólver: cheira cachorro / Os humilhados do parque // Com os seus jornais / Carneiros, mesa, trabalho / Meu corpo que cai do oitavo andar / E a solidão das pessoas / Dessas capitais / A violência da noite / O movimento do tráfego / Um rapaz delicado e alegre /Que canta e requebra / É demais! // Cravos, espinhas no rosto / Rock, Hot Dog / Play it cool, baby / Doze Jovens Coloridos / Dois Policiais / Cumprindo o seu duro dever / E defendendo o seu amor / E nossa vida / Cumprindo o seu duro dever / E defendendo o seu amor / E nossa vida // Mas eu não estou interessado / Em nenhuma teoria / Em nenhuma fantasia / Nem no algo mais / Longe o profeta do terror / Que a laranja mecânica anuncia / Amar e mudar as coisas / Me interessa mais / Amar e mudar as coisas / Amar e mudar as coisas / Me interessa mais // Um preto, um pobre / Uma estudante / Uma mulher sozinha / Blue jeans e motocicletas / Pessoas cinzas normais / Garotas dentro da noite / Revólver: cheira cachorro / Os humilhados do parque / Com os seus jornais // Carneiros, mesa, trabalho / Meu corpo que cai do oitavo andar / E a solidão das pessoas / Dessas capitais / A violência da noite / O movimento do tráfego / Um rapaz delicado e alegre / Que canta e requebra / É demais! // Cravos, espinhas no rosto / Rock, Hot Dog / Play it cool, baby / Doze Jovens Coloridos / Dois Policiais / Cumprindo o seu duro dever / E defendendo o seu amor / E nossa vida / Cumprindo o seu duro dever / E defendendo o seu amor / E nossa vida // Mas eu não estou interessado / Em nenhuma teoria / Em nenhuma fantasia / Nem no algo mais / Longe o profeta do terror / Que a laranja mecânica anuncia / Amar e mudar as coisas / Me interessa mais / Amar e mudar as coisas / Amar e mudar as coisas / Me interessa mais /// Alucinação // Composição: Belchior

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votei, voltei e editei…
19h30 agora é respirar fundo… e resistir ao turbilhão. a resistência continua…

«Um sistema de desvinculo: Boi sozinho se lambe melhor.., O próximo, o outro, não é seu irmão, nem seu amante. O outro é um competidor, um inimigo, um obstáculo a ser vencido ou uma coisa a ser usada. O sistema, que não dá de comer, tampouco dá de amar: condena muitos à fome de pão e muitos mais à fome de abraços.» O livro dos abraços / Eduardo Galeano; tradução de Eric Nepomuceno. – 9. ed. – Porto Alegre: L&PM, 2002. 270p