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o mais natural do homem é o artifício

2019, março 14, quinta-feira

pela manhã, izabel recebeu alta da terapia. caminhamos 3km. foi um manhã de matar aula e aproveitar a cia da filha.

pelo meio dia… às vezes perder é ganhar. se pela manhã, ter perdido o ônibus nos levou a caminhar… pela tarde ganhei carona até a madre benvenuta, ao som de daza.

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dazaranha

e para fechar a tarde… três putas aulas. latim 1, fono e fonética do português e teoria literaria 2.

 

um sonho de fúria

2019, março 13, quarta-feira

e as goiabas que não foram tiradas do pé pesaram tanto que o galho se partiu e veio ao chão neste instante. meu peito bate rápido e eu não consigo não para de pensar… como se medita? eu meço o tempo, falta um pouco mais de uma hora para ir à escola… e tanta coisa atrasada. há um formigueiro se instalando em minha estante… até tentei ontem, quando voltei pra casa… mas desisti, não tenho tempo agora para tanto trabalho… eu, exército de um homem só, contra um formigueiro… mas elas que aguardem. pois estou me guardando para a batalha… planejando a estratégia derradeira, coletando minhas armas… até lá, eu tento dormir o que dá… quando os sonhos deixam. pois hoje, acordei, com reminiscências de algo que não sei ao certo se é sonho ou pesadelo… havia um elefante preso na porta de minha casa… e havia um crocodilho (ou qualquer espécie de lagarto gigante alienígena) e outros monstros não identificados. e ao não saber o que fazer com esses elefantes/formigas?/ eu enlouqueci e tive um ataque de fúria… destrui tudo e, até, minha vida.

mas agora já são 13:23, o mate quase acabou e preciso me mexer para ir ao trabalho. fim.

yá yá massemba

2019, março 4, segunda-feira

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Yá yá Massemba – Maria Bethania

Que noite mais funda calunga
No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas
Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito
Kawo Kabiecile Kawo
Okê arô oke
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão
Vou baixar o seu terreiro
Epa raio, machado, trovão
Epa justiça de guerreiro
Ê semba ê
Samba á
o Batuque das ondas
Nas noites mais longas
Me ensinou a cantar
Ê semba ê
Samba á
Dor é o lugar mais fundo
É o umbigo do mundo
É o fundo do mar
No balanço das ondas
Okê aro
Me ensinou a bater seu tambor
Ê semba ê
Samba á
No escuro porão eu vi o clarão
Do giro do mundo
Que noite mais funda calunga
No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas
Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito
Kawo Kabiecile Kawo
Okê arô oke
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão
Vou baixar o seu terreiro
Epa raio, machado, trovão
Epa justiça de guerreiro
Ê semba ê ê samba á
é o céu que cobriu nas noites de frio
minha solidão
Ê semba ê ê samba á
é oceano sem, fim sem amor, sem irmão
ê kaô quero ser seu tambor
Ê semba ê ê samba á
eu faço a lua brilhar o esplendor e clarão
luar de luanda em meu coração
umbigo da cor
abrigo da dor
a primeira umbigada massemba yáyá
massemba é o samba que dá

Vou aprender a ler
Pra ensinar os meu camaradas!

composição: Roberto Mendes e José Carlos Capinan