Archive for the 'Alice Ruiz – Alice Ruiz Scherone' Category

o último reino de valhala

2019, janeiro 25, sexta-feira

e não é que há uma terceira temporada?!

hoje foi assim… abre a casa, fecha a casa, abre a casa, fecha a casa… chuva e sol, pancadas e raios… às vezes chove ali do lado enquanto aqui faz sol… as vezes chove aqui enquanto faz sol lá… noutras é sol e chuva ao mesmo tempo. mas quase sempre é eu absorto aqui dentro de casa, de mim… fiquei triste parte considerável do dia… por sentir esse sentimento ruim, de mágoa, dor… e não fiz nada além de ficar sozinho e para não pensar, apenas netflixei... acompanhando uhtred em the last kingdom.

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a trilha sonora do dia: Milágrimas | Ná Ozzetti

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e procurando uma imagem para ilustrar essa postagem, parei por cá, neste caligrama de apollinaire, no blog palavra de pantera

guillaume apollinaire, calligrammes, paris, gallimard1.0

milágrimas

2018, junho 12, terça-feira
hoje rastejei…
ando assim por esses tempos…
e agora cheio de salompas

ando a acreditar que as dores comigo trocam de lugar

sano um ponto, elas migram para outro, cá

no mais… continuo adiando o inadiável.
há uma montanha de papel por corrigir…
há tantas coisas em modo espera…
mas não desanimar, pensar positivo, achar qualquer coisa boa, não deixar a mente negar tudo… ver o mundo como terra devastada.
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Itamar Assumpção

“Milágrimas” (Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo

Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto esqueça o seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas
Sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

 

mapas urbanos

2014, outubro 26, domingo

plantei um pé de caqui.

votei nulo. pt venceu. psdb perdeu… e os fascistas estão soltos.

e depois de meses arrumei a bicicleta e pedalei 4 km.

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e há qualquer coisa cá assim:

«Sei dos caminhos // Composição: Alice Ruiz e Itamar Assumpção // Sei dos caminhos que chegam, sei dos que se afastam / Conheço como começa, como termina o que faço / Só não cheguei como chegar / Ao nosso próximo passo // Ontem, meu bem, contei até cem / Hoje já não sei / Hoje já não sei // Ontem, meu bem, contei até três / Hoje eu só pensei /Hoje eu só pensei / Sei que me encontro sozinho / Sei também quando me acho / Sei tudo o que você acha / O buraco é mais embaixo / Foi um achado te achar / Perdido acho diacho / Meu bem, porque não vens que tem / Ontem eu pensei / Ontem eu pensei…»

e

«Dor Elegante // (Itamar Assumpção e Paulo Leminski) / Um homem com uma dor / É muito mais elegante / Caminha assim de lado / Com se chegando atrasado / Chegasse mais adiante / Carrega o peso da dor / Como se portasse medalhas / Uma coroa, um milhão de dólares / Ou coisa que os valha / Ópios, edens, analgésicos / Não me toquem nesse dor / Ela é tudo o que me sobra / Sofrer vai ser a minha última obra…»

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citação de fundo: «Antes o atrito que o contrato»