Archive for the 'Árvores' Category

o ciclone, a aroeira e a pitangueira

[dom] 4 de dezembro de 2016

e um ciclone passou sobre nossas cabeças, nesse domingo, na madrugada.

telhas voaram, árvores aos montes… fiações elétricas partiram-se ou foram ao chão. ao lado de minha casa, o que me amendrontava era uma gigantesca árvore… a mesma que me protegeu do vento.

mas uma árvore caiu no terreno.  e na tarde de domingo, plantei duas (uma aroeira e uma pitangueira).

***

o que pensei pela manhã, enquanto tomava meu mate e caminha pela rua, observando a devastação…

as árvores nascem antes das cercas / as árvores não respeitam as cercas / as árvores morrem rompendo as cercas.

 

controle de pragas

[qui] 21 de janeiro de 2016

atacaram o schizolobium…

e o dorflex ataca meu fígado e rins.

 

limpeza pesada…

[dom] 11 de janeiro de 2015

janeiro começou…
e vai longe…
a embaúba¹ que {re}plantei dia primeiro deu seu primeiro sinal de vida… brotaram folhas novas. ontem choveu e a terra que andei a revirar para instalar a piscina inflável tornou-se lama… e ainda falta mais uma semana, no mínimo, de pequenas intervenções… cava aqui, aterra ali, planta grama lá, organiza acolá… e não fiz o texto sobre a diversidade como problema pedagógico, até tentei… mas o que é para uma semana levo um mês… e ainda tenho que ler os cadernos de estudo e mandar a proposta de aula… até dia 18… esse negócio de ficar estudando nas férias e com um monte de gente na casa… não é fácil.

e das coisas de izabel, na sexta-feira noite ela teve uma crise de ciúmes… esse negócio de ser gente é complicado. E esse negócio de ser pai é complicado… hoje entendo minha mãe, e a impotência que sentimos, de sentir um dos nossos passando por dolores que somente eles poderão lindar.

todo mundo tem o coração meio partido neste mundo… a vida vai fazendo isto com a gente… desgastando a nossa bruteza e nos lapidando… vai nos afiando tanto que, as vezes sem percebemos, nos cortamos em nós mesmos.

mas enfim, percebo nela algumas dores que eu sentia e sinto ainda… e é tão difícil lidar com tudo isto… que o tão pouco que eu consigo fazer não basta… não conseguimos arrancar o mal pela raiz.

e mais sobre izabel… enfim pintei o quarto dela sexta-feira. segunda ou terça comprarei cortinas e uma armário.

e quanto a mim: esse quantidade de gente circulando pela casa – meu primo, com sua família, está se hospedando por cá – não deixa eu perceber a minha solidão. e ontem foi dia de limpar a casa. mexer as coisas do lugar e lavar chão e paredes… até o teto. e ainda assim eu ainda não me sinto limpo. dê o tempo ao tempo… lide com o que der para lidar, sem sobrecarregar. e hasta…
notas de roda pé

¹ ãba’ib – e dessa lista… acho que a primeira coisa que consegui cumprir foi a embaúba.

o tempo voa

[ter] 31 de janeiro de 2012

palavras-chaves – mais da semana que passou e menos da que virá [aleatoriamente]: trilha; gravata; galheta-barra da lagoa; harley, fukuta; caim; visita; diogo e veri; ernst götsch; sistema agroflorestal; professor act; maria izabel; south american way; tabebuia heptaphylla ou tabebuia avellanedae; o cio da terra; saudade do frio na barriga e de sentir a pele arrepiar e dos olhos marejar; paz; atenção; coragem; manoel de barros

A maior riqueza do homem é a sua incompletude
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva, etc, etc.
Perdoai.
Mas eu preciso ser Outros
Eu penso renovar o mundo usando borboletas.

ipê-amarelo

[sáb] 6 de novembro de 2010

hoje. plantei cedo um pé de ipê na frente da casa nova. e ela está quase pronta. só faltam os vidros, o piso da sala, a pintura por dentro e por fora, as louças do banheiro. é, falta pouco. e acredito que em menos de um mês terminaremos ela e adentro meu ninho.

ontem. foi um dia bom. acordei cedo. fui a aula. almocei no ru. visitei a área da botânica, no meio de imensas árvores. depois dormi uma hora no ca. e as três fui ouvir o sérgio ferro falar sobre arte e trabalho livre no teixeirão. atividade esta organizada pelo pessoal do cala. gosto do povo da arq. e pensar que se eu tivesse terminado edificações, teria um dia pensado em entrar na arq. e voltando o tempo foi fechando e choveu tanto e de tal forma que foi lindo de ver – chovia de cima para baixo e de baixo para cima e de todos os lados. cheguei cedo, antes das seis, em casa e dormi muito. estou tão acostumado ao meu quarto e a tv que dias assim repletos de gente e conversas me cansam.

agora. na casa nova não haverá tv, serei eu e uns 100 livros por serem lidos. vou vender minha força de trabalho, agora.

 

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