Archive for the 'Augusto de Campos – Augusto Luís Browne de Campos' Category

backchannels… macguffin, escafandra e o pós do cosmos

2019, fevereiro 25, segunda-feira

backchannels… (um conceito, além de político, linguístico!)

querido diário,

estou melhor. mas ainda há uma quantidade de coisas por serem feitas – olho pra elas e penso… desejo… mas fico girando em torno da própria cauda… não tenho saído do lugar. nesse exato instante chove. chovia. choverá. e há goteiras na casa.

começo então pelo mate (sin montañita de yerba seca recién cebado)

e um macguffin, e uma escafandra (do grego Skáphos, “oco, escavado, em forma de barco” mais Andrós, “homem”, com a ideia de “homem-barco”) .

e depois de quase uma hora mateando e escrevendo isto aqui, enquanto faço articulações pelo zap… termino com esse poema de poema de Augusto de Campos, da série Expoema, em parceria com Omar Guedes.

pós do cosmos

pós do cosmos - poema de Augusto de Campos da série Expoema em parceria com Omar Guedes

***

ou seja, escrevo nada sobre nada. almoço e já são duas e três. preciso parar e definir prioridades… preciso das aulas da semana. ponto.

  • ps: noto de uma postagem agendada foi publicada hoje.
  • ps2: acadei de dar conta que deixei coisas perdidas nos rascunhos…

 

frequência insuficiente

2018, abril 23, segunda-feira

notas do dia:

abandonei o semestre.

pontuei as atividades dos estudantes e digitei notas no professor online -> agora só falta organizar o trabalho de recuperação paralela de nota.

***

pesquisas: http://blog.brasilacademico.com/2016/01/memoscorm-jogo-de-memoria-gratuito-para.html

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Idioma Desconhecido

Produzido por: Ninguém Filmes Direção:José Marques de Carvalho Jr

Difícil Ser Funcionário, Poema de João Cabral de Melo Neto, e declamação de Patrícia Kalil

Difícil ser funcionário

João Cabral de Melo Neto

Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.

É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores.

Eu nunca suspeitara
Tanta roupa preta;
Tão pouco essas palavras —
Funcionárias, sem amor.

Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas;
Há uma garrafa de tinta
Que nunca bebeu álcool.

E os arquivos, Carlos,
As caixas de papéis:
Túmulos para todos
Os tamanhos de meu corpo.

Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança

Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis.
Se os pudesse encarar…
Fazer seu nojo meu…

Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos,
Pedindo conselho.

O poema acima, escrito em 29-09-1943, revela a decisiva influência de Carlos Drummond de Andrade nas primeiras produções do autor. Inédito, foi extraído dos “Cadernos de Literatura Brasileira”, nº. 01, publicado pelo Instituto Moreira Salles em Março de 1996, pág.60.

***

[anotar aqui o poema feito hoje]

[anotação feita, terça-feira, 11h24]

exercício sobre o pulsar do corpo estelar // o sol encara os olhos nus / como é duro resistir / e não desatar-se / nesta irradiação / que alimenta e devora // e toda dor humana nesta terra / e tal empatia / e o dilema constante / e a utopia / nada podem / não acessam os códigos deste outro idioma.

[ps 1: e achei isto aqui abaixo… quando transcrevia/recriava o exercício acima]

Onde quer que você esteja
Em Marte ou Eldorado
Abra a janela e veja
O pulsar quase mudo
Abraço de anos-luz
Que nenhum sol aquece
E o oco escuro esquece

Composição: Augusto De Campos / Caetano Veloso

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«Video realizado para la exposición de Augusto de Campos / Despoemas en Buenos Aires, 2014. Inspirado no videoclip de Paulo Barreto de 1984» Gonzalo Aguilar.

[ps 2: O que é um PULSAR]

beats & olaria

2018, janeiro 3, quarta-feira

4h30 a primeira vitória no twilight struggle…

9h30 seu nei fez a fogueira…

10h30 as nuvens brincam no céu azul

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Nacos de nuvem
Vladímir Maiakóvski
Tradução de Augusto da Campos
No céu flutuavam trapos
de nuvem – quatro farrapos;
do primeiro ao terceiro – gente;
o quarto – um camelo errante.
A ele, levado pelo instinto,
no caminho junta-se um quinto.
Do seio azul do céu, pé-antepé,
se desgarra um elefante.
Um sexto salta – parece.
Susto: o grupo desaparece.
E em seu rasto agora se estafa
o sol – amarela girafa.
1917-1918

11h08 escrevendo aqui, colocando fotos no instagram… tomando mate.

14h00 carreguei 800 tijolos.

17h15 trilha da olaria, com meu pai.

nei trilha

23h49… publicando fotos e stories… no instagram… como as da trilha acima… e essas do poente… mas perdi o sol, porque na hora h… acabou a bateria, corri para carregar o mínimo e pegar um pouco da beleza do dia.

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23h59… tomei um antialérgico. meu nariz estava mais vermelho que um pimentão vermelho.