Archive for the 'Bob Marley – Robert Nesta Marley' Category

de bob dylan a bob marley

[sex] 8 de julho de 2016

as vezes dá uma vontade de ir embora… e ficar no mundo da fantasia. ontem, olhando para trás, quem puxou o papo fui eu.  porque não habito outros outros me habitam. as vezes do seu lado eu fico mudo. a presença de algumas pessoas me constrange de uma tal forma que eu desapareço. estranha sensação. talvez porque eu as desejo, e desejar é habitar o terreno da esperança e do medo. há muralhas no terreno do desejo e do medo. desejar, pensando agora, algo que não sei dizer claramente, há algo como percepção da perda da totalidade, e queda num território inóspito, onde o outro, da ordem do imponderável, tem e/ou terá algum atração gravitacional que tira-me de uma órbita ignorada. sou tímido, profundamente tímido.

***

Rainha das cabeças
(Douglas Germano / Kiko Dinucci)

Awoió ori dori re
Iyemanjá cuidou
Ade, ala, beijou
E encheu o ori de mar

Iya olori
Mojuba Olodumaré

Ela é filha de Olokun
É iya kekerê

Iya olori
Mojuba Olodumaré

Carregou uma cabeça
Sobre o adirê
Iya olori
Mojuba Olodumaré
Iya olori

***

e para ler mais: teoria das esferas de Peter Sloterdijk

e ouvir:

e para ver: metáforas visuais

uprising!

[seg] 11 de abril de 2016

3h06

Quem quer que se iluda de ter compreendido de uma vez por todas os fenômenos da natureza e da sociedade à base de um conhecimento, mesmo que vasto e profundo, do materialismo dialético necessariamente retrocederá da dialética viva para a rigidez mecanicista, recuará do materialismo totalizador à unilateralidade materialista. O materialismo dialético, a doutrina de Marx, deve ser conquistado, assimilado, dia a dia, hora a hora, partindo-se da práxis. Por outro lado, a doutrina de Marx, na sua inatacável unidade e totalidade, constitui o instrumento para a intervenção prática, para o domínio dos fenômenos e de suas leis. Se separarmos desta totalidade um só elemento constitutivo (ou, simplesmente, se o descurarmos), novamente teremos a rigidez e unilateralidade. Se não apreendermos, nesta totalidade, a relação entre seus momentos, perderemos o chão da dialética materialista. Lenin afirma: “Toda verdade, quando exagerada, quando ultrapassa o limite de sua validade, pode se converter num absurdo; quando isso ocorre, aliás, é inevitável que se converta num absurdo”.

[…] na época que se segue à de Marx, a tomada de posição em face de seu pensamento deve representar o problema central de todo pensador que se leva a sério e que o modo e o grau em que ele se apropria do método e dos resultados da pesquisa de Marx condicionam o seu lugar no desenvolvimento da humanidade. Esta evolução é determinada pela posição de classe; porém, não se trata de uma determinação rígida, mas, sim, dialética. A nossa posição na luta de classes determina amplamente o modo e o grau da nossa apropriação do marxismo; mas, por outro lado, todo aprofundamento desta apropriação fomenta cada vez mais nossa adesão à vida e à práxis do proletariado e esta adesão, por seu turno, resulta num aprofundamento da nossa relação com a doutrina de Marx.

Gyorgy Lukács in “Meu Caminho para Marx”

22h19

don’t worry

[sex] 1 de novembro de 2013

sonhava e acordei imerso em tantos delírios, fragmentos de sonhos, tentando me desvencilhar do que era fantasia e do que era real – mas a conclusão deste momento é que tanto o mais real da lucidez quanto o mais fantástico de nossos sonhos são conexões aleatórias, fragmentos deste delírio de estar vivo e [aparentemente] consciente.

hoje é dia de mudança – alguns dias sem internet e longos dias sem tv. anoto e listo todas as tarefas pra logo mais deixa-las listas, prontas. faço inscrições, planejo, e surpreendentemente sinto-me aberto para dar um passo fora da dança monótona – mas sempre provocado pelo outro. pondero, e pondero, e sinto que devo agir, mas esse sentir não tem o peso de um sentir imperativo e heroico, apenas sinto, consciente da contradição entre o sentir e agir, mas talvez a contradição seja o imperativo trágico. alienado.

sei lá… não vejo profundidade nesta filosofia e decupando a cena, toda e qualquer posição que tome dentro de qualquer projeto ainda e sempre será apenas uma variável aleatória dentro do plano maior do qual me escapa.

enquanto isto…

«rise up this mornin’, smiled with the risin’ sun, three little birds pitch by my doorstep singin’ sweet songs»… «everybody’s got a thing but some don’t know how to handle it always reachin’ out in vain just taking the things not worth havin’»… «when you’re worried your face will frown, and that will bring everybody down. don’t worry, be happy»… «don’t worry about a thing ‘cause nothing’s gonna be alright… nothing’s gonna be alright»

 

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