Archive for the 'Caetano Veloso – Caetano Emanuel Viana Teles Veloso' Category

garapuvu.blog

[dom] 13 de maio de 2018

«o sór derrama seus raio briante, por trais da serra, pintando o lindo cenário da manhã da minha terra» Abílio Victor, Nhô Bentico, poeta caipira de Itapetininga/SP

só para constar, tinha uma declamação do rolando boldrin aqui, antes. poema para mãe, mas deixei apenas a canção de zeca, abaixo

todo homem (tom veloso, zeca veloso, caetano veloso e moreno veloso) (composição: zeca veloso)

O sol, manhã de flor e sal / E areia no batom / Farol, saudades no varal / Vermelho, azul, marrom / Eu sou cordão umbilical / Pra mim nunca tá bom / E o sol queimando o meu jornal / Minha voz, minha luz, meu som / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / O céu, espuma de maçã / Barriga, dois irmãos / O meu cabelo negra lã / Nariz, e rosto, e mãos / O mel, a prata, o ouro e a rã / Cabeça e coração / E o céu se abre de manhã / Me abrigo em colo, em chão / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe

 

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em 1998 eu ouvia coisas assim:

Exaltasamba – Telegrama (Composição: Leandro Lehart)

Telegrama Exaltasamba / Composição: Leandro Lehart / Ah! Que saudade de você Estou a te esperar A dor ainda está no meu peito Ah! Nas ruas meu olharFica a te procurar A dor ainda está no meu peito… Ah! As marcas de batom Num casaco de vison Aquele beijo imaginar Beijo na boca de lingua Ah! Com os amigos vou jogar Bate papo e conversa fora Prá tentar me segurar… Me liga! Me manda um telegrama Uma carta de amor(De Amor!) Que eu vou até láEu vou! Que eu vou até lá Eu vou! Que eu vou até lá Eu vou! Que eu vou até lá…(2x)

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agora, nesses últimos dez anos, ouço coisas assim:

(setlist de hoje, não nessa ordem, e apenas as que lembrei de anotar):

karina buhr – eu menti pra você (álbum completo)

01 – 00:00 “Eu Menti Pra Você” 02 – 04:28 “Vira Pó” 03 – 07:08 “Avião Aeroporto” 04 – 11:43 “Nassiria e Najaf” 05 – 14:58 “O Pé” 06 – 20:34 “Ciranda do Incentivo” 07 – 24:50 “Telekphonen” 08 – 27:52 “Mira Ira” 09 – 31:30 “Soldat” 10 – 33:25 “Esperança Cansa” 11 – 37:40 “Solo de Água Fervente” 12 – 41:29 “Bem Vindas” 13 – 45:19 “Plástico Bolha”

luedji luna – banho de folhas

gal costa – quando você olha pra ela (letra e música: mallu magalhães)

francisco, el hombre – triste, louca ou má

preciso do seu sorriso – mariana aydar/chico césar/mestrinho

lenine – todas elas juntas num só ser

chico césar – à primeira vista

chico césar – deus me proteja de mim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim Caminho se conhece andando, então vez em quando é bom se perder Perdido fica perguntando, vai só procurando e acha sem saber Perigo é se encontrar perdido, deixar sem ter sido, não olhar, não ver Bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído espalhar bem-querer (Deus me proteja de mim – Chico César)

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estou baixando vídeos… aulas, debates etc. para logo mais cancelar a internet e fica off.

bat macumba obá, miss marvel e o gato de schrödinger

[ter] 24 de abril de 2018

apontamentos da madrugada

Triste, Louca Ou Má

[Francisco, El Hombre]

Triste louca ou má / Será qualificada / Ela quem recusar / Seguir receita tal / A receita cultural / Do marido, da família / Cuida, cuida da rotina / Só mesmo rejeita / Bem conhecida receita / Quem não sem dores / Aceita que tudo deve mudar / Que um homem não te define / Sua casa não te define / Sua carne não te define / Você é seu próprio lar / Um homem não te define / Sua casa não te define / Sua carne não te define / Ela desatinou / Desatou nós / Vai viver só / Ela desatinou / Desatou nós / Vai viver só / Eu não me vejo na palavra / Fêmea: Alvo de caça / Conformada vítima / Prefiro queimar o mapa / Traçar de novo a estrada / Ver cores nas cinzas / E a vida reinventar / E um homem não me define / Minha casa não me define / Minha carne não me define / Eu sou meu próprio lar / Ela desatinou / Desatou nós / Vai viver só / Composição: Juliana Strassacapa***

Miss Marvel | E a violência quando se trata de representatividade

Excelente!!! Quadro em Branco, canal de Henrique Jacks e Otavio Oliveira. Ou ainda este… Nietzsche | Realidade e a Mecânica Quântica

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Os Mutantes – Bat Macumba (1969) ou Gilberto Gil e Mutantes – Batmacumba

Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba oh
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba
Bat Macumba ê ê, Bat Macum
Bat Macumba ê ê, Batman
Bat Macumba ê ê, Bat
Bat Macumba ê ê, Ba
Bat Macumba ê ê
Bat Macumba ê
Bat Macumba
Bat Macum
Batman
Bat
Ba
Bat
Bat Ma
Bat Macum
Bat Macumba
Bat Macumba ê
Bat Macumba ê ê
Bat Macumba ê ê, Ba
Bat Macumba ê ê, Bat
Bat Macumba ê ê, Batman
Bat Macumba ê ê, Bat Macum
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba oh
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso / Gilberto Moreira

 

frequência insuficiente

[seg] 23 de abril de 2018

notas do dia:

abandonei o semestre.

pontuei as atividades do estudantes e digitei notas no professor online -> agora só falta organizar o trabalho de recuperação paralela de nota.

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pesquisas: http://blog.brasilacademico.com/2016/01/memoscorm-jogo-de-memoria-gratuito-para.html

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Idioma Desconhecido

Produzido por: Ninguém Filmes Direção:José Marques de Carvalho Jr

Difícil Ser Funcionário, Poema de João Cabral de Melo Neto, e declamação de Patrícia Kalil

Difícil ser funcionário

João Cabral de Melo Neto

Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.

É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores.

Eu nunca suspeitara
Tanta roupa preta;
Tão pouco essas palavras —
Funcionárias, sem amor.

Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas;
Há uma garrafa de tinta
Que nunca bebeu álcool.

E os arquivos, Carlos,
As caixas de papéis:
Túmulos para todos
Os tamanhos de meu corpo.

Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança

Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis.
Se os pudesse encarar…
Fazer seu nojo meu…

Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos,
Pedindo conselho.

O poema acima, escrito em 29-09-1943, revela a decisiva influência de Carlos Drummond de Andrade nas primeiras produções do autor. Inédito, foi extraído dos “Cadernos de Literatura Brasileira”, nº. 01, publicado pelo Instituto Moreira Salles em Março de 1996, pág.60.

***

[anotar aqui o poema feito hoje]

[anotação feita, terça-feira, 11h24]

exercício sobre o pulsar do corpo estelar // o sol encara o olhos nus / como é duro resistir / e não desatar-se / nesta irradiação / que alimenta e devora // e toda dor humana nesta terra / e tal empatia / e o dilema constante / e a utopia / nada podem / não acessam os códigos deste outro idioma.

[ps 1: e achei isto aqui abaixo… quando transcrevia/recriava o exercício acima]

Onde quer que você esteja
Em Marte ou Eldorado
Abra a janela e veja
O pulsar quase mudo
Abraço de anos-luz
Que nenhum sol aquece
E o oco escuro esquece

Composição: Augusto De Campos / Caetano Veloso

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«Video realizado para la exposición de Augusto de Campos / Despoemas en Buenos Aires, 2014. Inspirado no videoclip de Paulo Barreto de 1984» Gonzalo Aguilar.

[ps 2: O que é um PULSAR]

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