Archive for the 'Citação' Category

plástico

[dom] 23 de setembro de 2018

Plástico

Já é hora de voltar à internet, puxe os cabos.
#precisamosdespertar.
Se não WWW vamos destruir o espaço, saia da frente da tela.
Toneladas de materiais registrados como peças de refugo
chegam em Gana, África Hi-tec de resíduos.
As calotas de glitter e de sucata não afetam em nada o ecossistema, só o ego sistema dos nossos fotógrafos.
O novo ébano vem com tétano, a realidade ainda vai explodir
Em um breakout o tsunami de glith
A máquina versus homem
Já estamos testando uber sem motorista
Aumenta a procura por comida 3D
Manifestantes segurando suas placas de led
Com escritos do tipo, o Facebook é um lixo radioativo
Como a Samsung vem dizimando os coreanos com fabricação de seus aparelhos, oitocentos bitcoins por ano
É a era do plástico
Empreiteiras com propostas de construções feitas de poliestileno, perfeitas ao padrão da Vênus de Milo
Anúncios e outdoors, diversos sorrisos, ali eu não encontro um rosto chileno.
É carnaval no Brasil, e tome mais glitter no corpo, esta tudo indo pro esgoto parando dentro do estômago de um peixe contaminado por estanho
E isso e só um asterisco em uma extensa grade de assuntos que me deixam muito esquisito
E eu não sei se você também fica estranho com a grande quantidade de agua potável que se gasta com descarga e banho.
Não deixem proibir o plantio de árvores em casa
Você pode produzir o seu próprio oxigênio
O futuro é lindo com um pássaro sem asas,
O nosso futuro será lindo como um arco-íris que se forma na poça de uma água suja de óleo
O futuro é um jovem maníaco viciado em videogames
O futuro já foi e continua sendo,
O futuro é uma criança com medo de nós
O futuro é uma criança com medo de nós

Estamos sendo diagnosticados com déficit de atenção e hiperatividade, por não conseguir dormir a noite após a refeição de arroz, feijão e Coca-Cola.
As crianças e as abelhas estão viciadas em refrigerantes,
Deem meu lugar a uma gestante, ali ela carrega a esperança de um mundo melhor.

Composição: Edgar

a corrosão do caráter: conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo

[ter] 11 de setembro de 2018

galeano

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«Sí, somos una civilización de soledades que se encuentran y desencuentran continuamente sin reconocerse. Ese es nuestro drama, un mundo organizado para el desvínculo, donde el otro es siempre una amenaza y nunca una promesa.» Eduardo Galeano, em entrevista para Ima Sanchís

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«»Nas próprias palavras do autor, caráter é (…) o valor ético que atribuímos aos nossos próprios desejos e às nossas relações com os outros, ou se preferirmos … são os traços pessoais a que damos valor em nós mesmos, e pelos quais buscamos que os outros nos valorizem (p. 10).

Diante das mudanças no mundo do trabalho, …como se pode buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Como se podem manter relações duráveis? (p.27)

a sociedade está em contínua revolta contra o tempo rotineiro, com o trabalho taylorista/fordista, e assim parece endossar as palavras de Adam Smith: a rotina embrutece o espírito, sendo o trabalho de rotina degradante (p. 41).

a reinvenção descontínua de instituição, ou seja, uma total ruptura do presente com o passado como forma de atacar a burocracia; a especialização flexível, isto é, … as empresas cooperam e competem ao mesmo tempo, buscando nichos no mercado que cada uma ocupa temporariamente, e não permanentemente, adaptando a curta vida de produto de roupas, têxteis ou peças de máquinas (p.59);

O problema do caráter nesse tipo de capitalismo é que há história, mas não existe narrativa partilhada com os outros e, assim, o caráter se corrói. O pronome “nós” é um perigo gigantesco para os capitalistas que vivem da desordem da economia e temem a organização e o ressurgimento dos sindicatos, e por isso, (…) um regime que não oferece aos seres humanos motivos para ligarem uns para os outros não pode preservar sua legitimidade por muito tempo (p.176)

Richard Sennett – A Corrosão do caráter: conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Trad. Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 1999. Excertos da resenha de Luiz Paulo Jesus de Oliveira, in: CADERNO CRH, Salvador, n. 30/31, p. 363-367, jan./dez. 1999.

immigrant song

[sáb] 28 de julho de 2018
immigrant song // ah-ah, ah! / ah-ah, ah! / we come from the land of the ice and snow / from the midnight sun, where the hot springs flow / the hammer of the gods / w’ell drive our ships to new lands / to fight the horde, and sing and cry / valhalla, i am coming! / on we sweep with threshing oar / our only goal will be the western shore // ah-ah, ah! / ah-ah, ah! / we come from the land of the ice and snow / from the midnight sun where the hot springs flow / how soft your fields so green / can whisper tales of gore / of how we calmed the tides of war / we are your overlords / on we sweep with threshing oar / our only goal will be the western shore / so now you’d better stop and rebuild all your ruins / for peace and trust can win the day despite of all your losing / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh // compositores: jimmy page e robert plant
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é… o retorno para o 2018/2 ficou para amanhã.
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