Archive for the 'Documentário' Category

para lá de bagdad

[sex] 5 de outubro de 2018

acordei, na sexta-feira, antes do horário combinado com o meu despertador…

e num insight… troquei o plano do dia. e lembrei do filme pro dia nascer feliz, de joão jardim…

AUSÊNCIA – Vinicius de Moraes

Rio de Janeiro , 1935

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

hoje foi dia de reencontrar clécia, valéria e deivison no filme pro dia nascer feliz.

***

falar sobre …

pensar nessa onda fascistoide… e nesse momento da política brasileira tem me deixado meio na fossa. e oscilo entre a luta por resistir cá e agir por um mundo melhor, mais humano… ou sumir do mapa, desistir dessa imbecilidade coletiva… desse fascismo cotidiano. sinto-me um outsider nessa loucura toda…

«só posso te pedir que nunca se leve tão a sério»

[qua] 23 de maio de 2018

11h26 aqui, na última hora, mas ainda tentando… vasculhando esse emaranhado de palavras, ideias e pontas soltas, que é este blogue, atrás da referência de um filme que usei um tempo atrás em sala e não encontro no hd.

e algumas coisas que encontro bastante… links quebrados, nomes não categorizados, e canções de jorge drexler e lenine… e é deste último, que cito mais uma vez [eu sei que já anotei ela, aqui, em algum lugar], a canção do dia: [Todos os Caminhos – Lenine e Dudu Falcão], que se conecta com o vídeo que vi ontem [O Monge e o Pianista, do canal Antídoto]. É sobre rir-se de si e não se levar tão a sério

«eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos, / será que eu já não sei por onde procurar ou todos os caminhos dão no mesmo / e o certo é que eu não sei o que virá / só posso te pedir que nunca se leve tão a sério / nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério, / é tanta coisa pra se desvendar. / por tudo que eu andei e o tanto que faltar, não dá pra se prever nem o futuro, / o escuro que se vê quem sabe pode iluminar os corações perdidos sobre o muro / e o certo é que eu não sei o que virá / só posso te pedir que nunca se leve tão a sério / nunca se deixe levar, a nossa vida passa / e não há tempo pra desperdiçar. // composição de Lenine e Dudu Falcão»

***

o filme que busco cá…

Família no papel, 2012 ( BR ) · Português · Documental · Classificação-18 · 52 minutos de vídeo HD. Dirigido por Fernanda Friedrich e Bruna Wagner.

..

11h55. almoçar e ir. não baixei o vídeo e nem achei o pendrive.

***

23h55 edição/créditos finais.

rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina acordei rotina rotina um bocado mais cedo rotina rotina rotina e essa história de pensar em não levar-se tão a sério deixou-me mais leve, ou será marte em trígono com a lua natal? mas o fato é que até consegui desbloquear o modo ansiedade aguda e sair com minha cara escamada pela rua. e como ando redondo coloquei aquela camisa, das maiores que tenho, que diz «deixe me ir, preciso andar». e perdi o trem, mas ganhei o caminho, mesmo que meu pé doa, que meu dedo esteja quase roxo, fui andando, encontrar o sol e o vento frio de maio. já  estava certo do meu atraso pra vida… mas há as caronas inesperadas, as gentilezas, as coisas imponderáveis.

notas mentais

#nota mental do início da tarde. quando a pessoa vem te dizer que sonhou contigo… ela só queria dizer que sonhou contigo. não há nada além disto.

#nota mental do meio da tarde. eu sei, aquela piscada quando ela disse que minha camisa era bonita… é eu sei, foi over. tiozão, não se flerta com a ‘sorinha assim não.

#nota mental da noite. professor-aluno é relação hierárquica, não devia ser, mais ainda é. não flertar. ser sério. profissional. mesmo que algumas pessoinhas te deixem encabulado. mantenha-se na linha homê. não sê escroto como seus colegas.

#fragmentos para uma poesia:

o cílio negro sobre a tela/página em branco

o sol que trespassa a pálpebra é vermelho. a carne, por dentro, é vermelha.

a porta lascada abre um buraco para outra dimensão. uma fresta na altura do peito.

 

 

 

i came from atlantis… karnak

[ter] 15 de maio de 2018
aniversário do Abujamra… e uma música que me leva para os meus primeiros blogues lá pelos idos de 2000.
https://www.youtube.com/watch?v=J04cj0WMQ38
Comendo uva na chuva
Cada água que cai do meu rosto
É uma chuva que ainda não parou
Cada água que cai lá de cima
É a lágrima de alguém que brigou
Será que um dia a gente vai parar de briga
Será que um dia a gente vai parar de brigar
Cada raio que cai lá de cima
É uma luz no meio da escuridão
Cada tapa que recebo no rosto
É a chicotada de um furacão
A gente se sente
A gente se sente diferente
A gente se mente
A gente se mente diferente
A gente semente
Semente plantadinha no chão
A gente na mente
Na mente e no coração
I’m not from this world
I came from Atlantis
composição: André Abujamra
***

KARNAK Karnak (1995)

1 Vinheta árabe (André Abujamra) 0:00 / 2 Alma não tem cor (André Abujamra) 0:12 / 3 Martim Parangolá (Martim Parangolá) 3:54 / 4 O mundo (André Abujamra) 8:13 / 5 Vim que venha [2 Hugos e 2 Zambos] (Sergio Bartolo, Eduardo Bia, Hugo Hori, André Abujamra) 12:57 / 6 Comendo uva na chuva (André Abujamra) 17:46 / 7 Espinho na roseira (André Abujamra) / Drumonda (André Abujamra) 22:37 / 8 Conversa dos nenês (José, Antônio) 26:51 / 9 Lee-o-dua  (André Abujamra) 31:25 / 10 Balança a pança (Sergio Bartolo, Lulu Camargo, Hugo Hori, André Abujamra) 31:58 / 11 Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai (André Abujamra) 35:22 / 12 Oxalá meu pai (Canto popular) 39:00 / 13 Hymboraewqueyra (André Abujamra)  43:16 /14 Cala a boca menina [o] (Dorival Caymmi) 47:00

UNIVERSO UMBIGO Karnak (1997)

1 Universo umbigo (André Abujamra) 00:00 / 2 O mundo muda (Eduardo Cabello, André Abujamra) 4:00/ 3 Eu tô voando (André Abujamra) 07:26 / 4 Pout Pourrit: Céu Com Pé no Chão (André Abujamra) – Terremoto (João Donato/Paulo César Pinheiro) Part. Especial: Celso Pixinga 11:38/  Velho no metrô (André Abujamra) 15:25/ 6 Nome das coisas (André Abujamra) 18:57/ 7 Inalabama (André Abujamra) 23:08/ 8 Candelara (André Abujamra) 25:11/ 9 Num pode ser (André Abujamra) 30:23/ Citação Poema: Os Três Mal Amados de João Cabral de Mello Neto / 10 Eu só quero um xodó (Dominguinhos, Anastácia) 33:40/ 11 Como nascem as crianças (André Abujamra) 38:10/ 12 Rapaz eu vi (John Ulhoa), Part. Especial: Pato Fu 40:50/ 13 Boiadeiro (Folclore Popular – Adaptação André Abujamra/Marisa Baruch) 43:17

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ESTAMOS ADORANDO TOKIO Karnak (2000)

1 Abertura russa (André Abujamra, Paulinho Moska) / 2 Juvenar (Carneiro Sândalo, André Abujamra) / 3 Estamos adorando Tokio (Sérgio Bártolo, André Abujamra) / 4 Mó muntuera (Zuzu Abu, Hugo Hori, André Abujamra) / 5 3 aliens in L.A. (André Abujamra) / 6 Sósereiseuseforsó / Nuvem passageira (Hermes Aquino, André Abujamra) / 7 Iosef (André Abujamra) / 8 We need nothing (André Abujamra) / 9 Mediócritas (André Abujamra) / 10 Zoo (André Abujamra, Theo Werneck) / 11 Depois da chuva (Lulu Camargo, André Abujamra) / 12 Ninguepomaquyde (André Abujamra) / 13 Maria Inês (André Abujamra) / 14 Feio / bonito (Mauricio Pereira, André Abujamra) / 15 Juvenar (Replay) (Carneiro Sândalo, André Abujamra)

O Livro Multicolorido de Karnak

Dirigido por: Marcel Izidoro

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