Archive for the 'Dudu Falcão – Carlos Eduardo Carneiro de Albuquerque Falcão' Category

acredite ou não… é mais além

2019, janeiro 12, sábado

e para fechar o dia… a trilha sonora do dia. estou exausto, mas contente.

Olho de Peixe (1994) – Lenine & Marcos Suzano

1. Acredite ou Não (0:11) // Composição: Braulio Tavares e Lenine // Deu raposa na cabeça / Deu bicho no pé do samba / Deu federa na muamba / Deu surfista na central / Deu entulho no canal / E no jornal deu a notícia / Que no cofre da polícia / Muita prova se escondeu / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu / Metaleiros no Maraca / Japonês na Apoteose / Caretice no Panaca / Overdose no esperto / Tempestade no deserto / Maremoto na piscina / Rififi na Palestina / Bangue-bangue no Borel / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu / Quando o mar não tá pra peixe / Jacaré vai de canoa / Quando a banda não é boa / Vai play-back e tudo bem / Nesta vida sempre tem / Uma surpresa de emboscada / Muita carta foi marcada / E muito jogo se perdeu / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu / Dexa que digam, que pensem / que falem / Dexa isso pra lá vem pra cá / o que que tem / Eu não to fazendo nada / você também / Faz mal bater um papo assim / gostoso com alguém / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu /// 2. O Último Pôr do Sol (4:04) // Composição: Oswaldo Lenine Macedo Pimentel e Luís de França Guilherme de Queiroga Filho // A onda ainda quebra na praia / Espumas se misturam com o vento / No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sentindo saudades do que não foi / Lembrando até do que eu não vivi / Pensando nós dois // No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sentindo saudades do que não foi / Lembrando até do que eu não vivi / Pensando nós dois // Eu lembro a concha em seu ouvido / Trazendo o barulho do mar na areia / No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer / Por entre as ruínas de Santa Cruz / Lembrando nós dois // No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer / Por entre as ruínas de Santa Cruz / Lembrando nós dois // Os edifícios abandonados / As estradas sem ninguém / Óleo queimado, as vigas na areia / A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos / Por entre os dedos da minha mão / Passaram certezas e dúvidas // Pois no dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém / O último homem no dia em que o sol morreu / Pois no dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém / O último homem no dia em que o sol morreu  / Pois no dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém / O último homem no dia em que o sol morreu /// 3. Miragem do Porto (7:54) // Eu sou aquele navio / no mar sem rumo e sem dono. / Tenho a miragem do porto / pra reconfortar meu sono, / e flutuar sobre as águas / da maré do abandono / Ê lá no mar / Eu vi uma maravilha. / Vi o rosto de uma ilha / Numa noite de luar / Êta luar / Lumiou o meu navio, / Quem vai lá no mar bravio / Não sabe o que vai achar / E sou a ilha deserta / Onde ninguém quer chegar. / Lendo a rota das estrelas, / na imensidão do mar / chorando por um navio / ai, ai, ui, ui / Que passou sem lhe avistar. / Ê lá no mar / Eu vi uma maravilha. / Vi o rosto de uma ilha / Numa noite de luar / Êta luar / Lumiou o meu navio, / Quem vai lá no mar bravio / Não sabe o que vai achar / Ê lá no mar / Eu vi uma maravilha. / Vi o rosto de uma ilha / Numa noite de luar / Êta luar / Lumiou o meu navio, / Quem vai lá no mar bravio / Não sabe o que vai achar /// 4. Olho de Peixe (12:25) // Composição: Oswaldo Lenine Macedo Pimentel // Permanentemente, preso ao presente / O homem na redoma de vidro / São raros instantes / De alívio e deleite / Ele descobre o véu / Que esconde o desconhecido, / desconhecido / E é como uma tomada à distância / grande angular / É como se nunca estivesse existido dúvida, / Existido dúvida / Evidentemente a mente é como um baú / E homem decide o que nele guardar / Mas a razão prevalece, / Impõe seus limites / E ele se permite esquecer de lembrar, / Esquecer de lembrar / É como se passasse a vida inteira / Eternizando a miragem / É como o capuz negro / Que cega o falcão selvagem, / O falcão selvagem / Se na cabeça do homem tem um porão / Onde moram o instinto e a repressão / (diz aí) / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / Se na cabeça do homem tem um porão / Onde moram o instinto e a repressão / (diz aí) / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? /// 5. Escrúpulo (14:53) // É muito além / É mais do que devia / Excesso que dá / De toda delicadeza… // Portanto, contudo, todavia / Toda vez você desvia / O rumo do assunto / E nunca que chega junto / E nunca que chega / Ao centro da questão / Escrúpulo!… // Você não fala pelas costas / Você não fala pelos cotovelos / Passa noites em claro / Mordendo a fronha / E escolhendo frases / De efeito moral / E nunca que você dá jeito / E nunca que ninguém / Dá jeito na situação / Escrúpulo!… // O tímido medo do ridículo / É sempre no limite / Que você decide / Decide se vai, ou se fica / Ou se foge / Decide, revide ou decide / Perdão!… // Você não sabe / Muito bem ao certo / Com que medida / Pode ser medido / O que é que move lá no fundo / Da verdade oculta / O que é que assusta / O seu coração / Você persegue a causa / E nunca que percebe / A causa da destruição / Escrúpulo!… // Odeio ficar fazendo rodeio / E pelo tolo receio / De ouvir um não / E dando passos em falso / Andando em círculo / O pé atrás, o impasse / O nó na garganta / Então já não adianta / Agora já não adianta / Mudar a decisão / Escrúpulo!… // O tímido medo do ridículo / É sempre no limite / Que você decide / Decide se vai, ou se fica / Ou se foge / Decide, revide ou decide / Perdão!… /// 6. O Que É Bonito? (18:57) // O que é bonito / É o que persegue o infinito / Mas eu não sou / Eu não sou, não… / Eu gosto é do inacabado / O imperfeito, o estragado que dançou / O que dançou… / Eu quero mais erosão / Menos granito / Namorar o zero e o não / Escrever tudo o que desprezo / E desprezar tudo o que acredito / Eu não quero a gravação, não / Eu quero o grito / Que a gente vai, a gente vai / E fica a obra / Mas eu persigo o que falta / Não o que sobra / Eu quero tudo / Que dá e passa / Quero tudo que se despe / Se despede e despedaça / O que é bonito… /// 7 Caribenha Nação/Tuaregue e Nagô (22:38) // Composição: Bráulio Tavarez e Lenine // Lá / Onde o mar bebe o Capibaribe / Coroado leão / Caribenha nação / Longe do Caribe. / Tuaregue Nagô / É a festa dos negros coroados / Num batuque que abala o firmamento; / É a sombra dos séculos guardados / É o rosto do girassol dos ventos. / É a chuva, o roncar de cachoeiras, / Na floresta onde o tempo toma impulso, / É a força que doma a terra inteira / As bandeiras de fogo do crepúsculo. / Quando o grego cruzou Gibraltar / Onde o negro também navegou, / Beduíno saiu de Dacar / E o Viking no mar se atirou. / Uma ilha no meio do mar / Era a rota do navegador, / Fortaleza, taberna e pomar, / Num país tuaregue e nagô. / É o brilho dos trilhos que suportam / O gemido de mil canaviais; / Estandarte em veludo e pedrarias / Batuqueiro, coração dos carnavais. / É o frevo, a jogar pernas e braços / No alarido de um povo a se inventar; / É o conjuro de ritos e mistérios / É um vulto ancestral de além-mar. / Quando o grego cruzou Gibraltar / Onde o negro também navegou, / Beduíno saiu de Dacar / E o Viking no mar se atirou. / Era o porto para quem procurava / O país onde o sol vai se pôr / E o seu povo no céu batizava / As estrelas ao sul do Equador. /// 8. Lá e Lô (26:14) // Tanto faz se é pirata ou rei / Tanto faz se é pirata ou rei / O reinado de um rei / Nas mãos de um pirata de lei se apaga / Se apaga / Oh se apaga / Se apaga / Tanto faz se rei ou pirata, viu / Tanto faz se rei ou pirata / A nau de um pirata nas mãos de um rei de lata / Se afoga / Se afoga, oh se afoga / Se afoga / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / Eu ‘tô de lá e lô / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / Eu ‘tô de lá e lô / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / ‘tô de lá e lô / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / ‘tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô /// 9. Leão do Norte (28:53) // Composição: Lenine e Paulo César Pinheiro // Sou o coração do folclore nordestino / Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá / Sou um boneco do Mestre Vitalino / Dançando uma ciranda em Itamaracá / Eu sou um verso de Carlos Pena Filho / Num frevo de Capiba, ao som da orquestra armorial / Sou Capibaribe num livro de João Cabral / Sou mamulengo de São Bento do Una / Vindo num baque solto de um Maracatu / Eu sou um auto de Ariano Suassuna / No meio da Feira de Caruaru / Sou Frei Caneca no Pastoril do Faceta / Levando a flor da lira pra Nova Jerusalém / Sou Luiz Gonzaga, eu sou do mangue também / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, eu sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Sou Macambira de Joaquim Cardoso / Banda de Pife no meio do Canavial / Na noite dos tambores silenciosos / Sou a calunga revelando o Carnaval / Sou a folia que desce lá de Olinda / O homem da meia-noite puxando esse cordão / Sou jangadeiro na festa de Jaboatão / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte /// 10. A Gandaia das Ondas/Pedra e Areia (32:12) // Composição: Dudu Falcão e Lenine // É bonito se ver na beira da praia / A gandaia das ondas que o barco balança / Batendo na areia, molhando os cocares dos coqueiros / Como guerreiros na dança // Oh, quem não viu vai ver / Oh, quem não viu vai ver / Oh, quem não viu vai ver / Oh, quem não viu vai ver / A onda do mar crescer // Olha que brisa é essa / Que atravessa a imensidão do mar / Rezo, paguei promessa / E fui a pé daqui até Dakar / Praia, pedra e areia / Boto e sereia / Os olhos de Iemanjá / Água, mágoa do mundo / Por um segundo / Achei que estava lá / Olha que luz é essa / Que abre caminho pelo chão do mar / Lua, onde começa / E onde termina / O tempo de sonhar / Praia, pedra e areia / Boto e sereia / Os olhos de Iemanjá / Água, mágoa do mundo / Por um segundo / Achei que estava lá / Eu tava na beira da praia / Ouvindo as pancadas das ondas do mar / Não vá, oooh, morena / Morena lá / Que no mar tem areia /// 11. Mais Além (35:18) // Composição: Braulio Tavares, Ivan Santos, Lenine e Lula Queiroga // A leste das montanhas da nação Cherokee / Um índio na motocicleta cruza o deserto / Ao longe o cemitério onde dorme o pai, / Mas ele sabe que seu pai não está ali, / É mais além / Mais além / A linha que separa / O mar do céu de chumbo / A gaivota caça o peixe radioativo / O náufrago retém a última miragem / E morre como se continuasse vivo / É mais, é mais além / (Mais além) / Um pouco de exagero, não é nada demais / Um olho nas estrelas, outro olho aqui / O astrônomo lunático / Brincando com o sol / Descobre que a distância / Não é mais que um cálculo / É mais, é mais, é mais além / (Mais além) / A lua metafísica na poça de lama, / Ponteiros que disparam / Ao contrário das horas / Hora de saber o que mudou em você, / Que olha no espelho e não vê ninguém / É mais, é mais, é mais, é mais além / (Mais além) / O homem sobre a areia como era no início / Roçando duas pedras, uma em cada mão / Descobre a fagulha / Que incendeia o paraíso / E imaginou que havia inventado Deus / É mais, é mais, é mais, é mais, é mais além / (Mais além) /// maxresdefault (1)Olho de Peixe (1994) – Lenine & Marcos Suzano /// Lenine – Voz, Vocais e Violão / Marcos Suzano – Percussão / Carlos Malta – Saxofone / Eduardo Siddha – Percussão acidental / Fernando Moura – Teclados / Paulo Muylaert – Guitarra.

«só posso te pedir que nunca se leve tão a sério»

2018, maio 23, quarta-feira

11h26 aqui, na última hora, mas ainda tentando… vasculhando esse emaranhado de palavras, ideias e pontas soltas, que é este blogue, atrás da referência de um filme que usei um tempo atrás em sala e não encontro no hd.

e algumas coisas que encontro bastante… links quebrados, nomes não categorizados, e canções de jorge drexler e lenine… e é deste último, que cito mais uma vez [eu sei que já anotei ela, aqui, em algum lugar], a canção do dia: [Todos os Caminhos – Lenine e Dudu Falcão], que se conecta com o vídeo que vi ontem [O Monge e o Pianista, do canal Antídoto]. É sobre rir-se de si e não se levar tão a sério

«eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos, / será que eu já não sei por onde procurar ou todos os caminhos dão no mesmo / e o certo é que eu não sei o que virá / só posso te pedir que nunca se leve tão a sério / nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério, / é tanta coisa pra se desvendar. / por tudo que eu andei e o tanto que faltar, não dá pra se prever nem o futuro, / o escuro que se vê quem sabe pode iluminar os corações perdidos sobre o muro / e o certo é que eu não sei o que virá / só posso te pedir que nunca se leve tão a sério / nunca se deixe levar, a nossa vida passa / e não há tempo pra desperdiçar. // composição de Lenine e Dudu Falcão»

***

o filme que busco cá…

Família no papel, 2012 ( BR ) · Português · Documental · Classificação-18 · 52 minutos de vídeo HD. Dirigido por Fernanda Friedrich e Bruna Wagner.

..

11h55. almoçar e ir. não baixei o vídeo e nem achei o pendrive.

***

23h55 edição/créditos finais.

rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina acordei rotina rotina um bocado mais cedo rotina rotina rotina e essa história de pensar em não levar-se tão a sério deixou-me mais leve, ou será marte em trígono com a lua natal? mas o fato é que até consegui desbloquear o modo ansiedade aguda e sair com minha cara escamada pela rua. e como ando redondo coloquei aquela camisa, das maiores que tenho, que diz «deixe me ir, preciso andar». e perdi o trem, mas ganhei o caminho, mesmo que meu pé doa, que meu dedo esteja quase roxo, fui andando, encontrar o sol e o vento frio de maio. já  estava certo do meu atraso pra vida… mas há as caronas inesperadas, as gentilezas, as coisas imponderáveis.

notas mentais

#nota mental do início da tarde. quando a pessoa vem te dizer que sonhou contigo… ela só queria dizer que sonhou contigo. não há nada além disto.

#nota mental do meio da tarde. eu sei, aquela piscada quando ela disse que minha camisa era bonita… é eu sei, foi over. tiozão, não se flerta com a ‘sorinha assim não.

#nota mental da noite. professor-aluno é relação hierárquica, não devia ser, mais ainda é. não flertar. ser sério. profissional. mesmo que algumas pessoinhas te deixem encabulado. mantenha-se na linha homê. não sê escroto como seus colegas.

#fragmentos para uma poesia:

o cílio negro sobre a tela/página em branco

o sol que trespassa a pálpebra é vermelho. a carne, por dentro, é vermelha.

a porta lascada abre um buraco para outra dimensão. uma fresta na altura do peito.

 

 

 

rolo de câmera (i don’t know why i didn’t come…)

2015, julho 13, segunda-feira

primeiro ponto. rádio ligado. todo se transforma… ‘cada uno da lo que recibe y luego recibe lo que da. nada es más simple, no hay otra norma. nada se pierde, todo se transforma’.  E é necessário fazer o inventário de a quanto anda as correções e avaliações, porque nesta ultima semana… passei aéreo.

segundo ponto. flickr online… acabei de subir as mais de sete mil fotos, poucas são minhas. mas ainda faltam aquelas 262 salvas em emails no gmail… já que as que ficaram pelos velhos hard disk estão perdidas para sempre [ps.: sou um especialista em quebrar coisas frágeis]. e toca na rádio… ‘um homem com uma dor, é muito mais elegante… caminha assim de lado como se chegando atrasado andasse mais adiante…

terceiro ponto. meus dedos, dos pés as mãos estão cheios de espinhos. tirei sábado e domingo para limpar o quintal… e espetar-me nos espinhos que cresciam em torno de mim. o mate esfria, já são quase duas horas e em menos de três horas tenho que partir rumo a escola. e agora toca: ‘please read the letter, i wrote it in my sleep with help and consultation from the angels of the deep… once I stood beside a well of many words… please read my letter and promise you’ll keep the secrets and the memories and cherish in the deep‘.

quarto ponto… o tempo voa. eu flutuo. é como se o mundo ali fora fosse numa velocidade e eu aqui neste andamento largo… esticando este tempo elástico… e as vezes percebo que falta tempo para as pessoas, e para outros projetos…. mas antes, ou depois, preciso voltar ao meu emprego, e trabalhar as questões pedagógicas e políticas. acordei pensando [ou pensando, acordei… ] que preciso de:

foco-4304

 

 

 

 

 

***

E a música de fundo: Simples Assim, Lenine e Dudu Falcão.

Do alto da arrogância qualquer homem
Se imagina muito mais do que consegue ser
É que vendo lá de cima, ilusão que lhe domina
Diz que pode muito antes de querer
Querer não é questão, não justifica o fim
Pra quê complicação, é simples assim

Focado no seu mundo qualquer homem
Imagina muito menos do que pode ver
No escuro do seu quarto ignoro o céu lá fora
E fica claro que ele não quer perceber
Viver é uma questão de inicio, meio e fim
Pra quê a solidão, é simples assim

É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
É simples assim
E a vida continua surpreendentemente bela
Mesmo quando nada nos sorri
E a gente ainda insiste em ter alguma confiança
Num futuro que ainda está por vir
Viver é uma paixão do inicio, meio ao fim

Pra quê complicação, é simples assim
É, eu ando em busca dessa tal simplicidade
É, não deve ser tão complicado assim
É, se eu acredito, é minha verdade
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê a solidão, é simples assim
Eu vivo essa paixão do inicio, meio ao fim
Pra quê complicação, é simples assim

***

e a música de abertura:

Pat Metheny – Don’t Know Why