Archive for the 'Eduardo Viveiros de Castro – Eduardo Batalha Viveiros de Castro' Category

mas como um país não é a soma de rios, leis, nomes de ruas, questionários e geladeiras

[ter] 6 de novembro de 2018

acordo resoluto. são duas e dezoito. aqueço meu chá de guaco e passo unguento, vaporub.

fichar dois txts: A classe média no espelho A elite do atraso

e preparar slide da aula:

se der… corrigir as avaliações.

e se der ainda… finalizar as tarefas no moodle.

***

«Uma coisa é um país,
outra uma cicatriz.»
Affonso Romano de Sant’Anna

já são três e onze… o tempo voa: dormir e ler amanhã:

O GOLPISMO PLUTOCRÁTICO E O ÓDIO À DEMOCRACIA: Reflexões na companhia de Jessé Souza, David Graeber e Jacques Rancière

e

AS FRATURAS DE UMA PÁTRIA PARTIDA – Por Mauro Iasi, Vladimir Safatle e Eduardo Viveiros de Castro

***

já são vinte e duas e cinquenta e oito… depois de um dia nulo. não fiz nada além de esperar e dormir, com atestado para o dia, e com a receita de antialérgico, antibiótico e analgésico. mas logo mais… há um caminhão de coisas me esperando.

tem me faltado coragem para viver. ah, guimarães…

estou a beira do colapso.

***

«Not to examine one’s practice is irresponsible;
to regard teaching as an experiment and to monitor
one’s performance is a responsible professional act.»
(Ruddock, 1984 apud Williams & Burden, 1997:55)

nota de rodapé:

RUDDOCK, J. Teaching as an art, teacher research and research-based teacher education.
Second Annual Lawrence Stenhouse Memorial Lecture, University of East Anglia, 1984 apud WILLIAMS, M. & BURDEN, R. L. Psychology for language teachers: a social constructivist approach. Cambridge: Cambridge University Press, 1997

SOUZA, Jessé José Freire de. A elite do atraso: da escravidão a Lava- jato. Rio de Janeiro: Casa da Palavra/Leya, 2017.

SOUZA, Jessé José Freire de. A classe média no espelho: Sua história, seus sonhos e ilusões, sua realidade. Rio de Janeiro: Estação Brasil/Sextante, 2018.

poema

 

 

o nativo relativo

[seg] 11 de setembro de 2017

«A ideia antropológica de cultura coloca o antropólogo em posição de igualdade com o nativo, ao implicar que todo conhecimento antropológico de outra cultura é culturalmente mediado. Tal igualdade é, porém, em primeira instância, simplesmente empírica ou de fato: ela diz respeito à condição cultural comum (no sentido de genérica) do antropólogo e do nativo. A relação diferencial do antropólogo e o nativo com suas culturas respectivas, e portanto com suas culturas recíprocas, é de tal ordem que a igualdade de fato não implica uma igualdade de direito ¾ uma igualdade no plano do conhecimento. O antropólogo tem usualmente uma vantagem epistemológica sobre o nativo. O discurso do primeiro não se acha situado no mesmo plano que o discurso do segundo: o sentido que o antropólogo estabelece depende do sentido nativo, mas é ele quem detém o sentido desse sentido ¾ ele quem explica e interpreta, traduz e introduz, textualiza e contextualiza, justifica e significa esse sentido. A matriz relacional do discurso antropológico é hilemórfica: o sentido do antropólogo é forma; o do nativo, matéria. O discurso do nativo não detém o sentido de seu próprio sentido. De fato, como diria Geertz, somos todos nativos; mas de direito, uns sempre são mais nativos que outros.» (excerto, do texto ‘o nativo relativo‘ de eduardo viveiros de castro).

 

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estou lendo também:

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ps: não fiz nada hoje. tempo corre… parar tudo agora e ir corrigir trabalhos dos terceiros anos. pra ontem.

 

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