Archive for the 'Florestan Fernandes' Category

já quase faço parte do mobiliário…

[dom] 7 de setembro de 2014

Da leitura de então:

“Somos por uma ‘escola aberta’ […] mas, na prática, o que se tem feito com os nossos alunos, para que aconteça abertura, criatividade?”[p. 74]

“Sinto muito o isolamento. Vou-me desmoralizando, vou deixando andar… Perdi iniciativa […] Reconheço que num trabalho de grupo trabalharia melhor […] já quase faço parte do mobiliário. Estou quase todo o tempo sozinha. [p.77]

narrativas de professor@s portugues@s que aparece no livro de Pacheco sobre as dificuldades de ensinagem e contradições da escola tradicional…

PACHECO, José. Escola da Ponte: Formação e transformação na educação. Petrópolis, RJ: 3ª ed. Vozes, 2010.

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“Desempenhei as minhas tarefas nos limites de minha posição política e de minha orientação socialista, deixando escrupulosamente essa condição muito clara, desde a primeira aula até a última. De outro lado, o estudante não é um ‘recipiente vazio’. Ele é um ser humano maduro e crítico. Pode compartilhar ou rejeitar o que lhe é oferecido nas salas de aula: um ensino totalmente livre e democrático não deve, portanto, fechar-se sobre a ‘neutralidade institucional’, que só é neutra do ponto de vista da irradiação das ideias e das ideologias consagradas pelas estruturas de dominação vigentes.”
Florestan Fernandes em A natureza sociológica da sociologia, 1980, p. 10.

a entropia

[qui] 21 de agosto de 2014

é velhinho… aos trinta e dois do segundo tempo… o jogo naquele sufoco… não sabe se empata, se perde ou se ganha… ou se se joga… é, nem todos os dias são animados e promissores… há aqueles em que nada faz sentido e você é obrigado a, não apenas constatar a necessidade, mas dar uma guinada, modificar o plano de voo… ou tu faz esse negócio dar certo, e ai tu precisas sair do casulo e voltar ao mundo real e enfrentar as contradições e os conflitos deste mundo, ou tu precisas trocar de ofício, porque continuar a fazer mais do mesmo é suicídio – intelectual, político, moral… e coletivo.

É SUICÍDIO! OUVIU?!

e agora, porque não consigo dormir… tantas dúvidas, tantas questões… e dos descaminhos uma busca:

«O ensino, a aprendizagem, de qualquer disciplina, “não deve  visar a acumulação enciclopédica de conhecimentos, mas a formação do espírito dos o que recebem. Torna-se, assim, mais importante a maneira
pela qual os conhecimentos são transmitidos, que o conteúdo da transmissão.” (FERNANDES, 1977:110).

O Ensino Médio tem como objetivo a preparação dos alunos, para ingressarem no nível superior de ensino, e também a inserção no mundo do trabalho. Mas tem como característica um ensino fragmentado, “como um tipo de educação estática, que visa unicamente a conservação da ordem social.” (FERNANDES, 1977:112).

E cabe a Sociologia repensar este contexto, mostrando possibilidades, alternativas aos jovens. Se não ficaremos correndo o risco de “um ensino médio sem possibilidade de tornar-se um instrumento consciente de progresso social, isto é, incapaz de proporcionar uma educação dinâmica.” (FERNANDES, 1977:113).»

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semanas… projetos…

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a divina comédia de dante alighieri… até gattai… ou de gattai até dante.

“Perduto é tutto il tempo che in amore non si spende”.

QUANDO LA FORZA CON LA RAGION CONTRASTA, VINCE LA FORZA E LA RAGION NON BASTA.

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O homem nem sonha que, não tendo ainda sequer começado a recrutar os tripulantes, já leva atrás de si a futura encarregada das baldeações e outros asseios, também é deste modo que o destino costuma comportar-se conosco, já está mesmo atrás de nós, já estendeu a mão para tocar-nos o ombro, e nós ainda vamos a murmurar, Acabou-se, não há mais que ver, é tudo igual.” ‘O Conto da Ilha Desconhecida‘ de Saramago, José

em projetos na escola

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«Perguntem às pessoas na rua sobre o que faz um sociólogo? A meu ver, o fato de que essa pergunta não seja facilmente respondida, relaciona-se à pequena presença na sociedade ou o pequeno reconhecimento social desta profissão – o sociólogo.

A ausência de uma referência clara das possibilidades do ofício do sociólogo no mundo, presentifica-se na ação escolar do professor de sociologia sob um duplo aspecto: em sua formação ele próprio não teve contato com uma diversidade de práticas sociólogicas; e na sua prática de ensino a sociologia converte-se, na melhor das hipóteses, na transposição didática dos conhecimentos científicos acadêmicos.

Mas haveriam outras possibilidades?» ensinosociologia.milharal.org

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Estamos na fase de cumprir as nossas promessas e para isso tanto as pesquisas quanto os relatos de experiências constituem testemunho, ou mais que testemunho, provas materiais de que não se estava visando apenas a objetivos corporativos. […] Era necessário refletir sobre essa história, era necessário construir alternativas de ensino em termos de conteúdos e práticas, era necessário romper com a rotina, com a tradição má conselheira…”. (MORAES, 2012). e mais isto: Gincana

cadê a barba

[seg] 8 de julho de 2013

esses humores, essas dores… na segunda-feira, na terça-feira e na quarta-feira cansei tanto que toda a reserva de humor para encarar a vida evaporou. pega isto tudo e coloca uma porção de dor na coluna, que vai e volta, e uma pitada de dente que inflamado; e lá vou eu entupir-me de drogas. e disto tudo deu uma vontade ficar guardado tão grande que só na sexta voltei a viver. estou ainda de ressaca por andar faltando tanto e não ter tesão algum para tocar as coisas básicas.

fora isto, ainda há o desprazer de ver  que a vizinha mandou o jardineiro limpar o seu terreno, dela, e uma parte do meu verde sumiu… os pássaros fugiram, o sol chegou, a tranquilidade de jade virou um cemitério de galhos e folhas mortas. e agora é uma casa toda vidrada, quase um edifício, um farol, olhando para minha toca todo dia… não gostei.

andei faltando bastante ao trabalho e fico me pergunto: qualé?! porque isto?! não é de hoje que faço isto, na graduação quando estava em crise andei faltando um tanto… mas a pergunta é: que crise é essa? e se o negócio for não ser professor… ser o quê carapálida? acho que é um pouco isto… porque o hoje sem olhar para o horizonte fica muito hoje e isto tudo é muito pesado.

fiz a barba porque estava cansado de olhar para a mesma cara cheia de pelos no espelho. o povo até apostou – ele tira ou não tira… dois anos sem raspar os pelos.

e viu.. nada de sentimentos do azul profundo, apenas a superfície metalizada deste homem lata. leio graciliano ramos e uma biografia sobre  volodia mayak.

este texto todo ‘tá uma bosta. o relógio já vai virar…

atualizei isto aqui ~~~~~~

e aquele projeto amiúde: como tantos outros que começo e abandono para começar outros que abandono para começar outros que abandono para começar outros que abandono para começar outros que abandono para começar outros que abandono  para começar outros… já era – está em modo apagand…

ps: antes de deletar lá, copio e colo cá: já terminei um, avancei bastante outros dois e os demais… empoeirados.

LISTA DE {re}LEITURAS NO MOMENTO [11/06/2013]:

#1. Mikhailov, Aleksandr Alekseevitch,  1905-1988. Maiakóvski — O Poeta da Revolucão. tradução Zoia Prestes. Rio de Janeiro: Record, 2008. 559 p. /estou na página 42.

#2. Saffioti, Heleieth Iara Bongiovani, 1934-2010. Gênero, patriarcado, violência. 1ºed. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.  152 p. (Coleção Brasil Urgente). / estou na página 52.

#3. Lênin, Vladimir Ilitch, 1870-1924. Imperialismo, estágio superior do capitalismo: ensaio popular. 1ª ed. – São Paulo: Expressão Popular, 2012. 176 p. / estou na página 14.

#4. Galeano, Eduardo H. 1940- . As veias abertas da América Latina. tradução de Sérgio Faraco. Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. 400 p.; 18 cm (Coleção L&PM POCKET; v.900).  / estou na página 229.

#5. Peloso, Ranulfo (org.). Trabalho de base: seleção de roteiros organizados pelo CEPIS. São Paulo: Expressão Popular, 2012. 152 p. / estou na página 25.

#6. Novack, George, 1905-1992. Introdução à lógica marxista. tradução de Anderson R. Féliz. São Paulo: Editora Instituto José Luis e Rosa Sundermann, 2005. 120 p. / estou na página 40.

#7. Ramos, Graciliano, 1892-1953. Angústia. São Paulo: Folha de S.Paulo, 2003. 220 p. / estou na página 47.

#8. Fernandes, Florestan, 1920-1995. Nós e o marxismo. São Paulo: Expressão popular, 2009. 64 p. / estou na página 48.

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