Archive for the 'Frejat – Roberto Frejat' Category

pimenta macado

[qui] 5 de janeiro de 2012

QUINTA-FEIRA, hoje

14:46 Vou passar a limpo essas sensações desses últimos dias e registrar o que é para ser registrado. Lá vai:

13:32 Há dias que dá uma vontade de vir aqui e te contar o que se passa comigo. E logo penso, ou nem penso tanto assim, não estás por aqui. E a vontade dissipa-se. Logo sigo cá, vivendo, passando…

02:30 Pensamento interno: para contribuir numa possível da situação concentre-se em quitar as prestações do financiamento da casa antes de setembro. Prioridade. E no desejo de cambiar às coisas… Comece com a agroecologia.

QUARTA-FEIRA, ontem

17:55 Após uns dois dias dormindo menos, um dia agitado, e uns cinco quilômetros caminhados… Estou preguiçosamente cansado.  Que dormiria agora se fosse possível. E a noite de trabalho está só começando… Vai ser longa.

15:54 Um abraço num querido amigo.

15:50 Um passeio com uma prima.

14:45 Observando e planejando quanto tempo levarei para conseguir me equipar.

14:25 Prestação 4/12 paga.

11:25 O QUE FALTAVA ENTÃO: A parceria / o carinho / a aceitação / o vínculo / a comunhão // O QUE HAVIA ENTÃO: A consciência / o olhar / a admiração / o entendimento / a necessidade /// Havia o abstrato. Faltava o concreto. /// E a intuição agora diz: necessidade de não parar… e organizar, fazer, mudar ->  Ação/Prática/Experiência/Vivência -> Exercer plenamente as potencialidades possíveis. Aproveitar a zona proximal.

10:45 Com la yerba e el mate passei a manhã em casa de Noé. Tenho agora um punhado de semestre criolas para plantar e orientações de como cuidar dos canteiros. Encantado com a produção dele. Manhã inspiradora.

08:40. Após mais de uma semana sem leitura retorno e concluo a leitura do texto Metodologia para o processo educativo de Anton Makarenko.

03:15 Um pé de quê. Auguste Saint-HilaireXylopia Aromatica. http://www.hvsh.cria.org.br

02:08 Pegando acerola do pé no caminho. Uma vontade honesta no peito que tudo de certo.

TERÇA-FEIRA, anteontem

06:56 Pintando a casa.

04:28 tetã paraguá

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Trilha Sonora desta postagem: Balada MTV BaRÃO VERMELHO

1. BILHETINHO AZUL // Frejat / Cazuza // Hoje eu acordei com sono / Sem vontade de acordar / O meu amor foi embora / E só deixou pra mim / Um bilhetinho / Todo azul com seus garranchos // Que dizia assim: “Chuchu vou me mandar! / É, eu vou pra Bahia, talvez volte / Qualquer dia / O certo é que eu tô vivendo / Eu tô tentando / Nosso amor foi um engano” // Hoje eu acordei com sono / Sem vontade de acordar / Como pode alguém / Ser tão demente, porra louca / Inconsequente e ainda amar / Ver o amor como um abraço curto / Pra não sufocar /// 2. TENTE OUTRA VEZ // Raul Seixas / Paulo Coelho / Marcelo Motta // Veja, / Não diga que a canção está perdida / Tenha fé em Deus, tenha fé na vida / Tente outra vez // Beba, / Pois a água viva ainda está na fonte / Você tem dois pés pra cruzar a ponte / Nada acabou, não, não // Tente, / Levante sua mão sedenta e recomece a andar / Não pense que a cabeça agüenta se você parar / Não, não, não, não, não / Há uma voz que canta / Há uma voz que dança / Há uma voz que gira / Bailando no ar // Queira, / Basta ser sincero e desejar profundo / Você será capaz de sacudir o mundo, vai / Tente outra vez / Tente, / E não diga que a vitória está perdida / Se é de batalhas que se vive a vida / Tente outra vez /// 3. POR QUE A GENTE É ASSIM // Frejat / Cazuza / Ezquiel // Mais uma dose? / É claro que eu tô a fim / A noite nunca tem fim / Por que quê a gente é assim? // Agora fica comigo / E não desgruda de mim / Vê se ao menos me engole / Não me mastigue assim // Canibais de nós mesmos / Antes que a terra nos coma / Cem gramas, sem dramas / Por que quê a gente é assim? // Mais uma dose? / É claro que eu tô a fim / A noite nunca tem fim / Por que quê a gente é assim? // Você tem exatamente / Três mil horas / Pra parar de me beijar / Meu bem, você tem tudo / Tudo prá me conquistar // Você tem / Um segundo prá aprender a me amar / Você tem a vida inteira / Pra me devorar /// 4. ENQUANTO ELA NÃO CHEGAR // Guto Goffi / Maurício Barros // Quantas coisas eu ainda vou provar / E quantas vezes para a porta eu vou olhar / Quantos carros nessa rua vão passar / Enquanto ela não chegar // Quantos dias eu ainda vou esperar / E quantas estrelas eu vou tentar contar / E quantas luzes na cidade vão se apagar / Enquanto ela não chegar // Eu tenho andado tão sozinho / Que eu nem sei no que acreditar / E a paz que busco agora / Nem a dor vai me negar // Não deixe o sol morrer / Errar é aprender / Viver é deixar viver // Quantas besteiras eu ainda vou pensar / E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar / Quantas vezes eu vou me criticar / Enquanto ela não chegar /// 5. POR VOCÊ // Frejat / Maurício Barros / Mauro Sta. Cecília // Por você eu dançaria tango no teto / Eu limparia os trilhos do metrô / Eu iria a pé do Rio à Salvador // Eu aceitaria a vida como ela é / Viajaria a prazo pro inferno / Eu tomaria banho gelado no inverno // Por você eu deixaria de beber / Por você eu ficaria rico num mês / Eu dormiria de meia pra virar burguês // Eu mudaria até o meu nome / Eu viveria em greve de fome / Desejaria todo o dia a mesma mulher // Por você, por você! / Por você, por você! // Por você conseguiria até ficar alegre / Pintaria todo o céu de vermelho / Eu teria mais herdeiros que um coelho /// 6. MEUS BONS AMIGOS // Guto Goffi / Maurício Barros / Fernando Magalhães // Meus bons amigos / Onde estão? / Notícias de todos quero saber // Cada um fez sua vida / De forma diferente / Às vezes me pergunto / Malditos ou inocentes? // Nossos sonhos, realidades / Todas as vertigens, crueldades // Sobre nossos ombros / Aprendemos a carregar / Toda a vontade que faz vingar / No bem que fez pra mim / Assim, assim / Me fez feliz, assim… // O amor sem fim / Não esconde o medo / De ser completo / E imperfeito /// 7. PEDRA, FLOR E ESPINHO // Fernando Magalhães / Frejat / Dulce Quental // Hoje, eu não quero ver o sol / Vou pra noite, tudo vai rolar / O meu coração é só um desejo de prazer / Não quer flor, não quer saber de espinho / Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho // Automóveis piscam os seus faróis / Sexo nas esquinas, violentas paixões / Não me diga não, não me diga o que fazer / Não me fale, não me fale de você / Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho / Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho // Eu quero te ter / Não me venha falar de medo / Não me diga não / Olhos negros, olhos negros // Eu quero ver você / Ser o seu maior brinquedo / Te satisfazer / Olhos negros, olhos negros /// 8. O POETA ESTÁ VIVO // Frejat / Dulce Quental // Baby, compra o jornal / E vem ver o sol / Ele continua a brilhar / Apesar de tanta barbaridade // Baby escuta o galo cantar / A aurora dos nossos tempos / Não é hora de chorar / Amanheceu o pensamento // O poeta está vivo / Com seus moinhos de vento / A impulsionar / A grande roda da história // Mas quem tem coragem de ouvir / Amanheceu o pensamento / Que vai mudar o mundo / Com seus moinhos de vento // Se você não pode ser forte / Seja pelo menos humana / Quando o papa e seu rebanho chegar / Não tenha pena // Todo mundo é parecido / Quando sente dor / Mas nú e só ao meio dia / Só quem está pronto pro amor // O poeta não morreu / Foi ao inferno e voltou / Conheceu os jardins do Éden / E nos contou // Mas quem tem coragem de ouvir… /// 9. EU QUERIA TER UMA BOMBA // Cazuza // Solidão a dois de dia / Faz calor, depois faz frio / Você diz “já foi” e eu concordo contigo / Você sai de perto eu penso em suicídio / Mas no fundo eu nem ligo / Você sempre volta com as mesmas notícias / Eu  queria ter uma bomba / Um flit paralisante qualquer / Pra poder me livrar / Do prático efeito / Das tuas frases feitas / Das tuas noites perfeitas / Solidão a dois de dia / Faz calor, depois faz frio / Você diz “já foi” e eu concordo contigo / Você sai de perto eu penso em homicídio / Mas no fundo eu nem ligo / Você sempre volta com as mesmas notícias / Eu queria ter uma bomba / Um flit paralisante qualquer / Pra poder te negar / Bem no último instante / Meu mundo que você não vê / Meu sonho que você não crê / / Eu queria ter uma bomba / Um flit paralisante qualquer / Pra poder te negar / Bem no último instante /// 10. O TEMPO NÃO PÁRA // Arnaldo Brandão / Cazuza // Disparo contra o sol / Sou forte, sou por acaso / Minha metralhadora / Cheia de mágoas / Eu sou um cara / Cansado de correr / Na direção contrária / Sem pódio de chegada / Ou beijo de namorada / Eu sou mais um cara / Mas se você achar / Que eu tô derrotado / Saiba que ainda / Estão rolando os dados / Pois o tempo / O tempo não pára / Dias sim, dias não / Eu vou sobrevivendo / Sem um arranhão / Da caridade / De quem me detesta / A tua piscina / Tá cheia de ratos / Tuas idéias / Não correspondem aos fatos / O tempo não pára / Eu vejo o futuro / Repetir o passado / Eu vejo um museu / De grandes novidades / O tempo não pára / Não pára não, não pára / Eu não tenho data / Prá comemorar / Às vezes os meus dias / São de par em par / Procurando agulha / No palheiro / Nas noites de frio / É melhor nem nascer / Nas de calor / Se escolhe: / É matar ou morrer / E assim / Nos tornamos brasileiros / Te chamam de ladrão / De bicha, de maconheiro / Transformam o país inteiro / Num puteiro / Pois assim / Se ganha mais dinheiro / A tua piscina / Tá cheia de ratos / Tuas idéias / Não correspondem aos fatos / O tempo não pára / Eu vejo o futuro / Repetir o passado / Eu vejo um museu / De grandes novidades / O tempo não pára / Não pára,  não, não pára /// 11  TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA // Frejat / Cazuza // Eu quero a sorte de um amor tranqüilo / Com sabor de fruta mordida / Nós, na batida, no embalo da rede / Matando a sede na saliva // Ser artista no nosso convívio / Pelo inferno e céu de todo dia / Pra poesia que a gente não vive / Transformar o tédio em melodia // Ser teu pão, ser tua comida / Todo amor que houver nessa vida / E algum veneno / antimonotonia // E se eu achar a tua fonte escondida / Te alcanço em cheio / O mel e a ferida / E o corpo inteiro feito um furacão / Boca, nuca, mão e a tua mente, não / Ser teu pão, ser tua comida / Todo amor que houver nessa vida / E algum trocado para dar garantia // / Ser teu pão, ser tua comida / Todo amor que houver nessa vida / E algum remédio que me dê alegria /// 12. PURO ÊXTASE // Guto Goffi / Maurício Barros // Toda brincadeira não devia ter hora prá acabar / Toda quarta-feira ela sai sem pressa prá voltar / Esmalte vermelho / Tinta no cabelo / Os pés no salto alto / Cheios de desejo / Vontade de dançar  até o amanhecer / Ela está suada, pronta prá se derreter // Ela é puro êxtase / Ecstasy / Barbies, Betty Boops / Puro êxtase // Galo cantou, se encantou deixa cantar / Se o galo cantou é que tá na hora de chegar / De tão alucinada / Já tá rindo à toa / Quando olha para os lados / À todos atordôa / A sua roupa montada parece divertir / Os olhos gulosos de quem quer me despir /// 13. PENSE E DANCE // Dé / Frejat / Guto Goffi // Penso como vai minha vida / Alimento todos os desejos / Exorcizo as minhas fantasias / Todo mundo tem um pouco de medo da vida // Pra que perder tempo desperdiçando emoções / Grilar com pequenas provocações? / Ataco se isso for preciso / Sou eu quem escolho e faço os meus inimigos // Saudações a quem tem coragem / Aos que tão aqui pra qualquer viagem / Não fique esperando a vida passar tão rápido / A felicidade é um estado imaginário // Não penso em tudo que já fiz / E não esqueço de quem um dia amei / Desprezo os dias cinzentos / Eu aproveito pra sonhar enquanto é  tempo // Eu rasgo o couro com os dentes / Beijo uma flor sem machucar / As minhas verdades eu invento sem medo / Eu faço de tudo pelos meus desejos // Saudações a quem tem coragem / Aos que tão aqui pra qualquer viagem / Não fique esperando a vida passar tão rápido / A felicidade é um estado imaginário // Pense e dance / Pense / Pense e dance /// 14. QUANDO O SOL BATER NA JANELA DO TEU QUARTO // Dado Villa Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá // Quando o sol bater na janela do teu quarto / Lembra e ve que o caminho é um só / Porque esperar se podemos começar tudo de novo / Agora mesmo. / A humanidade é desumana / Mas ainda temos chance / O sol nasce pra todos / Só não sabe quem não quer  // Quando o sol bater na janela do teu quarto / Lembra e ve que o caminho é um só / Até bem pouco tempo atrás / Poderíamos mudar o mundo / Quem roubou nossa coragem? // Tudo é dor / E toda dor vem do desejo / De não sentirmos dor // Quando o sol bater na janela do teu quarto / Lembra e ve que o caminho é um só ///

só, no sofá… absorto no labirinto desta casa

[ter] 15 de fevereiro de 2011

chove e durmo mais. tudo está uma bagunça e um abandono… amanhã colo grau. amanhã é longe demais.

‘tá na hora de levantar e…

Mas há dias em que nada faz sentido
E o sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente… Roberto Frejat.

coisas

[ter] 25 de setembro de 2001

[mais um pouco… um pouco de rúcula, alface e espinafre? e o meu estômago (cerebral) entra em ordem] ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

que…
é sempre assim…
a mesma mão que acaricia fere e sai furtiva faz do amor uma história triste o bem que você me fez nunca foi real dá semente mais rica nasceram flores do mal. Barão Vermelho


A caminho do cinema, a dois passos dele, na rua principal, está a confeitaria, cuja porta é grato a gente deter-se, ante as formas caprichosas e coloridas que ali se dirigem simultaneamente a vários sentidos. Certos bolos e cremes, antes de serem degustados pela boca ávida, o são pelo nariz e pelos olhos, e, se no-lo permitissem, o seriam pelas mãos, que amariam verificar a maciez, a doçura e a delicadeza da pasta. Único sentido não beneficiado, o ouvido permaneceria alheio a essa fruição geral, se não chegassem até ele o ruídos normais numa casa onde se come, choque de louça no mármore, de metais na louça, pequenos rumores familiares a que ligam imemorialmente as sensações do paladar, e que tanto contribuem para a composição desse extraordinário prazer de comer…
O Sorvete. Carlos Drummond de Andrade.

…….

Anotações dispersas: E há outras coisas ainda. minha predileção pelo bloco de notas em detrimento a outros editores de texto. Gabriela bate  meu coração. Dormi na aula… será que ‘tá um tédio ir a aula. a língua lusa é saborosa. o pé de cinamomo deu flor. você pisou na flor e esqueceu o espinho. cravado no meu peito menina. cravado… minha fé parece cansada… vou dormir. porque nem café está ajudando mais… üc … estou me sentindo patético…  “eu queria ser um tatu bola”.. ainda…

Texto retirado da caixa de estilhaçado de urchin.

que angústia desesperada…

[sex] 21 de setembro de 2001

Que angústia desesperada
Minha fé parece cansada
E nada, nada mais me acalma
Você pisou na flor
E esqueceu do espinho
Virou do avesso sem saber
Os nossos sentidos
Até aonde existe o amor
E suportar suas feridas
Até aonde existe a dor
De quem assume esta sina
Viver é um vôo pra felicidade
E a voz da verdade
Nunca fez caridade
E todo dia ao acordar
Eu vou querer saber
Que pedaço é esse que me falta
Que não me deixa esquecer
A dor, o pranto nos olhos
A fúria do seu olhar
Apesar de todo desencanto
Eu não desisto de amar
Não vai haver mais dor pra mim
Daqui por diante vai ter que ser assim
Não vai haver mais dor pra mim
Daqui por diante vai ter que ser assim
Vai ter que ser assim…
Vai ter de ser…

Daqui por Diante [Frejat.GutoGoffi/Barão Vermelho]


ouvindo janis joplin. eu sempre fantasie estes momentos e agora me deparo com algo… é real. é real mesmo?… coisas estranhas… não. tudo está normal. (isto é apavorante). “até no absoluto silêncio ainda há som. e na completa ausência… ainda há a tua presença.ainda há…”

há muito tempo, sim, que não te escrevo.
ficaram velhas todas as notícias.
eu mesmo envelheci. olha, em relevo,
estes sinais em mim, não das carícias
(tão leves) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que ao sol-posto
perde a sabedoria das crianças.
a falta que me fazes não é tanto
à hora de dormir, quando dizias
“deus te abençõe”, e a noite abria em sonho.
é quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.

Carta (Carlos Drummond de Andrade)

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