Archive for the 'Gal Costa – Maria da Graça Costa Penna Burgos' Category

tuzé

2019, janeiro 11, sexta-feira

hoje conheci um cara chamado Tuzé. cada coisa, uma mais linda que outra.

Ó, lua bela / Vista assim pela janela / Sobre as luzes da cidade / De beleza paralela / E entre elas um rapaz pretensioso / Namorando lua e terra / Num triângulo amoroso / Lua beija o mar escuro / A água iluminando / Da cidade as luzes dizem / Onde, quê e quando / Alto do arranha-céu / Meio meio do caminho / Serenata prateada pra quem está sozinho… // composição: Tuzé de Abreu

e para registro do cotidiano, do cansaço diário, mas também da alegria de estar em casa. depois de três dias de faxinação para deixar a casa da mãe tal qual eu entrei ano passado, arrumadinha… hoje foi o primeiro dia que pude parar e tomar um mate, pelo fim da tarde. entretanto, hoje foi dia de arrumação em minha casa… fiz lista de tarefas para as coisas da casa, pois há milhões de pequenas coisas por fazer… hoje já há fogão e gás, chuveiro, roupa na arara… e para amanhã a lista trás: estante, organização etc.

weapons of math destruction… é que o urubu tá querendo comer mas o boi não quer morrer

2018, novembro 26, segunda-feira

desde sábado estou assim… mas nesse domingo foi além… o que será que me dá… porque eu ando tão à flor da pele… talvez essa dificuldade de lidar com a ansiedade gerada pelas expectativas irreais… minha expectativas sobre esse eu que nunca será /a/tingido. ando a sentir-me como um bicho ferido… que facilmente ataca, que facilmente embarga… parece que choveu tristeza imensa dentro do meu peito e alagou tudo… na há cais de porto… nem lanterna dos afogados.

************

«é necessário tecnologizar as ciências humanas, para ela não morrer socialmente, e é necessário humanizar as ciências exatas par a gente não morrer.»  via rodrigo mineiro.

«Não é preciso ter formação matemática para entender que uma decisão tomada por um algoritmo é injusta» Weapons of Math Destruction, de Cathy O’Neil

«Cathy O’Neil (Cambridge, 1972), doutora em matemática pela Universidade Harvard, trocou o mundo acadêmico pela análise de risco de investimento dos bancos. Achava que esses recursos eram neutros do ponto de vista ético, mas sua ideia não tardou a desmoronar. Percebeu como a matemática poderia ser “destrutiva” e empreendeu uma mudança radical: somou-se ao grupo de finanças alternativas do movimento Occupy Wall Street, que nasceu em 2011 em Nova York para protestar contra os abusos do poder financeiro, e começou sua luta para conscientizar sobre como o big data “aumenta” a desigualdade e “ameaça” a democracia. (…) A autora do livro Weapons of Math Destruction (“armas de destruição matemática”, um trocadilho com a expressão “armas de destruição em massa”, inédito no Brasil)».

“Os privilegiados são analisados por pessoas; as massas, por máquinas”

entrevista para El País/Ana Torres Menárguez

***

e por sugestão/apresentação de gyo, baiano & novos caetanos (Chico Anysio, Arnaud Rodrigues e Renato Piau)

1. Vô batê pá tu 00:00 2. Nega 03:31 3. Cidadão da Mata 06:05 4. Urubu tá com raiva do Boi 09:45 5. Aldeia 12:52 6. Ciranda 15:17 7. Folia de Rei 17:47 8. Véio Zuza 21:36 9. Selva de feras 24:20 10. Tributo ao Regional 27:02 11. Dendalei 30:25

URUBU TÁ COM RAIVA DO BOI

“Legal… me amarro nesse som, tá sabendo?
O medo, a angústia, o sufoco, a neurose, a poluição
Os juros, o fim… nada de novo.
A gente de novo só tem os sete pecados industriais.
Diga Paulinho, diga…
Eu vou contigo Paulinho, diga”
Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mas o boi não quer morrer
Não tem alimentação
Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mas o boi não quer morrer
Não tem alimentação
O mosquito é engolido pelo sapo
O sapo a cobra lhe devora
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.
“O norte, a morte, a falta de sorte…
Eu tô vivo, tá sabendo?
Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo…
Eu vivo, Paulinho.
Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: ‘Tudo bem?’
E ele diz pá gente: ‘Tudo bem!’
Não é um barato, Paulinho?
É um barato…”
Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mas o boi não quer morrer
Não tem alimentação
Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mas o boi não quer morrer
Não tem alimentação
Gavião quer engolir a socó
Socó pega o peixe e dá o fora
Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora
Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora
“Nada a dizer… nada… ou quase nada…
O que tem é a fazer: tudo… ou quase tudo…
O homem, a obra divina…
Na rua, a obra do homem…
Cheiro de gás, o asfalto fervendo, o suor batendo
O suor batendo (4x)

Composição: Geraldo Nunes / Venâncio

 

***

«O fotógrafo canadense Edward Burtynsky é um mestre do sublime pós-industrial. Seu ponto de vista abrangente é, no mínimo, ambivalente. Seus tiros, mais recentemente tirados do ponto de vista mais legal possível de um helicóptero e às vezes de um satélite, são à primeira vista surrealistas e gloriosos, mas eles têm uma sinistra ressaca documental .(…) “Os cientistas fazem um trabalho muito terrível de contar histórias, enquanto os artistas têm a capacidade de levar o mundo e torná-lo acessível para todos“, argumenta Burtynsky . De acordo com seu novo livro Antropoceno , estima-se que atualmente sejam necessários 60 bilhões de toneladas de material anualmente (biomassa, combustíveis fósseis, minérios metálicos, minerais industriais e de construção) para alimentar o metabolismo global da humanidade. As imagens de Burtynsky oferecem uma visão perturbadora de como estamos consumindo a Terra em um ritmo alarmante – além de dar uma ideia da escala em que estamos despejando tudo de volta, em pilhas gigantescas, córregos e lagoas» por Cameron Laux/BBC

leia mais e veja as imagens em: http://www.bbc.com

***

 

garapuvu.blog

2018, maio 13, domingo

«o sór derrama seus raio briante, por trais da serra, pintando o lindo cenário da manhã da minha terra» Abílio Victor, Nhô Bentico, poeta caipira de Itapetininga/SP

só para constar, tinha uma declamação do rolando boldrin aqui, antes. poema para mãe, mas deixei apenas a canção de zeca, abaixo

todo homem (tom veloso, zeca veloso, caetano veloso e moreno veloso) (composição: zeca veloso)

O sol, manhã de flor e sal / E areia no batom / Farol, saudades no varal / Vermelho, azul, marrom / Eu sou cordão umbilical / Pra mim nunca tá bom / E o sol queimando o meu jornal / Minha voz, minha luz, meu som / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / O céu, espuma de maçã / Barriga, dois irmãos / O meu cabelo negra lã / Nariz, e rosto, e mãos / O mel, a prata, o ouro e a rã / Cabeça e coração / E o céu se abre de manhã / Me abrigo em colo, em chão / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe

 

***em 1998 eu ouvia coisas assim:

Exaltasamba – Telegrama (Composição: Leandro Lehart)

Telegrama Exaltasamba / Composição: Leandro Lehart / Ah! Que saudade de você Estou a te esperar A dor ainda está no meu peito Ah! Nas ruas meu olharFica a te procurar A dor ainda está no meu peito… Ah! As marcas de batom Num casaco de vison Aquele beijo imaginar Beijo na boca de lingua Ah! Com os amigos vou jogar Bate papo e conversa fora Prá tentar me segurar… Me liga! Me manda um telegrama Uma carta de amor(De Amor!) Que eu vou até láEu vou! Que eu vou até lá Eu vou! Que eu vou até lá Eu vou! Que eu vou até lá…(2x)

***

agora, nesses últimos dez anos, ouço coisas assim:

(setlist de hoje, não nessa ordem, e apenas as que lembrei de anotar):

karina buhr – eu menti pra você (álbum completo)

Karina_Buhr__grande.jpg

01 – 00:00 “Eu Menti Pra Você” 02 – 04:28 “Vira Pó” 03 – 07:08 “Avião Aeroporto” 04 – 11:43 “Nassiria e Najaf” 05 – 14:58 “O Pé” 06 – 20:34 “Ciranda do Incentivo” 07 – 24:50 “Telekphonen” 08 – 27:52 “Mira Ira” 09 – 31:30 “Soldat” 10 – 33:25 “Esperança Cansa” 11 – 37:40 “Solo de Água Fervente” 12 – 41:29 “Bem Vindas” 13 – 45:19 “Plástico Bolha”

luedji luna – banho de folhas

gal costa – quando você olha pra ela (letra e música: mallu magalhães)

francisco, el hombre – triste, louca ou má

preciso do seu sorriso – mariana aydar/chico césar/mestrinho

lenine – todas elas juntas num só ser

chico césar – à primeira vista

chico césar – deus me proteja de mim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim Caminho se conhece andando, então vez em quando é bom se perder Perdido fica perguntando, vai só procurando e acha sem saber Perigo é se encontrar perdido, deixar sem ter sido, não olhar, não ver Bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído espalhar bem-querer (Deus me proteja de mim – Chico César)

***

estou baixando vídeos… aulas, debates etc. para logo mais cancelar a internet e fica off.