Archive for the 'George Ezra Barnett' Category

i’m not a robot

[sex] 16 de março de 2018

acordei assustado. perdi a hora. corri, cabelos desgrenhados ao vento abafado… andei, e quando havia perdido a esperança de uma carona, ganhei. cheguei, quase, em tempo. protocolo #1 cumprido.

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há um zunido na cabeça. falta de sono. o horóscopo do dia aponta:

«você se acostumou demais a fazer dar certo as coisas com seu método e estratégias, mas acontece que não há mais garantia de repetir esse sucesso, o que indica que seria necessário você usar um pouco mais de criatividade.»

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a única coisa “bacana” da hora atividade obrigatória é que você fica lá, na escola, de bobeira, com outrxs profxs, e o papo vai fluindo…

e a anedota engraçada contada ontem, um diálogo hipotético entre um professor e um aluno. indaga o professor: «meu, por que você pra escola?». responde o aluno: «porque se eu não vier… a mãe briga, diz que eu fico enchendo o saco dela se fico em casa». professor faz a réplica: «então você vem pra escola para encher o meu saco?! porque você não volta pro saco do teu pai, criatura?».

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e segui cantarolando pela manhã… desde de ontem, ecoa no meu subconsciente…

Listen to the man // George Barnett // I feel your head resting heavy on your single bed / I want to hear all about it / Get it all of your chest, oh / I feel the tears and you’re not alone, oh / When I hold you, well I won’t let go, oh / Why should we care for what they’re selling us anyway? / We’re so younger than you know, whoa / You don’t have to be there, babe / You don’t have to be scared, babe / You don’t need of plan of what you wanna do / Won’t you listen to the man that’s loving you / Your world keeps spinning and you can’t jump off / But I will catch you if you fall I can’t tell you enough / I hate to hear that you’re feeling low / I hate to hear that you won’t come home / Why should we care for what they’re selling us anyway? / We’re so younger than you know, whoa / You don’t have to be there, babe / You don’t have to be scared, babe / You don’t need of plan of what you wanna do / Won’t you listen to the man that’s loving you, whoa, whoa, whoa. / Easy, easy and a one, two, three, oh / Easy, breazy if you come with me, oh / Easy, easy and a one, two, three, four, five, six, seven eight, nine / You don’t have to be there, babe / You don’t have to be scared, babe / You don’t need of plan of what you wanna do / Won’t you listen to the man that’s loving you, whoa, whoa, whoa / You don’t have to be there, babe / You don’t have to be scared, babe / You don’t need of plan of what you wanna do / Won’t you listen to the man that’s loving you, whoa, whoa, whoa / Compositores: George Barnett e Joel Laslett Pott

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encontrei giulia… ex-aluna. conversamos sobre como é gostoso morar nos bairros em que moramos… cacupé e sambaqui, e viajar de ônibus. e sobre nossas escolas… pessoas comuns e ela me falou sobre seus sonhos… novas pedagogias.

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notas mentais aleatórias no busão: «entre quem eu deveria ser, quem eu projeto ser, quem eu consigo ser e quem eu gostaria de ser há vãos enormes… hábito essas lacunas.»

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o oráculo diz: nesse momento de indefinições temporárias e de acentuação de contradições, deixa as coisas cozinhando ai dentro… e cuidado para não queimar seu filme.

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a configuração padrão é o pensamento linear. mas rapaz… use o seu pensamento lateral. pois a «solução mais elegante se apresenta quando você aborda o problema de lado, em vez de respondê-lo de frente».

siga os comandos

1> liste os pressupostos;

2> Verbalize o que está “convencionado”;

3> Pergunte-se (redefina o protocolo);

4> Comece voltando para trás (engendre a reversão);

5> Mude a perspectiva (estranhe, estranhe-se, seja um outsider).

espere o sol se por…

 

Sequência-de-seis-completapensamento-lateral-

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fim da primeira edição. 13h35

gripei… stand by your gun

[dom] 11 de março de 2018

gripei. febre e sinusite.

me enrolei. fiz nada.

e a vontade é apenas dormir.

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apenas ouvi um bocado de george ezra

Stand by Your Gun  // George Ezra // I wouldn’t recommend what I have done / No the prophets pointed out where I went wrong / Singing, go figure our your desires / My darling, stand by your gun / See we don’t need / No nothing more / We’re quite attached to the forty-four / Take a chance / Take your words / We fall down, we go there, we go anywhere / My mistakes lit like embers on your tongue / In the foreground, you’re still busy getting young / Singing, go figure out your desires / My darling, stand by your gun / See we don’t need / No nothing more / We’re quite attached to the forty-four / Take a chance / Take your words / We fall down, we go there, we go anywhere singing / Go figure our your desires / My darling, stand by your gun / See we don’t need / No nothing more / We’re quite attached to the forty-four / Take a chance / Take your words / We fall down, we go there, we go anywhere / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Compositores: George Barnett / Joel Laslett Pott

convoque seu buda

[dom] 1 de fevereiro de 2015

1h46′ e… criolo é interessante. já havia ouvido falar do seu álbum novo, mas não havia tirado um tempo para ouvi-lo. ao ler esta entrevista: convoque seu buda! – deu vontade de conhecer esse novo de criolo.

um excerto: «Criolo: Você falar, isso é um soco na cabeça, porque joga uma leveza, mas também uma responsabilidade do que faz com seu tempo. Você deu um belo ippon (golpe perfeito, nas artes marciais japonesas). Mas tem outro lado: a gente tá ficando e o tempo tá indo e rindo da nossa cara… Não estamos indo junto com a natureza porque a nossa soberba não deixa.
Monja Coen: O tempo rapidamente se vai e a oportunidade se perde. Cada um de nós deve se esforçar para o acordar e despertar. Isso a gente fala antes de dormir. O tempo da vida humana é limitado. Não aproveitar o potencial é desperdiçar a vida.
Criolo: É, quem está em movimento não vai acumular a poeira. Está tudo em movimento
Monja Coen: A vida assim como ela é. E não é! Vamos melhorando devagarinho.
Criolo: Para fazer o chá tem que esquentar a água. Vamos tomar um chá?
Monja Coen: Vamos!»

então vamos ouvir: convoque seu buda!

***

encerro a noite esperando um chá, um almoço talvez…. um café da tarde. algo novo. encerro por enquanto este texto, e espero.

para meditar: não fique ansioso demais.

***

8h30′. o mate acabou ontem. dormi pouco, após ver o ufc. o despertador, a vontade de acordar e as visitas em casa – e crianças são crianças – não me permitem ficar deitado no meu tatame. levanto, enrolo, guardo-o. é preciso tirar o pó da casa, o que falta, e preparar café… enfim… o mundo é bão sebastião. o mundo é vasto raimundo...

trilha itapema da manhã:

a primeira canção é: u2 – every breaking wave e aleatoriamente a voz envolvente de george ezra (que desconhecia) em  listen to the man;

20:47. esperei, cochilei, vi casa por casa serem invadidas por muita gente… e não sobrou nenhum espaço para eu ficar sozinho, mas sozinho ou em silêncio esperei. lutei para não ficar ansioso. até pensei em ligar, mas no novo celular não há número. optei por não deixar mensagem alguma… e quando chegares esterei. mas o bom dessa espera, é que se pensa muito, e avancei um bocado de páginas de ‘os prêmios’. cortázar é incrível…

e entre espaços descansei o corpo… curti o documentário dirigido por eduardo escorel: paulo moura – alma brasileira; adormeci no sofá quando havia sofá, e na cadeira de leitura quando já não havia sofá… e quando cansei-me de estar aislado, brinquei com as crianças… e mesmo assim, depois, quando estar ali com aquelas pessoas já não fazia sentido… eu, apenas fui… andei, avistei um belo final de dia numa praia distante… e um passo após outro fiz um caminho diferente.

e entre tantos pensamentos, destaco dois, quando voltava, o primeiro fruto de um confronto com um gato e outro não me recordo o estalo sináptico:

o exercício sobre os gatos amarelos

os gatos amarelos são todos iguais
espreitam, interrogam, perscrutam-nos:

como será o nosso peso?
e quais seriam nossos gestos?
e quanto temos deste odor marinho?

*

os gatos amarelos são todos amarelos
de mesma calda, de mesmo pelo,
de mesma barba, de um mesmo novelo.

**

os gatos amarelos me lembram
daquele gato amarelo…

o único gato amarelo,

que houve.

**

e faz uns cinco anos que não choro… aquele choro convulso onde nos viramos ao avesso. é como se a dor houvesse secado as lágrimas. e se entristeço, me calo mais ainda, emudeço. é preciso qualquer coisa profunda que rompa essa armadura.. porque no fundo não são as pessoas que faltam ou que estão. talvez seja o modo como nos distanciamos delas…

***

e apaziguei meu espírito – ou o que foi possível. pois se é o que sé. mas há que se caminhar um trecho novo por cada dia e, as vezes, voltar é necessário e percorrer o mesmo caminho até uma nova oportunidade de trilhar um novo caminho. mas tudo isto não é muito claro.

e para fechar a noite: belas ideias as do ator e diretor ricardo darín no programa sangue latino do canal brasil. especial, 18’18”.

e de juan gelman

poema xxxiii

basta
no quiero más de muerte
no quiero más de dolor o sombras basta
mi corazón es espléndido como la palabra

mi corazón se ha vuelto bello como el sol
que sale vuela canta mi corazón
es de temprano un pajarito
y después es tu nombre

tu nombre sube todas las mañanas
calienta el mundo y se pone
solo en mi corazón
sol en mi corazón

***

corpo cansado, cama, cambio, fim.

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