Archive for the 'Jessé Souza – Jessé de Souza – Jessé José Freire de Souza' Category

alright now! won’t you listen?

2018, dezembro 14, sexta-feira

em poucos minutos vai chover horrores

mas por enquanto, vamos neste mashup cabuloso…

Black Sabbath vs. Tim Maia – Sweet Leaf¹ / Ela Partiu²

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quando regressava… um cobra cruzou o caminho… logo depois… uma aranha… e mais acima, uma lagartixa… achei engraçado, mas confesso que a primeira me deu um susto danado… mas é esse calor absurdo… essa estrada de chão batido… esse mato todo ao redor.

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dia de despedida, acabou… fechei com todas as turmas da manhã e da noite. começar contagem regressiva… 4 dias para por os diários em dia, 1 dia para despedida das turmas que faltam… uma semana para férias.

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amarrando fragmentos da aula de hoje (115/116) com excertos reproduzidos por Fábio de Oliveira Ribeiro, no seu texto “Vigilante-Censor Netflix Pós-Democrático

«A razão neoliberal se sustenta diante da hegemonia do vazio do pensamento expressa no visível empobrecimento da linguagem, da ausência de reflexão e de uma percepção democrática de baixíssima intensidade. Qualquer processo reflexivo ou menção aos valores democráticos representam uma ameaça a esse projeto de mercantilização do mundo. Não por acaso, a razão neoliberal levou à substituição do sujeito crítico kantiano pelo consumidor acrítico, do sujeito responsável por suas atitudes pelo ‘a-sujeito’ que protagoniza a banalidade do mal, que é incapaz de refletir sobre as consequências de seus atos.» (Sociedade sem Lei, Rubens R.R, Casara, editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2018, p. 94/95)

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«…Os privilégios de uma classe condenam a outra à precariedade eterna, já que não lhe sobra tempo para nada. Enquanto isso, a classe opressora tem cada vez mais oportunidades de avançar e obter conhecimento e riqueza.

A esse aspecto econômico se soma o sadismo, presente no cerne de toda sociedade fundada no trabalho escravo. Ninguém escraviza o outro sem, ao mesmo tempo, negar-lhe a humanidade. Como o outro não deixa de ser humano e resiste na medida do possível, nem que seja por meio de pequenas sabotagens, a humilhação tem de ser reforçada a cada dia. É preciso mostrar que o outro é inferior e está ali apenas para servir.

Com o tempo, o exercício da humilhação se torna prazeroso, multiplicando-se sob as formas da piada suja, do chiste aparentemente apenas de brincadeira, do insulto direto, do preconceito de classe e de raça e, não menos importante, do abuso.» (A classe média no espelho, Estação Brasil, Rio de Janeiro,2018, p. 72)

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«Obedecer e compreender uma regra social é antes de tudo uma prática aprendida, e não um conhecimento. A ‘prática’ pode ser articulável, pode explicitar razões e explicações para o seu ‘ser desse modo e não de qualquer outro’, quando desafiada a isso. Mas na maior parte das vezes esse pano de fundo inarticulado permanece implícito, comandando silenciosamente nossa atividade prática e abrangendo muito mais que a moldura das nossas representações conscientes.» (A tolice da inteligência brasileira, Jessé Souza, Leya, Rio de Janeiro, 2018, p. 175)

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pela tarde, dormir no sofá, digitar notas, matear e passear com dora, a cã.

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meio dia… almoço com a filha.

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acordar no susto. ducha e correr. três aulas. dor no dente estranha e aleatória (Assim como veio, não voltou mais). aulas da manhã finalizadas. ração para o cão comprada e cochilo no ônibus.

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nota de rodapé:

¹ Sweet Leaf / Black Sabbath / Composição: Bill Ward, Geezer Butler, Ozzy Osbourne e Tony Iommi // Alright now! / Won’t you listen? / When I first met you, didn’t realize / I can’t forget you or your surprise / You introduced me to my mind / And left me watching you and you kind / Oh, yeah / I love you / Oh, you know it / My life was empty, forever on a down / Until you took me, showed me around / My life is free now, my life is clear / I love you sweet leaf though you can’t hear / Oh, yeah! / Come on now, try it out / Straight people don’t know what you’re about / They put you down and shut you out / You gave to me a new belief / And soon the world will love you sweet leaf / Oh, yeah, baby! / Come on now! Oh, yeah! / Try me out, baby! / Alright! Oh, yeah-ah! / I want you part of this sweet leaf! / Oh, yeah! / Alright, yeah, yeah, yeah, oh, try me out / I love you, sweet leaf, oh

² Ela Partiu / Tim Maia // Composição: Beto Cajueiro e Tim Maia // Ela partiu, partiu e E nunca mais voltou / Ela sumiu, sumiu e nunca mais voltou / Ela partiu, partiu e nunca mais voltou / Ela sumiu, sumiu e nunca mais voltou / Se souberem onde ela está digam-me e eu vou lá buscá-la / Pelo menos telefone em seu nome, me dê uma dica, uma pista, insista / Ei! E nunca mais voltou, ela partiu, partiu e nunca mais voltou / Ela sumiu, sumiu e nunca mais voltou / Se eu soubesse onde ela foi, iria atrás / Mas não sei mais nem direção / Várias noites que eu não durmo / Um segundo / Estou cansado / Magoado, exausto…

mito da democracia racial, raça e classe

2018, novembro 28, quarta-feira

_ab576d41a659eac7700c2cb9fb8059d7e37bcda7«Temos que deixar de descrever sempre os efeitos do poder em termos negativos: ‘ele exclui’, ele ‘reprime’ ele ‘recalca’, ele ‘censura’, ele ‘abstrai’, ele ‘mascara’, ele ‘esconde’. Na verdade o poder produz; ele produz realidade; produz campos de objetos e rituais da verdade. O indivíduo e o conhecimento que dele se pode ter se originam nessa produção».
Michel Foucault em Vigiar e punir, p. 161.

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e pela manhã… o alpendre ganhou forma, com a telha de policarbonato ondulada translucida. a casa e seus contornos segue.

pela tarde… aula dada, um ponte articulando… (silvio de almeida, jesse souza, pierre bourdieu, florestan fernandes...

e pela noite… um breja com o velho, um ronco no sofá… e um cansaço, ainda sem ter claro o que farei amanhã cedo… pensando em mudar os planos, adaptar…

nota: para ler depois -> rompendo barreiras: relações entre capital cultural e consciência racial, de maria rita py dutra

bélgica do congo… e eu ia deixando minha sandália no seu auto, parte de mim queria ficar.

2018, novembro 14, quarta-feira

A CLASSE MÉDIA NO ESPELHO | JESSÉ SOUZA

«Quem não sabe quem é nunca aprende; quem nunca aprende repete.» Jessé Souza

«Faz escuro, mas eu canto por que amanhã vai chegar» Thiago de Mello

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Las manos de la protesta – Oswaldo Guayasamín

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 «Raza, clase y nación» Immanuel Wallerstein e Etienne Balibar

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«Dois poemas de Friedrich Hölderlin: “Coragem de poeta” (Dichtermut), “Timidez” (Blödigkeit)». Walter Benjamin. Tradução: Mário Luiz Frungillo

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Patrice Lumumba presente!

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«O filósofo do direito Silvio Almeida, responsável pela revisão técnica do livro “A nova segregação: racismo e encarceramento em massa“, de Michelle Alexander, reflete neste segundo vídeo sobre o livro sobre a delicada e necessária questão do ressentimento dos brancos pobres frente às políticas de ações afirmativa».

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dia corrido… sol infernal, suor… carona da natália salvadora, fila… suor, escola-forno, péssima aula… e para fechar, perco o busão e não vou saber o resultado da prova que fiz segunda. mas amanhã é feriado.