Archive for the 'João Ricardo – João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto' Category

um aviso aos navegantes no fabulário geral do delírio cotidiano

[dom] 7 de outubro de 2018

AAA AAAIG

Dou duas voltas no quarteirão, encontro 200 pessoas e não vejo nenhuma criatura humana.” Bukowski em Fabulário Geral do Delírio Cotidiano

“[…] no sé qué busco, no sé qué quiero,
por eso voy de aquí para allá. […]”

Patè de Fuà – El extranjero

***

saudade dos dias em que eu ouvia bem alto… pelos labirintos de minha casa: secos e molhados.

Fala – Secos & Molhados (Cena do filme “A História da Eternidade”)

**
dia de votar… e por em dia o trabalho acumulado.

«é que andei levando a vida quase morto…»

[dom] 1 de abril de 2018

ñ penso. canto.

enquanto a procrastinação é absoluta… paulinho embala a maré da tarde.

e eu sou o meu avesso/meu antagonista/um antipaulinho.

deixei a música tocar livre… não consegui mover um dedo… vontade de sair correndo, dar um tempo, dizer chega. ficar quieto… e dos cinco quilos que perdi no ultimo mês, devorei tudo hoje. ando a explodir.

Karina Buhr - O patrão nosso de cada dia e outras...
Paulinho da viola - Meu Mundo é hoje (Eu sou assim) e outras...

e preciso fazer o resumo dos livros de literatura portuguesa. preciso corrigir as duas dezenas de trabalhos. preciso finalizar o planejamento anual… preciso estudar para a prova de quarta-feira… mas…

estou aqui me achando um incompetente para qualquer coisa (com medo da prova, com medo de dar passos, com dificuldade de respirar). argh… de tanto me achar, vou me encontrar num enorme zero, cão sem dono, mordendo a própria coda. incompetente para amar, para viver, para ter coragem.

e aquilo que estava divertido… virou essa coisa. mas engraçado, que de coisas simples, faço virar essas coisas, que dão nó e angustiam tanto. bosta.

bem que podia ser só esse meu sol em oposição à lua natal, quem derá.

uma natureza indócil

[seg] 29 de setembro de 2014

[pré-post] 0:59

Dissidência ou a arte de dissidiar – Mauro Iasi – Presidente – 21 «Há hora de somar  / E hora de dividir.  / Há tempo de esperar  / E tempo de decidir.  / Tempos de resistir.  / Tempos de explodir.  / Tempo de criar asas, romper as cascas  / Porque é tempo de partir.  / Partir partido,  / Parir futuros,  / Partilhar amanheceres  / Há tanto tempo esquecidos.  / Lá no passado tínhamos um futuro  / Lá no futuro tem um presente  / Pronto pra nascer  / Só esperando você se decidir.  / Porque são tempos de decidir,  / Dissidiar, dissuadir,  / Tempos de dizer  / Que não são tempos de esperar  / Tempos de dizer:  / Não mais em nosso nome!  / Se não pode se vestir com nossos sonhos  / Não fale em nosso nome.  / Não mais construir casas  / Para que os ricos morem.  / Não mais fazer o pão  / Que o explorador come.  / Não mais em nosso nome!  / Não mais nosso suor, o teu descanso.  / Não mais nosso sangue, tua vida.  / Não mais nossa miséria, tua riqueza.  / Tempos de dizer  / Que não são tempos de calar  / Diante da injustiça e da mentira.  / É tempo de lutar  / É tempo de festa, tempo de cantar  / As velhas canções e as que ainda vamos inventar.  / Tempos de criar, tempos de escolher.  / Tempos de plantar os tempos que iremos colher.  / É tempo de dar nome aos bois,  / De levantar a cabeça  / Acima da boiada,  / Porque é tempo de tudo ou nada.  / É tempo de rebeldia.  / São tempos de rebelião.  / É tempo de dissidência.  / Já é tempo dos corações pularem fora do peito  / Em passeata, em multidão  / Porque é tempo de dissidência  / É tempo de revolução  // Mauro Iasi»

 

1:04′ o texto aguarda o caracteres…

1:22′ legendas…

«01:14:09,620 –> 01:14:40,780 Sofrimento é parte da vida. Nós sabemos disso. Ivy é motivada por esperança. Deixe-a ir. Se este lugar for meritório, ela terá sucesso em sua busca. / Como você pôde mandá-la? Ela é cega. / Ela é mais capaz que muitos nesta vila e é motivada por amor.  O mundo se move por amor.»

1:43′

O Patrão Nosso de Cada Dia /// Eu quero o amor  / Da flor de cactus  / Ela não quis  // Eu dei-lhe a flor  / De minha vida  / Vivo agitado  // Eu já não sei se sei  / De tudo ou quase tudo  / Eu só sei de mim  / De nós  / De todo o mundo  // Eu vivo preso  / A sua senha  / Sou enganado  // Eu solto o ar  / No fim do dia  / Perdi a vida  // Eu já não sei se sei  / De nada ou quase nada  // Eu só sei de mim  / Só sei de mim  / Só sei de mim  // Patrão nosso  / De cada dia  / Dia após dia  /// Compositor: João Ricardo – Secos E Molhados.

2:13′ dizem que faz bem…

2:21′ o exercício…

«Depois de ver o filme, vocês devem relacioná-lo com o caderno 3 e 4, tendo como norte a seguinte questão: Uma metáfora para pensarmos sobre o nosso isolamento no interior de nossas disciplinas: quais os desafios que parecem existir ao tentarmos dialogar com as outras disciplinas (nossas vilas)?»

?

2:24′ leitura…

«Freudenthal escreveu: “a prova torna-se um objetivo; o que sai na prova, um programa; o ensino da matéria para a prova, um método”. (…) Como diria o Iturra: “A cultura letrada que organiza o ensino não tem sido capaz de romper com o modelo imperante de eficácia econômica e incorporar a prática social como mediadora entre o saber da experiência controlada e o saber que provém da experiência provada”

2:59′ Linha reta e linha curva – de Machado de Assis

3:01′ A Infância, os adultos e a ilusão de um futuro. 

«Na ‘Lección XXXIV’, Freud afirma, por oposição ao ideário pedagógico hegemônico no início do século XX, que a educação deve “buscar seu caminho entre o ‘laisser-faire’ e a frustração”, bem como que a “missão” da “educação psicanalítica” é fazer do educando um “homem sadio e eficiente” com vistas a que não acabe se colocando “ao lado dos inimigos do progresso”. Assim, estabelece uma diferença substancial entre o que deveria ser o fruto da, assim chamada, “aplicação da psicanálise” e, por outro lado, a educação de sua época, implementada à luz de uma pedagogia religioso-moral. Nessa oportunidade, Freud não faz mais do que recuperar a diferença já assinalada em ‘El porvenir de una ilusión’ entre, por um lado, a natureza “irreligiosa” da “educação para a realidade”, promovida pela psicanálise, e, por outro, o “programa pedagógico” da época centrado na “demora da evolução sexual e a precocidade da influência religiosa”, responsável pela coerção da atividade e curiosidade intelectuais. A ‘educação para a realidade’ adquire sentido por oposição àquela promovida pela pedagogia religiosa. A realidade para Freud está longe de ser a dita realidade cotidiana e, portanto, o seu anseio não deve ser entendido num sentido psicológico-adaptacionista. A realidade cotidiana, produto das ilusões religiosas, não é outra coisa que uma espécie de grande “neurose coletiva” – objeto de um futuro estudo sobre a “patologia das comunidades culturais”. Assim sendo, educar para a realidade é sinônimo de ‘educar para o desejo’ ou, se preferirmos, de educar com vistas a possibilitar ‘o reconhecimento’ da impossível realidade do ‘desejo’ – ou seja, o caráter artificialista de seu estofo -, aquela que, precisamente, as ilusões mascaram.»

3:19′ diz ai…

«Viver apenas num andar é viver bloqueado. Uma casa sem sótão é uma casa onde se sublima mal; uma casa sem porão é uma morada sem arquétipos. Bachelard, 2003, p. 76 »
3:29′ o sono chegando…
«um trabalho que não visa apenas à assimilação de conteúdos, e sim, que o educador traga dentro de si, um grande amor pela humanidade e crença em uma sociedade mais justa e solidária, que passa a ser um mediador no processo de construção do conhecimento e que principalmente se sinta incomodado com a situação da educação brasileira…»
3:55′ escola-bairro «não é a comunidade que tem que ser parceira da escola. é a escola que deve ser parceira da comunidade (…) a escola tem que desenvolver essa sensibilidade que ela tem que atuar para além das suas paredes… a escola deveria assumir a liderança… » Braz Rodrigues Nogueira

estrofes do solitário

[dom] 17 de agosto de 2014

o sol queima a pele. entardeço. a primeira canção do dia, da tarde jorra o sangue latino nos meus ouvidos… há um latido no peito:

«Jurei mentiras / E sigo sozinho / Assumo os pecados / Os ventos do norte / Não movem moinhos / E o que me resta / É só um gemido // Minha vida, meus mortos /Meus caminhos tortos / Meu sangue latino / Minh’alma cativa // Rompi tratados / Traí os ritos / Quebrei a lança / Lancei no espaço / Um grito, um desabafo / E o que me importa / É não estar vencido //  João Ricardo e Paulinho Mendonça ».

***

uma, duas citações de entrada da leitura iniciada do dia: ‘onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites do século xix’ de celia maria marinho de azevedo

«Articular o passado historicamente não significa conhecê-lo ‘tal como ele propriamente foi’. Significa apoderar-se de uma lembrança tal qual ela cintilou no instante de um perigo. »Walter Benjamin.

*

«Homens! Esta lufada que rebenta
É o furor da mais lôbrega tormenta…
– Ruge a revolução

E vós cruzais os braços… Covardia!
E murmurais com fera hipocrisia:
– É preciso esperar…

Esperar? Mas o quê? Que a populaça,
Este vento que os tronos despedaça,
Venha abismos cavar?»

Castro Alves,
Estrofes do Solitário

***

e para fechar… logo mais haverá concreto. logo mais… agora a dificuldade é organizar a semana, a casa, a vida. só não pode faltar o sonho e o caminhar… avante! cambiar as coisas, organizar esse mundo… mesma que a tarefa seja árdua, aos poucos, lentamente, prosseguir, entre os acertos e os erros… logo mais… concretar-me mais um cadinho…

 

 

tome nota… um punhado de secos e molhados.

[sáb] 19 de fevereiro de 2011

uma seleção de secos e molhados {um presente de eduardo perondi, desde 2007}:
1. Sangue Latino
2. Prece Cósmica
3. Rondo do Capitão
4. As Andorinhas
5. Fala
6. Tercer Mundo
7. Flores Astrais
8. Não: não digas nada!
9. Medo Mulato
10. Oh! Mulher Infiel
11. Vôo
12. O Vira
13. Angústia
14. O Hierofante
15. Caixinha de Música do João
16. O Doce e o Amargo
17. Preto Velho
18. Delírios
19. Toada & Rock & Mambo & Tango & etc.
20. O Patrão Nosso de Cada Dia
21. Amor
22. Primavera Nos Dentes
23. Assim Assado
24. Mulher Barriguda
25. El Rey
26. Rosa de Hiroshima

***
[coleciona] o homem precisa ter graça, precisa ter força. o homem é feito por suas ações. e é preciso ter coragem. […] a lua, pela porta do quarto, me acompanha madrugada dentro. […] ela, mulher desconhecida, me chama de meu amor. […] vontade danada de só ficar ali olhando por horas e horas aquela beleza toda – que é um mar espelhando esse luar, que é uma mulher. ou uma noite tranquila […] é preciso ter paciência – pois somos esses destroços, essas ruínas. […] e rio porque é tudo muito triste. é muito o que pouco podemos fazer. […]

Precisamos estar livres primeiro pra chegar mais perto do que somos. depois existirá uma maneira da intenção virar coisa da vida real. Se não exatamente aquilo, algo no caminho do ser inteiro. Que flua o sonho, adaptações sempre ocorrerão! (

%d blogueiros gostam disto: