Archive for the 'Leituras' Category

liminaridades e entrelugares

2019, janeiro 4, sexta-feira

ndembuleituras sugeridas:

VAN GENNEP, Arnold. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 1978.

TURNER, Victor. O processo ritual: estrutura e antiestrutura. Petrópolis: Vozes, 1974

BHABHA, Homi. O local da cultura. Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2013

e na busca, encontrei isto,

«Histórias sempre estão na fronteira; por mais que tentemos acomodá-las elas esbarram no real vivido, ouvido, lembrado; elas esbarram no imaginado, sonhado, criado…por isso evocamos os entrelugares, onde cabem o contraditório, o surpreendente e até o esperado…todos eles permissíveis à intromissão do eu e também à sua ausência, mesmo disfarçada». , in:

http://entrelugares.blogspot.com/

li, gostei. linquei.

e os demais… ler/reler.

aisumasen (i’m sorry)

2019, janeiro 4, sexta-feira

revi westworld… a segunda temporada, e lembrei de como eu era fascinado, quando garoto, pelo japão medieval… acho que comigo começa com os tokusatsu [Lion Maru, Jiraya, ou antes, pelas culturas… na coleção povos do passado], mas depois vai pelas horas intermináveis pesquisando nas bibliotecas sobre cultura japonesa… e do meu fascínio quando achei aquele livro do leminski… bashô.

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e porque remexia os livros cá, pois logo hei de mudar para a minha casa nova… encontrei a belíssima edição do livro do andré stolarski

lapidar o dia
até derreter o sol
na lâmina do mar

Jpeg

e nisso lembrei que outro dia descobri que o termo em japonês para os três brancos é sanpakuo. e por que me chamou atenção? porque quando ouvi o termo, lembrei no mesmo instante que alguém tempos atrás [noé], lá pelas bandas de 2003, reparou que meu olhos tinham os três brancos… lembro dele comentando comigo e com isabel, sua mãe. eu não entendi, sei que tinha alguma relação com macrobiótica… mas eu não me recordava o porquê… não sabia porque essa característica do meu olhar tinha lhe chamado tanto atenção. e de fato, nem recordava desta história até ouvir o termo, por esses dias, e hoje fui pesquisar… nada demais, mas…

achei essa belezura…

When I’m down, really yin
And I don’t know what I’m doing
Aisumasen, aisumasen Yoko
All I had to do was call your name
All I had to do was call your name
And when I hurt you and cause you pain
Darlin I promise I won’t do it again
Aisumasen, aisumasen Yoko
It’s hard enough I know just to feel your own pain
It’s hard enough I know to feel, feel your own pain
All that I know is just what you tell me
All that I know is just what you show me
When I’m down, real sanpaku
And I don’t know what to do
Aisumasen, aisumasen Yoko san
All I had to do was call your name
Yes, all I had to do was call your name
Compositores: John Lennon

ode descontínua e remota para flauta e oboé – de ariana para dionísio

2019, janeiro 3, quinta-feira

buscando coisas sobre o fio de ariadna, dos fragmentos da série de ontem… me deparei com isto, via Mário Amora Ramos:

Canção VI ( Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé) por Ná Ozetti

(Poema de Hilda Hilst, musicado por Zeca Baleiro)

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&

PRELÚDIOS-INTENSOS PARA OS DESMEMORIADOS DO AMOR.
I
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.

Hilda HilstObra poética reunida, pág. 228

***

calor infernal… então a gente aproveita para ver a segunda temporada de Westworld

***

e eu ainda não acheio o fio de ariadne…

Nun habt ihr sie gehort die tochter des minos.
glaubt, sie zu kennen. ist sie nicht gut und schon?
einspinenn lassen habt ihr euch. von ihren worten. ihrem hübschen blick. doch glaubt mir. ein jeder, ob königstochter oder nicht, steht mit einem fuss im schatten. mit dem anderen im licht.

nimm das. es soll dich leiten. du musst tief hinein, bis in die mitte. dort im schatten wartet er. halb menrsch, halb tier. du musst schnell sein. triff ihn mitten ins herz. das ist mir einerlei. das band, das wir knüpfen… Versprich mir, das du es nie trennst.

Seit Tagen habe ich nichts gegessen. Meine Augen werden schwarz. Es geht zu Ende. So wie er einst ins Labyrinth hinabstieg… so steige ich nun in meins. Nun steh inch vor euch. Keines königs Tochter. Keines Mannes Weib. Keines Bruders Schwester. Ein loses Ende in der Zeit. So sterben wir alle gleich. Egal, in welches Haus geboren. Egal, in welches Gewand. Auf Erden kurz… oder lang gewesen. Nur ich selber knüpf mein Band. Selbst ob ich Hände reichte… oder Hände schlug… geht es für uns gleich zu Ende. Die dort oben haben uns längst vergessen. Sie richten uns nicht. Im Sterben bin ich ganz allein. Mein einziger Richter… Ich.