Archive for the 'letra' Category

o microbioma e o dia de reis

2019, janeiro 6, domingo

acordei cedo. tenho andado cansado e um tanto irritado…

acordei em tempo de ver minha mãe antes de ela ir trabalhar, e enquanto mateava, ela lembrou que hoje é dia de reis, dia de comer doce, pois era o dia de desmanchar a árvore e o presépio e as crianças comiam os doces da árvore.

na hora lembrei de tim.

A Festa do Santo Reis – Tim Maia

t54169105-b1424731487_s400Hoje é o dia do Santo Reis / Anda meio esquecido / Mas é o dia da festa do Santo Reis / Hoje é o dia do Santo Reis / Anda meio esquecido / Mas é o dia da festa do Santo Reis / Eles chegam tocando sanfona e violão / Os pandeiros de fita carregam sempre na mão / Eles vão levando, levando o que pode / Se deixar com eles, eles levam até os bode / É os bode da gente, é os bode méé / É os bode da gente, é os bode méé / Hoje é o dia do Santo Reis hum / Hoje é o dia do Santo Reis, hoje é o dia / Hoje é o dia do Santo Reis, é o dia da festa // Compositores: Marcio Leonardo Sossio
e ouvi isto pela tarde um bocado de caetano e de gil…

Back In Bahia – Gilberto Gil

download (1)Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui / Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim / Puxando o cabelo / Nervoso, querendo ouvir Celly Campelo pra não cair / Naquela fossa / Em que vi um camarada meu de Portobello cair / Naquela falta / De juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir / Naquela ausência / De calor, de cor, de sal,de sol, de coração pra sentir / Tanta saudade / Preservada num velho baú de prata dentro de mim // Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar / Do luar que tanta falta me fazia junto do mar / Mar da Bahia / Cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar / Tão diferente / Do verde também tão lindo dos gramados campos de lá / Ilha do norte / Onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar / Por algum tempo / Que afinal passou depressa, como tudo tem de passar / Hoje eu me sinto / Como se ter ido fosse necessário para voltar / Tanto mais vivo / De vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá // Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui / Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim / Puxando o cabelo / Nervoso, querendo ouvir Celly Campelo pra não cair // Naquela fossa / Em que vi um camarada meu de Portobello cair / Naquela falta de juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir / Naquela ausência / De calor, de cor, de sal, de sol, de coração pra sentir / Tanta saudade / Preservada num velho baú de prata dentro de mim // Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar / Do luar que tanta falta me fazia junto do mar / Mar da Bahia / Cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar / Tão diferente / Do verde também tão lindo dos gramados campos de lá / Ilha do norte / Onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar / Por algum tempo / Que afinal passou depressa, como tudo tem de passar / Hoje eu me sinto / Como se ter ido fosse necessário para voltar / Tanto mais vivo / De vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá

e que cabelo bonito o de caetano.

Asa Branca – Caetano Veloso

download (2)

Quando olhei a terra ardendo / Qua fogueira de São João / Eu perguntei a Deus do céu, uai / Por que tamanha judiação / Eu perguntei a Deus do céu, uai / Por que tamanha judiação / Que braseiro, que fornalha / Nem um pé de prantação / Por farta d’água perdi meu gado / Morreu de sede meu Alazão / Por farta d’água perdi meu gado / Morreu de sede meu Alazão / Inté mesmo a asa branca / Bateu asas do sertão / Intonce eu disse a deus Rosinha / Guarda contigo meu coração / Intonce eu disse a deus Rosinha / Guarda contigo meu coração / Hoje longe muitas léguas / Nessa triste solidão / Espero a chuva cair de novo / Para mim vortar pro meu sertão / Espero a chuva cair de novo / Para mim vortar pro meu sertão / Quando o verde dos teus olhos / Se espalhar na prantação / Eu te asseguro, não chore não, viu / Que eu vortarei, viu, meu coração / Eu te asseguro, não chore não, viu / Que eu vortarei, viu, meu coração // Compositores: Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga

***
e achei isto interessante essa reportagem de James Gallagher, da BBC:

«A maior parte do seu corpo não é humana»

resumidademente diz ela que somos mais micróbio do que humano. se contarmos todas as células, e retirarmos a parte do microbioma, resta apenas 43% humano.
***
fiz bolhas nas mãos… ajudando na passagem da fiação. amanhã termina a parte elétrica da casa… segunda e terça é dia de encaixotar tudo daqui. quarta-feira limpeza da casa nova… e até domingo próximo mudança.

aisumasen (i’m sorry)

2019, janeiro 4, sexta-feira

revi westworld… a segunda temporada, e lembrei de como eu era fascinado, quando garoto, pelo japão medieval… acho que comigo começa com os tokusatsu [Lion Maru, Jiraya, ou antes, pelas culturas… na coleção povos do passado], mas depois vai pelas horas intermináveis pesquisando nas bibliotecas sobre cultura japonesa… e do meu fascínio quando achei aquele livro do leminski… bashô.

basho 2-thumb-800x1094-160414

e porque remexia os livros cá, pois logo hei de mudar para a minha casa nova… encontrei a belíssima edição do livro do andré stolarski

lapidar o dia
até derreter o sol
na lâmina do mar

Jpeg

e nisso lembrei que outro dia descobri que o termo em japonês para os três brancos é sanpakuo. e por que me chamou atenção? porque quando ouvi o termo, lembrei no mesmo instante que alguém tempos atrás [noé], lá pelas bandas de 2003, reparou que meu olhos tinham os três brancos… lembro dele comentando comigo e com isabel, sua mãe. eu não entendi, sei que tinha alguma relação com macrobiótica… mas eu não me recordava o porquê… não sabia porque essa característica do meu olhar tinha lhe chamado tanto atenção. e de fato, nem recordava desta história até ouvir o termo, por esses dias, e hoje fui pesquisar… nada demais, mas…

achei essa belezura…

When I’m down, really yin
And I don’t know what I’m doing
Aisumasen, aisumasen Yoko
All I had to do was call your name
All I had to do was call your name
And when I hurt you and cause you pain
Darlin I promise I won’t do it again
Aisumasen, aisumasen Yoko
It’s hard enough I know just to feel your own pain
It’s hard enough I know to feel, feel your own pain
All that I know is just what you tell me
All that I know is just what you show me
When I’m down, real sanpaku
And I don’t know what to do
Aisumasen, aisumasen Yoko san
All I had to do was call your name
Yes, all I had to do was call your name
Compositores: John Lennon

enamoramento artístico na rua da amargura e a gaveta desfiada

2018, dezembro 29, sábado

crônicas da madrugada… são quatro e meia… eu sei. ok… eu confesso… não dormi ainda e editava coisas, peguei mania de por foto nas coisas que não tem foto. e lá no fundo registrar alguns dias que vivi, dias de um passado remoto… e vai que resolvo fazer disto aqui qualquer coisa como uma obra… ou não. mas ao menos alimenta minha compulsão por tomar notas, nestes dias, nesta vida.

e na busca por pessoa, o cancioneiro, achei isto aqui: gaveta desfiada. já meio abandonado, pelo tempo, mas de uma beleza… e me pus a clicar até este ponto… e tive a desfaçatez de copiar isto abaixo, pois é tudo bonito… o sotaque, a palavreado, as expressões… o som…

Rua da Amargura – Celina da Piedade & Samuel Úria

Deste-me a tua morada
Rua da Amargura
Miserável estrada
Dizes que o Tejo te enfada
Eu na margem certa
… Tu na porta errada
Partes a telefonia
Se a rádio hoje em dia passa B Fachada
Tudo te põe mal disposto
Mas se de ti gosto
Não te digo nada
Dizem que o amor é cego
Este é meio mouco não ouve o que digo
Mesmo surdo não te nego
Falo pr’ó boneco
Vou ficar contigo
Dizem-me que és errado
és meio atrasado
Tens um grande ego
Digo que estou no direito
de te achar perfeito
Viro o bico ao prego
Tudo te põe doente
Eu gosto por seres diferente
Tudo me põe feliz
Basta empinares o nariz
Fazes frete
Eu faço frente
Ao teu ar de doente acamado
Franzes o sobrolho
Eu digo que te escolho aqui ao meu lado

Deste-me a morada certa
Rua da Amargura
Mas com a porta aberta
Foste ao Tejo à descoberta
Nós na mesma margem
Tu em parte incerta
Vais mudar a meu pedido
Estás comprometido
E eu já estou deserta
Dizem que a pose indolente
É defeito recente e sou eu quem conserta
Tudo te põe doente
Eu gosto por seres diferente
Tudo me põe feliz
Basta empinares o nariz
Fazes frete
Eu faço frente
Ao teu ar de doente acamado
Franzes o sobrolho
Eu digo que te escolho aqui ao meu lado

download

ps: eu ia dormir… mas enquanto escova a dentadura… pela janela aberta do quarto ouvi vozes… e alguém discutia a relação num carro estacionado… faz quase uma hora e as pessoas continuam conversando. por que as pessoas entram em relações assim, pra ficar se aporrinhando?

talvez para me manterem acordado… e mexendo cá,  encontrar isto e deixar registrado. acasos…