Archive for the 'Linguística' Category

dia da língua portuguesa e da cultura da cplp

[sáb] 5 de maio de 2018

«Cada manhã recebemos notícias de todo o mundo. E, no entanto, somos pobres em histórias surpreendentes.» W. Benjamin (In: Obras Escolhidas, v. I − Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 203)

Notas

lp

O dia 5 de maio foi instituído como o “Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP”, a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, decorrida na cidade da Praia, Cabo Verde. https://www.cplp.org/

ou língua galaico-portuguesa?

***

KM200T-designclose_large

***

Artigo para ler: A pulsão de morte contra a pulsão de morte: a negatividade necessária, de Marianna T. de Oliveira; Monah Winograd e Isabel Fortes

RESUMO / Tradicionalmente definida como traumática, como o que esgarça a rede representacional e alimenta a compulsão à repetição, levando o psiquismo ao esgotamento e à dissolução, a pulsão de morte apresenta, mais profundamente, uma outra face que é preciso sublinhar e que constitui o objeto central deste artigo. Se ela realiza um trabalho do negativo, a negatividade que ela expressa impulsiona a subjetivação, pois sua atividade e seus efeitos são absolutamente necessários, entre outros, para a construção do duplo limite psíquico (Green) e para a realização do primeiro trabalho psíquico verdadeiro (Rosenberg). Eis o paradoxo que pretendemos investigar: somente através dos desligamentos, dos vazios, das divisões e das separações gerados pela pulsão de morte os processos de simbolização podem proliferar, se enriquecer e o psiquismo pode se complexificar. Iniciamos analisando a pulsão de morte como força disruptiva para, em seguida, nos determos nas noções de ligação e de desligamento. Finalmente, demonstramos a necessidade de pensar a negatividade como necessária e fundamental para os processos de subjetivação.

Música para ouvir: Brancas e pretas / Paulinho da Viola

Num jogo de vida e de morte / As brancas e as pretas / Sobre o tabuleiro / Ali não há golpes de sorte / Se pensam jogadas / Destino certeiro / O quadro é um mar quadriculado / Sem ondas, parado / Porém de marés / Às vezes um passo mal dado / Um lance apressado / Resulta em revés / Os reis, as rainhas e os bispos / Dominam a cena / Com seu poderio / Da torre se avista o tablado / Peões trabalhando / Por horas a fio / O meu coração anda aos saltos / Parece um cavalo / No seu movimento / Selvagem e até traiçoeiro / Vai sem cavaleiro / Tabuleiro adentro / Parceiros / Duelam paciência / Por vezes se estranham / O amor e a ciência / As pedras ali não têm limo / E mudam de rumo / Por conveniência / Ou por não acharem saída / Não rolam, se deitam / No fim da partida / Composição: Paulinho da Viola e Sergio Natureza

tedn’t right. tedn’t friendly. tedn’t good enough.

[qua] 2 de maio de 2018

«tedn’t law. tedn’t right. tedn’t just. tedn’t sense. tedn’t friendly.» «Tedn’t reet, tedn’t fitty, tedn’t proper» «tedn’t right. tedn’t tidy. tedn’t fair. tedn’t clean. tedn’t good enough.» «’tedn’t right. ‘tedn’t fit. ‘tedn’t fair. ‘tedn’t proper.»

dialeto córnico.

na fala de jud paynter, da série poldark.

***

10h00. parte de mim recusa-se determinantemente a seguir a rotina… acumulei uma sequência de tarefas que nessas próximas duas horas mesmo que me dispusesse executá-las, ainda assim não conseguiria. fiz uma lista do inadiável… para a parte que tenta ser racional talvez, quiça, oxalá, quem dera, tentar desembrulhar.

***

12h05. entre a ideia de ir, porque é a obrigação, e porque dali que tiro a renda, o sustento, e a outra… que acha uma perda de tempo, sua e dos outros, que julga-se por dar aquém, e de certa forma, apenas cumprir tabela, entrar num jogo que não vale campeonato, apenas para empurrar a bola, de forma ordinária, e improvisada…

ah, eu não penso direito, e a solidão faz tudo piorar, como uma espiral abaixo… vou tropeçando, deslizando, escorregando, despencando em queda livre.

12h40. não fui, não irei. ou fico aqui encontrando narrativas que desculpem e suporte essa disfunção, ou apenas uma dissonância?

6c817731cdfd20ada722654d8c48ea58--essencial-facebook

***

Ernesto Caivano, Code and Entropy 2010

Ernesto Caivano, Code and Entropy, 2010

5ea1bb567fdb35247cd1d35a2dd1f0b0

Paulo Zerbato, Knowledge Without Wisdom III, 2011

imagens acima e texto abaixo extraído do sitio: https://outro.pt

«Viver com uma farpa alojada no corpo é desconfortável»

«Mentimos a nós próprios para nos convencermos de algo que justifica o nosso comportamento, alterando sem remorso as nossas crenças, atitudes e opiniões — a suposta residência da “verdade individual” — só para que não nos possam apontar o dedo ou chamar hipócritas. A verdade não deveria ser tão fácil de abandonar, e o lugar da crença torna-se volátil e prescindível. Os nossos alicerces, se os tivermos, devem ser feitos de outra coisa.»

Festinger & Carlsmith – dissonância cognitiva

Título original: “A Lesson In Cognitive Dissonance”

«Se nos lembrássemos de contar todas as nossas incongruências, rapidamente nos desdobraríamos na mais perfeita personificação da hipocrisia. Entende-se por hipocrisia a não-correspondência entre o comportamento e a atitude — “não fazer aquilo que se apregoa” — ou fazer justamente aquilo a que se é manifestamente contra. Sentir-se hipócrita é incompatível com a imagem positiva colada-a-cuspo que nos esforçamos tanto por manter. Se esta integridade for ameaçada, sentimo-nos motivados a restaurá-la num processo semelhante ao da redução da dissonância.

Esta simples premissa, aliada ao conhecimento de que o comportamento pode alterar a atitude, revolucionou não só a psicologia como outras áreas, e tem conhecido aplicações pro-sociais como a socialização de crianças, cura de fobias e vícios, conservação de água e práticas de sexo seguras; mas como nem só do bem vive o homem, a dissonância também foi (e é) aplicada de formas mais perversas. A dissonância aplicada é eficaz sobretudo porque a persuasão e motivação vêm de dentro do indivíduo e da sua necessidade de manter a coesão interna.»

Silvio Vieira, do belíssimo sítio outro.pt

FESTINGER, Leon, CARLSMITH, James, 1957, Cognitive consequences of forced compliance, Califórnia: Universidade de Stanford

***

So needless to say / I’m odds and ends / But that’s me stumbling away / Slowly learning that life is ok / Say after me / It’s no better to be safe than sorry // Take On Me // Compositores: Pal Waaktaar, Morten Harket e Magne Furuholmen

***

13h36 e ainda continuo despencando cada vez mais veloz… começou a chover. nada conforta… cada decisão tomada leva a uma insatisfação maior. é como se houvesse um buraco negro por dentro devorando tudo.

Paul-W.-Ruiz

Paul W. Ruiz

***

21h46… Perdoo-me.

***

«Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos que a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo”. E o monge se calou descabelado. Manoel de Barros.  “Poesia completa” (pp. 385-386)»

Maria Bethânia em “Ruína“, curta metragem de Gabriel Sanna

sexta-feira, até que enfim

[sex] 23 de fevereiro de 2018

 

«A sociedade não é possível a não ser pela língua; e, pela língua, também o indivíduo. O despertar da consciência na criança coincide sempre com a aprendizagem da linguagem, que a introduz pouco a pouco como indivíduo na sociedade.» Émile Benveniste

e outras coisas em espelhodealice.wordpress.com

***

e das canções que ficam rolando pela mente…

«Você quer encontrar a solução / Sem ter nenhum problema / Insistir se preocupar demais / Cada escolha é um dilema / Como sempre estou / Mais do seu lado que você / Siga em frente em linha reta / E não procure o que perder / Se não faz sentido / Discorde comigo / Não é nada demais / São águas passadas / Escolha outra estrada / E não olhe para trás» Compositores: Alvin L. / Dinho Ouro Preto.

Capital Inicial – Não Olhe Pra Trás ft. Lenine

%d blogueiros gostam disto: