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um pálido ponto azul no oceano cósmico

[sex] 25 de maio de 2018

hoje espero ter encerrado uma etapa, um círculo de dor. e adentrar noutra etapa, menos dolorosa, mais viva… cósmica.

«o cosmos é tudo o que existiu, existe ou existirá» Carl Sagan

«os primeiros homens criados e formados foram chamados de feiticeiro do riso fatal, feiticeiro da noite, desleixado e feiticeiro negro […]. foram dotados de inteligência, conseguiam saber de tudo que existia no mundo. quando olhavam, viam no mesmo instante tudo o que havia à sua volta e contemplavam por sua vez o arco do céu e a superfície redonda da terra […]. [então disse o criador]: “eles sabem tudo […] o que faremos com eles agora? que sua vista alcance apenas o que lhes está próximo; que só enxerguem um pouco da superfície da terra! […] não são eles, por natureza, simples criaturas criadas de nossa feitura? têm de ser deuses também?”» popol vuh, dos maias quichés.

«o conhecido é finito, o desconhecido, infinito; intelectualmente estamos numa ilhota no meio de um oceano ilimitado de inexplicabilidade. nossa função em cada geração é reivindicar um pouco mais de terra firme.»  t. h. huxley, 1887

comecei a leitura [cosmos, de carl sagan], nessas algumas horas de espera de hoje.

dia de microcirurgia.

e de greve dos caminhoneiros (ou um locaute!?). o caos das ruas não me pegou… deu tudo certo,

e oito dias de atestado médico para ficar de molho.

e fui-me embora com dor e agradecido.

rascunhei um poema [querido antônio],

tive um insight para reescrever outro poema [aquele do oceano]

e algumas frases para o poemas que estou a escrever

parônimos

[ter] 22 de maio de 2018

a minha página em branco. sempre a página em branco. e escrever… escrever o quê? escrever só porque me propus a escrever todos os dias deste mês? escrever antes de dizer adeus? escrever para dizer que mais um dia varei a madrugada perdido em delírios, ocupando a mente com nada? e apenas adormeci quando o dia se fazia claro [6h00] e fiquei na cama até o último minuto antes de sair [12h00] para trabalhar e quando regressei, [17h30], almocei e dormi até agora… escrever para dizer nada?

e é sério isso… cá a digitar alguns caracteres só porque me obriguei a fazer!? há dias que há motes, uma frase de efeito¹  uma ideia, um livro, uma imagem, uma necessidade preeminente de dizer algo deste boca surda para teus olhos e ouvidos mudos… ou a intoxicada necessidade de vazar a angustia e solidão de cá. mas hoje…

não tenho quase nada a dizer.

apenas tenho ficado por cá, dormindo o máximo que der e me ocupando de coisas que não ferem. eu perco meu tempo. eu deixo a vida passar.

entre aprender e apreender.

e agora, escrevendo isto aqui, e agendando os poemas futuros do outro blogue… na trilha sonora, de fundo: [mind orange – some feelings] [thesecondsex – in a mood] [mild orange – mysight] [feng suave – honey, there’s no time] [feng suave – noche oscura]

 

 

nota de rodapé [para o texto ficar mais fluído…]

¹ [isto me remete a segunda-feira, em que pensava sobre títulos, como tempos atrás havia uma lista gigantes de títulos para o poemas que eu escreveria… todos títulos de efeito, e hoje, apenas consigo nomear os raros fragmentos apenas de exercícios]

ouvindo lábios e vendo vozes

[sex] 18 de maio de 2018

YANNY, LAUREL, REALIDADE E PERCEPÇÃO #meteoro.doc

«Hearing lips and seeing voices», de Harry McGurk e John MacDonald

***

ps: lembrar de comentar as stories.

ando a organizar os blogues, e baixando vídeos. para junho adentrar o mundo off.

***

e foram 3 os movimentos do dia…

o primeiro acima (1h34), o segundo… resisti e fui (6h30), mas não estava lá, apenas um corpo assinando o livro ponto e registrando as formalidades, mas não estava lá… e o terceiro foi no final da tarde (16h50), em que fiquei. não fui.

e choveu. foi uma tempestade.

 

 

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