Archive for the 'Livros' Category

mel de leão

2019, fevereiro 26, terça-feira

agora, antes das oito da manhã e já extrapolei todos os limites do bom senso e do aceitável. por um descuido, por um lapso. eu sou o lapso. relapso.

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agora, depois das sete da noite, e buscando mais na memória sobre o mito de sansão, das estórias de infância, das narrativas de minha mãe e de minhas leituras, pois meu primeiro livro, foi uma bíblia sagrada – edição palavra viva, da editora stampley ent., nihil obstat frei alcino costa, belíssima edição com a capa da cruz dourada, traduzidas pelos missionários capuchinhos de lisboa, repleta de ilustrações e reproduções de quadros clássicos de salvador dali, lucas van valckenborgh, jean-baptiste-camille corotrembrandt, gerbrand van den eckhoutdomenico feti, laurent de la hyrebriton rivière, pieter de grebber, giovanni battista piazzetta, peter paul rubens, jan victors, bernardo cavallino, jean pynas, carl bloch, alessandro turchi, andrea schiavone, entre inúmeros outros; que ganhei no dia 30 de junho de 1985, como anotado na folha de rosto, pela letra de meu pai.

download (2)encontrei essa indicação de leitura: Mel de Leão – O Mito de Sansão, livro de David Grossman

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na trilha de fundo:

Sulamericano (BaianaSystem · Manu Chao); Salve (BaianaSystem · BNegão · Antonio Carlos & Jocafi)

Éterea (Criolo)

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2019, fevereiro 19, terça-feira

idos e vividos… e contando os dias…

editado: este era uma postagem agendada. mas faltava uma imagem.

vai a de um livro que ainda lerei.

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será que perdi a manhã esperando o técnico da vivo?!?

2019, fevereiro 5, terça-feira
Jardim de fazenda com girassóis, c. 1912

Farm Garden with Sunflower, 1912

O Nome dos Gatos

«O Livro dos Gatos» de T. S. Eliot

«Dar nome aos gatos é um assunto traiçoeiro,
E não um jogo que entretenha os indolentes;
Pode julgar-me louco como o chapeleiro,
Mas a um gato se dá TRÊS NOMES DIFERENTES.
Primeiro, o nome por que o chamam diariamente,
Como Pedro, Augusto, Belarmino ou Tomás
Como Victor ou Jonas, Jorge ou Clemente
– Enfim nomes discretos e bastante usuais.
Há mesmo os que supomos soar com som mais brando,
Uns para damas, outro para cavalheiros,
Como Platão, Admetus, Electra, Demétrio
Mas são todos discretos e assaz corriqueiros
Mas a um gato cabe dar um nome especial
Um que lhe seja próprio e menos correntio:
Se não como manter a cauda em vertical,
Distender os bigodes e afagar o brio?
Dos nomes desta espécie é bem restrito o quorum,
Como Quaxo, Munkunstrap ou Coricopato,
Como Bombalurina, ou mesmo Jellylorum…
Nomes que nunca pertencem a mais de um gato.
Mas, acima e além, há um nome que ainda resta,
Este de que jamais ninguém cogitaria,
O nome que nenhuma ciência exata atesta
SOMENTE O GATO SABE, mas nunca o pronuncia.
Se um gato surpreenderes com ar meditabundo,
Saibas a origem do deleite que o consome:
Sua mente se entrega ao êxtase profundo
De pensar, de pensar, de pensar em seu nome:
Seu inefável afável
Inefanefável
Abismal, inviolável e singelo Nome.»
Trad: Ivan Junqueira

Do álbum: será que perdi a manhã enquanto esperava?!? vivo.