Archive for the 'Manel' Category

ando penando…

[qua] 10 de setembro de 2014

ontem, noite:

do dilema docente, dos recortes e exercícios didáticos: 107, 104, 103, 202 e 106. rendeu… principalmente a 202. já que na segunda sai um pouco debilitado da 201. ter funcionado na 202, e na 203,  me dá mais uma variável… que não posso jogar fora tudo o que foi feito por não ter funcionado… mas que apenas não funcionou ainda, ou exatamente, na 201. é necessário adaptar ou reinventar…

depois do debate na 202 que foi para além do sinal/sirene/apito de fábrica/ da aula… o meu sorriso era absurdo… era aquela sensação de eureka! fez sentido, não atuei no vazio. mas são tantos imponderáveis… que essa sensação é um tanto ilusão.

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trilha de retorno, no modo repetição ininterrupta: FES-ME PETONS.

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hoje, manhã: há três discos na máquina – uma coletânea pirata gravada pelo edu contendo os dois primeiros álbuns dos secos e molhados… que começa com sangue latino… “minha alma cativa”… depois vem este álbum: velha guarda da portela – portela passado de glória (ano de 1970) que começa com esta…

e há tantas… destaco esta…

e para finalizar o terceiro álbum é este: paz e amor (álbum de nenhum de nós)

“Não estou bem certo se ainda vou sorrir / Sem um travo de amargura / Como ser mais livre, como ser capaz / De enxergar um novo dia”

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e pela tarde há trabalho…

corrandes de la parella estable

[ter] 9 de setembro de 2014

não sou eu que estou fora de moda.
é a moda. disse deus minutos atrás.

acelerei… errei. calma rapaz… assim ‘cê mete os pés pelas mãos e acaba nisto, nem foi e já acabou o gás.

e sempre essa lava ardendo em fogo vivo… ou essa rocha gélida e mineral. oscilo demais. mas nem tudo esta perdido… desanima não ‘ssor… errar é o próprio caminho e dias assim repletos de questões são positivos – não são?

“jo sóc un home avorrit” e a trilha sonora da ida e da volta.

Manel – Corrandes de la parella estable (Subtitulado Español)

 

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e a pergunta agora é como democratizar a sala de aula? perdido estou.

a solidão me gela demais…

 

um chá de alecrim e um plano quinquenal

[qua] 4 de setembro de 2013

frio. mesa de trabalho organizada (mais ou menos). aulas de hoje encaminhadas (falta apenas avaliar o material produzido pela garotada do terceiro ano). aulas de quinta, também encaminhadas. aulas da semana que vem também. tudo está aparentemente calmo. acordei cedo hoje, estranhamente (acho que esse resfriado ou é uma renite alérgica). três horas e dois litros de água quente (um mate, de corrientes), e chazinho de alecrim, ali do quintal, agora.

é isso. lentamente tudo passa.

Pla Quinquenal – Manel

Ha sonat un clàxon de cotxe encallat Has obert un ull mandrós i callat I has tornat al teu somni privat Pujava el cafè i ens he recordat Ballant a una platja amb barrets mexicans La cara que feies al anar girant Crec que era de felicitat Crec que era de felicitat / De moment no et riuré més les gràciesPer una vegada he entès el que calPassi-ho bé, que m’esborro del mapa / Per preparar a l’ombra un gran pla quinquennal / Sento que et despertes, et vinc a buscar / Nena tens cafè, vols que torri pa? / Al diari rés massa estimulant / Mica en mica ja et vas despertant / I fumes mirant els cotxes passar / T’entregues a l’aire dens del veïnat / Penso proposar que baixem al far / Jo que mai he estat home de mar / Jo que mai he estat home de mar / El primer any compraré una corbataben llarga estampada de colors crusI, el segon, els millors professors europeusm’ensenyaran a fer el nusPel tercer guardo l’antologia dels grans octosíl·labsque parlen de tuI, pel quart, l’edició limitada folrada en vellutI el cinquè ens creuarem perl’Eixample i demanarem taula en un bar de menúsTrauré pit, ensenyaré la corbata, i llavors, bonicaDependrà de tu

avís per a navegants

[seg] 2 de setembro de 2013

enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. enrola. espera. espera. espera. espera. espera. espera. esquece. esquece. esquece. esquece. esquece. esconde. esconde. esconde. esconde. esconde.

fiz um poema: tergiverso o trigo / apodreço o pão / que não será sovado / tampouco comido.

sigo adiando não sei o que para não sei quando e o tempo das coisas escapa e falta. tudo torna-se um transtorno, um desconforto, uma pressão, para mais dia menos dia eu começar a deixar  o tempo das coisas escapar e faltar e tudo tornar-se um transtorno, um desconforto, uma pressão, uma fuga postergadora.

chegaram os livros: faltou só aquela lá da poesia russa.

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“um dia todos morrem, sozinhos”.

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inspiração para o título

Manel – Avís per navegants

o tempo em que ele era capaz de andar dez milhas para apreciar uma boa armadura

[dom] 1 de setembro de 2013

hoje encontrei papéis de 2000. como eu era tão tolo e infantil. não mudei quase nada. entre a estupidez apaixonada e problemática do momento juvenil alterno com momentos senis de apatia e indiferença. estou mais velho que todos os velhos deste mundo – enrodilhado nas minhas minúsculas seguranças imobilizadoras. na vitrola, ouço mordida, beirut e manel. hoje mais manel que qualquer outra coisa. e minha visão periférica vê vultos, coisas se deslocando no ambiente. por vezes levo sustos, fico apreensivo, e quando busco identificar o que seria, percebo que são apenas meus olhos atraiçoando-me. meus olhos fingem. o ambiente é sempre vazio.

[e suprimi um bocado de texto que escrevi por aqui pois entendi que muitas vezes sem perceber meu umbigo fica maior que o universo. e isto é triste. inventar devaneios não adianta. é sempre apenas um solidário medo de se ir…].

citações da leitura diária [andré me soa familiar]:

“Durante o dia todo pensei em André e, por momentos, qualquer coisa vacilava em minha cabeça. Como quando se recebe um choque no crânio, que a visão fica turva e que o mundo aparece em duas imagens, com alturas diferentes, sem se poder situar a de cima e a debaixo. As duas imagens que eu tinha de André, a do passado e a do presente não se ajustavam. Algo estava errado. Este instante mentia: não era ele, não era eu, essa história se desenrolava em outro lugar. Ou então, o passado era miragem, eu me enganara sobre André. Nem uma coisa nem outra, eu me dizia quando via claro. A verdade é que ele tinha mudado. Envelhecido. Não dava mais muita importância às coisas. (…) Antes, ele não teria manobrado às minhas costas, não me teria mentido. Sua sensibilidade, sua moral, se embotaram. Vai prosseguir nessa descida? Cada vez mais indiferente… Eu não quero. Eles chamam indulgência, sabedoria, a essa inércia do coração: é a morte que se instala. “ p. 33-34. A mulher desiludida. Simone Beauvoir.

Passado o primeiro espanto eu me senti leve. A vida a dois exige decisões. “A que hora a refeição? O que desejaria comer?” Os projetos se formulam. Na solidão, os atos se sucedem sem premeditação, é repousante. Eu me levantava tarde, ficava enrodilhada na mornidão das cobertas, tentando apanhar em seu voo fiapos de meus sonhos. (…) Entre minhas horas de trabalho, vadiava.”  p. 42. A mulher desiludida. Simone Beauvoir.

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drão.

(Manel – 10 milles per veure una bona armadura)

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