Archive for the 'Massimo Canevacci' Category

13° da 4ª lua do 9º ano de xiantong… e outras ancoragens

2019, janeiro 27, domingo

eu aqui aprendendo com os kami (神) de konmari na netflix…

e olho para o lado… preciso aprender a por ordem nessa casa… uma casa que ainda não é uma casa, ou não será enquanto eu não der uma cara de casa… preciso cuidar dessa coisa etc e tal, entre o self e o ego.

tentei achar aquela passagem da fala do Samuel Hulak no programa que vi hoje, da série mish mash, que ele falava em identidade, ego, self… não achei. mas deixo o promo do documentário mish mash do canal curta.

e o sutra do diamante:

«Todos os fenómenos condicionados
São como sonhos, ilusões, bolhas e sombras,
Como orvalho e relâmpago;
Devemos contemplá-los desta forma».
Sutra do Diamante

 

 

e a minha conclusão é: se arrume rapaz, arrume sua casa. as coisas tem seu tempo… apenas não se mate de pronto, na ilusão do quarto escuro, nem se mate aos poucos, submerso nestes fantasmas que te acompanham no cotidiano… dialogo, respire… tudo tem seu tempo, e a certos caminhos que precisamos aprender a trilhar no seu devido tempo…

respire, tudo vai dar certo, tudo no seu tempo. amanhã é outro dia, não é…

#paciência e #coragem.

outras referências

ADORNO, Theodor. Indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BURKITT, Ian. Social selves: theories of self and society. London: Sage, 2008.
GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 2002.
JENKINS, Richard. Social identity. New York: Routledge, 2004.
KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro: Record, 2008.

«As pessoas não são más, mano, elas só estão perdidas. Ainda há tempo.»

e pra fechar…

a fala do antropólogo e etnógrafo Massimo Canevacci sobre Smart cities, cultura digital e renovação política. Contradições e possibilidades da revolução 4.0 que encontrei aqui: https://conector.wordpress.com/

scoop

2017, dezembro 1, sexta-feira

Enquanto o texto de ontem, fica na aba dos rascunhos, por eu não ter conseguido terminar a pesquisa iniciada e por ontem e hoje, estar exausto… das leituras da manhã anoto cá

CITAÇÕES QUASE ALEATÓRIAS

“No nível social, às revoluções e rebeliões recorrentes seguiram-se contra-revoluções e restaurações. Das revoltas de escravos no mundo antigo à revolução social do nosso tempo, a luta dos oprimidos terminou no estabelecimento de um novo e melhor sistema de dominação; o progresso teve lugar através do aperfeiçoamento da cadeia de controle. Cada revolução foi o esforço consciente para substituir um grupo dominante por outro, mas cada revolução desencadeou também forças que ‘ultrapassaram a meta’ (…) em todas as revoluções parece ter havido um momento histórico em que a luta contra a dominação poderia ter sido vitoriosa… mas o momento passou. Nesse sentido, todas as revoluções foram revoluções traídas” (MARCUSE, Herbert. Eros e Civilização. R. de Janeiro: Zahar Editores, 1981, p.92).

«A semântica dos tempos históricos parece, então, ter sido substituída pela ubiquidade da vida em rede, a epistemologia histórica parece ter perdido a sua eficácia explicativa sobre o tempo presente uma vez que este tornou-se identificável com o timeless time. A cultura suportada digitalmente é, todavia, a nova e necessária condição de apropriação simbólica e política da história na qual estamos mergulhados (a nossa história). O mundo inteiro é um hotspot, razão pela qual nos podemos mergulhar nele e interessarmo-nos à sua concretude, complexidade e opacidade, sem a preocupação de ficarmos desconectados. Se qualquer vetor temporal parece remeter para o presente, então podemos afirmar que também o futuro é agora, resgatando assim aquela dimensão antropológica da presença analisada por Émile Benveniste: a etimologia de praesens refere-se a “o que está em frente de mim”, e portanto o significado da preposição prae remeteria para o “iminente”, o “urgente”, o “imediato”.²⁶
Isso não significa cair no frenesim da antecipação constante dos acontecimentos futuros (sondagens, scoops jornalísticos ou científicos, projeções de ranking ou guerras preventivas…), mas cair na realidade para recuperar o sentido da prudência. É esta (a possibilidade de cair), de fato, uma outra raiz conceitual do termo presente, que remete diretamente para a condição corpórea e para o andamento físico do ser humano, como sintetizada na dialética entre o estar e o proceder: pôr em prática uma determinada ação ou tarefa, principiar a fazer alguma coisa e continuar, mas também comportar-se ou conduzir-se. Caminhar, dar passos, vem de pro-cedere (evitar a caída, precaver e reequilibrar uma tendência natural em cair pela frente), atitude psicomotora que Hans Blumenberg aponta como ética necessária para não se deixar andar levianamente e não precipitar (càdere). ²⁷» (BALDI, Vania. Humanidade Aumentada? Os desafios da hipercultura na era da sua enfática desintermediação. In book: Estudos Culturais e Interfaces. Objetos, Metodologia e Desenhos de Investigação, Edition: UFSM, Publisher: Universidade Federal de Santa Maria – Universidade de Aveiro, Editors: Flavi Ferreira Lisboa Filho, Maria Manuel Baptista, p.133)

²⁶ Problèmes de linguistique générale, Paris, Gallimard, 1966.
²⁷ Hans Blumenberg, Die Sorge geht uber den Fluss, Berlin, Suhrkamp, 1987.

E UMA LISTA DE DESEJO, DE LEITURAS E RELEITURAS:

O Pêndulo de Foucault, Umberto Eco / Todos do Marcuse / Todos de Adorno / Antropologia do Cinema: do Mito à Indústria Cultural, por Massimo Canevacci
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E MESMO QUE NÃO SEJA UM DIA LINDO… QUE SEJA BOM. HASTA.