Archive for the 'Nando Reis – José Fernando Gomes dos Reis' Category

i’m a cave man

[sex] 24 de agosto de 2018

Homem Primata / Titãs /// Desde os primórdios / Até hoje em dia / O homem ainda faz o que o macaco fazia / Eu não trabalhava, eu não sabia / Que o homem criava e também destruía / Homem primata / Capitalismo selvagem / Ô ô ô / Eu aprendi / A vida é um jogo / Cada um por si / E Deus contra todos / Você vai morrer e não vai pro céu / É bom aprender, a vida é cruel / Homem primata / Capitalismo selvagem / Ô ô ô / Eu me perdi na selva de pedra / Eu me perdi, eu me perdi / I’m a cave man / A young man / I fight with my hands / With my hands / I’m a jungle man, a monkey man / Concrete jungle! / Concrete jungle! // Compositores: Ciro Pessoa Mendes Correa / Jose Fernando Gomes Dos Reis / Marcelo Fromer / Sergio De Britto Alvares Affonso

***

1h31 ontem, faltei, dormi até uma da tarde, tomei banho de sol de uma hora, enquanto mateava, recebi visita, me senti melhor, e no final da noite até caminhei um km, ouvi jorge drexler, com seu 12 segundos de oscuridad antes de ganhar duas caronas seguidas.

estoque de serotonina reabastecido o suficiente para me deixar mais agitado…

***

01h38

Marx e Engels (1980, p.25):

A produção de idéias, de representações e da consciência está em primeiro lugar direta e intimamente ligada à atividade material e ao comércio material dos homens; é a linguagem da vida real. As representações, o pensamento, o intercâmbio intelectual dos homens surge aqui como emanação direta de seu comportamento material.

03h03 -> coruja canta lá fora… Leio David Harley.

4h11… eis que leio… A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.

4h24… levantar em 1 hora.

 

wǔ (五)

[sáb] 28 de abril de 2018

The Rolling Stones – Sympathy For The Devil // Please allow me to introduce myself / I’m a man of wealth and taste / I’ve been around for a long, long year / Stole many a man’s soul to waste / And I was ‘round when Jesus Christ / Had his moment of doubt and pain / Made damn sure that Pilate / Washed his hands and sealed his fate / Pleased to meet you / Hope you guess my name / But what’s puzzling you / Is the nature of my game / I stuck around St. Petersburg / When I saw it was a time for a change / Killed the czar and his ministers / Anastasia screamed in vain / I rode a tank / Held a general’s rank / When the blitzkrieg raged / And the bodies stank / Pleased to meet you / Hope you guess my name, oh yeah / Ah, what’s puzzling you / Is the nature of my game, oh yeah / (Woo woo, woo woo) / I watched with glee / While your kings and queens / Fought for ten decades / For the gods they made / (Woo woo, woo woo) / I shouted out, / “Who killed the Kennedys?” / When after all / It was you and me / (Who who, who who) / Let me please introduce myself / I’m a man of wealth and taste / And I laid traps for troubadours / Who get killed before they reached Bombay / (Woo woo, who who) / Pleased to meet you / Hope you guessed my name, oh yeah / (Who who) / But what’s puzzling you / Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby / (Who who, who who) / Pleased to meet you / Hope you guessed my name, oh yeah / But what’s confusing you / Is just the nature of my game / (Woo woo, who who) / Just as every cop is a criminal / And all the sinners saints / As heads is tails / Just call me Lucifer / ‘Cause I’m in need of some restraint / (Who who, who who) / So if you meet me / Have some courtesy / Have some sympathy, and some taste / (Woo woo) / Use all your well-learned politesse / Or I’ll lay your soul to waste, mm yeah / (Woo woo, woo woo) / Pleased to meet you / Hope you guessed my name, mm yeah / (Who who) / But what’s puzzling you / Is the nature of my game, mm mean it, get down / (Woo woo, woo woo) / Woo, who / Oh yeah, get on down / Oh yeah / Oh yeah! / (Woo woo) / Tell me baby, what’s my name / Tell me honey, can ya guess my name / Tell me baby, what’s my name / I tell you one time, you’re to blame / Oh, who / Woo, woo / Woo, who / Woo, woo / Woo, who, who / Woo, who, who / Oh, yeah / What’s my name / Tell me, baby, what’s my name / Tell me, sweetie, what’s my name / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Oh, yeah / Woo woo / Woo woo // Compositores: Keith Richards e Mick Jagger

Francisco Tárrega – Capricho árabe

Alice Coltrane – Turiya e Ramakrishna

Claude Debussy – Rêverie

Silva – É Preciso Dizer // É preciso dizer / Quando olhas assim / Uma coisa me atropela / Dentro o peito / Como é que se faz / Elevado do chão / Eu flutuo nessa coisa / Do teu jeito / Era noite, já foi / Quase o dia passou / Eu me perco nessas horas / Que te vejo / Deixa ser como é / Tu fizeste outro mar / O oceano dessas coisas / Que desejo / Faz sentido, já é / Essa forma de ver / Sabes bem me manter / Sabes como chegar / Esse mar já deu pé / Nem preciso dizer / Amanhã há de ser / Nosso filme a passar // Compositores: Lucas Souza e Lucio Souza

Silva – Ainda Lembro // Ainda lembro o que passou / Eu, você, em qualquer lugar / Dizendo “aonde você for eu vou” / E quando perguntei / Ouvi você dizer / Que eu era tudo / O que você sempre quis / Mesmo triste eu ‘tava feliz / E acabei acreditando em ilusões / Eu nem pensava em ter / Que esquecer você / Agora vem você dizer / “Amor, eu errei com você / E só assim pude entender / Que o grande mal que eu fiz / Foi a mim mesmo” / Vem você dizer / “Amor, eu não pude evitar” / E eu te dizendo / “Ligue o som / E apaga a luz” / ‘Inda lembro o que passou / Eu, você, em qualquer lugar / Dizendo “aonde você for eu vou” / E quando perguntei / Ouvi você dizer / Que eu era tudo / O que você sempre quis / Mesmo triste eu ‘tava feliz / E acabei acreditando em ilusões / E eu nem pensava em ter / Que esquecer você / Agora vem você dizer / “Amor, eu errei com você / E só assim pude entender / Que o grande mal que eu fiz / Foi a mim mesmo” / Vem você dizer / “Amor, eu não pude evitar” / E eu te dizendo / “Ligue o som / E apaga a luz” // Compositores: Jose Fernando Gomes Dos Reis e Marisa De Azevedo Monte

Silva – Imergir // Fiquei a ver navios / No mar do seu jardim / Foi bem melhor a brisa / Do que pensei que iria ser / Navios dizem recomeço / Do mar ninguém chegou ao fim / Eu vou deixar seu nome imergir / Você tem seus motivos / E os cacos no jardim / Não vou tentar juntá-los / Melhor deixar o mar varrer / Navios dizem recomeço / Do mar ninguém chegou ao fim / Eu vou deixar seu nome imergir / Aah, aah, aah aah / Aah, aah, aah aah / Aah, aah, aah aah / Cartas, imergi-las / Fotos, imergi-las / Datas, imergi-las / Discos, imergi-los / Livros, imergi-los / Beijos, imergi-los / Rastros, imergi-los / Pro seu fim / Cartas, imergi-las / Fotos, imergi-las / Datas, imergi-las / Discos, imergi-los / Livros, imergi-los / Beijos, imergi-los / Rastros, imergi-los / Pro seu fim // Compositores: Lucas Souza e Lucio Souza

Silva – Infinito Particular // Eis o melhor e o pior de mim / O meu termômetro, o meu quilate / Vem, cara, me retrate / Não é impossível / Eu não sou difícil de ler / Faça sua parte / Eu sou daqui, eu não sou de Marte / Vem, cara, me repara / Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim / Só não se perca ao entrar / No meu infinito particular / Em alguns instantes / Sou pequenina e também gigante / Vem, cara, se declara / O mundo é portátil / Pra quem não tem nada a esconder / Olha minha cara / É só mistério, não tem segredo / Vem cá, não tenha medo / A água é potável / Daqui você pode beber / Só não se perca ao entrar / No meu infinito particular // Composição: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte

Silva – Beija Eu // Seja eu! / Seja eu! / Deixa que eu seja eu / E aceita / O que seja seu / Então deita e aceita eu / Molha eu! / Seca eu! / Deixa que eu seja o céu / E receba / O que seja seu / Anoiteça e amanheça eu / Beija eu! / Beija eu! / Beija eu, me beija / Deixa / O que seja ser / Então beba e receba / Meu corpo no seu / Corpo eu, no meu corpo / Deixa! / Eu me deixo / Anoiteça e amanheça (ah ah ah ah ah ah ah) / Seja eu! / Seja eu! / Deixa que eu seja eu / E aceita / O que seja seu / Então deita e aceita eu / Molha eu! / Seca eu! / Deixa que eu seja o céu / E receba / O que seja seu / Anoiteça e amanheça eu / Beija eu! / Beija eu! / Beija eu, me beija / Deixa / O que seja ser / Então beba e receba / Meu corpo no seu / Corpo eu, no meu corpo / Deixa! / Eu me deixo / Anoiteça e amanheça (ah ah ah ah ah ah ah) / Beija eu! / Beija eu! / Beija eu, me beija / Deixa / O que seja ser / Então beba e receba / Meu corpo no seu / Corpo eu, no meu corpo / Deixa! / Eu me deixo / Anoiteça e amanheça ahh // Compositores: Arnaldo Antunes, Arto Lindsay e Marisa Monte

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do insight… ser ponta de lança, ponta firme, um homem válido.

e das coisas de hoje… sábado de folga total.

um depósito de pigmentos férricos

[sex] 27 de abril de 2018

minhas olheiras estão monstruosas

e por falar em olheiras, lembrei dessa canção cá: na estrada, aqui cantada por silva

composição de marisa monte e nando reis.

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que cara esperto que sou… deve R$ 4,00 para BU [biblioteca universitária] e ainda não terminei de ler os livros.

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*

e bizarramente me peguei recordando do meu primeiro beijo juvenil.

*

cantarolando, do nada, «alguém está tentando acreditar que as coisas vão melhorar ultimamente. A gente não consegue ficar indiferente debaixo desse céu…»

*

e voltando para casa… após conversar com sil, tive um insight…

mas quando eu estiver morto suplico que não me mate

[sex] 13 de janeiro de 2017

PELA MANHÃ

acordei assim,
sentimental,
meio perdido em mim.
o que é um tanto normal,
um lugar cotidiano.
e me peguei olhando nossas fotos,
um dia desses,
e o que era ontem,
hoje é tão distante.
você tem um sorriso bonito,
vai contente,
meus olhos uma lágrima,
por não poder ser
constante,
por que eu preciso tanto me esconder?
e desses fotogramas,
fragmentos da memória,
desatam um misto de saudade do que fomos,
porque por alguma fração do tempo fomos felizes.
meus olhos quase verdes iam dentro de ti,
eu te amei tanto,
que por um instante
acreditei em mim.
tua graça, tão única,
foi capaz de romper
a minha dura casca
a minha mudez
essa minha tristeza.
essa loucura,
essa mortal insensatez.
e por tudo isto,
te amei.
no instante que fui contigo,
fui muito além do que sozinho
um dia poderei ser.

***

nessa semana tudo ficou em suspensão. lá no fundo da memória emergiu uma canção: «Se fiquei esperando meu amor passar / já me basta que então eu não sabia amar / e me via perdido e vivendo em erro / sem querer me machucar de novo / por culpa do amor / … / Se fiquei esperando meu amor passar / já me basta que estava então longe de sereno / e fiquei tanto tempo duvidando de mim / por fazer amor fazer sentido…»

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o título vem dessa canção: Sutilmente / Composição: Nando Reis e Samuel Rosa / E quando eu estiver triste / Simplesmente me abrace / Quando eu estiver louco / Subitamente se afaste / Quando eu estiver fogo / Suavemente se encaixe / E quando eu estiver triste / Simplesmente me abrace / E quando eu estiver louco / Subitamente se afaste / E quando eu estiver bobo / Sutilmente disfarce / Mas quando eu estiver morto / Suplico que não me mate, não / Dentro de ti, dentro de ti / Mesmo que o mundo acabe, enfim / Dentro de tudo que cabe em ti / Mesmo que o mundo acabe, enfim / Dentro de tudo que cabe em ti.

PELA TARDE: não se demore por cá, vá.

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adendo: pelo meio da tarde lá vou eu. gordo, careca, com dermatite no meio da face, depois de dias esperando, ou seria um mês, determinado para resolver seja lá o que for… mas quando chego, problema 1. descubro que preciso pagar em cash, n]ao tenho cash. mas tem cartão, basta um caixa e um saque. problema dois… fila gigante. problema três… banco fora do ar. problema quatro, sistema voltou…, mas eis que percebo que meu cartão venceu em dezembro. que bosta… agora é voltar e recomeçar amanhã. e visitar o banco segunda.

o lado bom é que enfim resolvi ler agualusa e seu teoria geral do esquecimento.

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notaderodapé: hoje é aniversário de meu irmão.

il mondo… ou ninguém se sente um adulto. e esse é o segredo sujo do mundo.

[dom] 2 de agosto de 2015

seriamente pensando em mudar-me… mas as semanas passam e caio na zona de conforto, nos velhos hábitos… nos mesmos pensamentos. e quando vejo o tempo voou. da cama para o sofá, do sofá para a cadeira…

mais uma semana de telecine aberto e não fiz nada… do sofá da sala da casa da mãe para o quarto-escritório jogar war online. chegando ao cúmulo de esgotar os plano ‘b’ e ‘c’ nas aulas de sociologia – aqueles planos tapa-buraco para quando você não tem como seguir o planejamento das aulas porque deixou de fazer um dos movimentos necessários (tipo corrigir avaliações ou preparar o material específico para aquele dia (a ficha, o questionário, o texto de subsídio etc) e precisa improvisar… foi uma semana desleixada. mas tudo vai assim, algo como dois ou três dias empolgado e um mês inteiro no ostracismo. deprê.

algo bom nesta semana foi que passou por cá o camarada fukuta. quando ele avisou que estava chegando, eu fiquei meio contrariado… mas no fim, ele veio de visita, retornou de suas férias em são paulo, e foi bom ele ter passado por cá… ajuda a desanuviar, botar o papo em dia… ter amigos é bom. mas já foi, voltou para laguna e para seu curso de arquitetura… pensando em ir para o cinema – sempre pensando em não terminar e ir para outro lado. somos bem diferentes, mas temos algumas coisas em parecido. é bom recebe-lo e bater um papo. conversar abertamente sobre a vida.

uma coisa que me incomodou profundamente e me tomou uma semana inteira foi que nessa semana que passou tudo foi bem estressante com o meu primo. joguei algumas verdades, fui duro… mas parece que ele baixou a guarda… mas sei não. e também não sei se estou disponível para dar ajuda… para aguentar esse tranco de ter que dar suporte emocional e agir como “pai” ou “mãe” de alguém mais velho do que eu, só porque o cara não está jogado no mundo e se afundando na sua incapacidade de se ligar afetivamente com as pessoas…

e porra, eu não cheiro cocaína e/ou fico bêbado constantemente, mas não estou muito longe dele nesse quesito emocional. talvez viver perto dos parentes (pais e filha) dê essa impressão que as coisas são mais sólidas do que de fato são. as vezes eu me sinto, literalmente, numa ilha. perdido… errando.

e já são quase trinta e três…

mas ninguém se sente adulto, foi o que disseram no filme. faz sentido.

trilha desta postagem (na itapema…):

David Byrne - Neighbourhood
Jorge Drexler - La trama y el desenlace
Arnaldo Antunes e Nando Reis - Não Vou me Adaptar

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a trilha sonora de um filme de ontem (about time) e outro de hoje.

1. The Luckiest – Ben Folds
2. How Long Will I Love You – Jon Boden, Sam Sweeney, Ben Coleman
3. Mid Air – Paul Buchanan
4. At The River – Groove Armada
5. Friday I’m In Love – The Cure
6. Back To Black – Amy Winehouse
7. Gold In Them Hills – Ron Sexsmith
8. The About Time Theme – Nick Laird-Clowes
9. Into My Arms – Nick Cave & The Bad Seeds
10. Il Mondo – Jimmy Fontana
11. Golborne Road – Nick Laird-Clowes
12. Mr. Brightside – The Killers
13. Push The Button – Sugababes
14. All The Things She Said – T.A.T.U.
15. When I Fall In Love – Barbar Gough, Sagat Guirey, Andy Hamill, Tim Herniman
16. Spiegel Im Spiegel – Arvo Pärt
17. How Long Will I Love You – Ellie Goulding

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1. Poison Tree – Moby
2. Uh Uh Uh – Hey Willpower
3. Hotter Sweeter – Miss TK & The Revenge
4. Runnin’ Away – Ryan Dilmore
5. In the Moonlight – Dawn Mitschele
6. Beethoven: 1. Erwachen heiterer Empfindungen bei der Ankunft auf dem Lande: Allegro ma non troppo [Symphony No. 6 in F, Op.68 -“Pastoral”] Berliner Philharmoniker, Herbert von Karajan
7. Vedrò con mio diletto – Philippe Jaroussky with Ensemble Matheus
8. Tannhäuser: Overture – Chicago Symphony Orchestra
9. Piano Concerto No. 5: 2nd Movement – The Blainville Symphony Orchestra’
10. Soave sia il vento – Carol Vaness, Delores Ziegler, Claudio Desderi & London Philharmonic Orchestra
11. Médiation – Michel Schwalbe with Berliner Philharmoniker
12. Concerti op.3, No.10 ‘L’estro armonico’: Allegro – Angel Romero, Pepe Romero, Celedonio Romero, Celia Romero, The Academy of St. Martin-in-the-Fields, Iona Brown
13. La scala di seta: Overture – The Academy of St. Martin-in-the-Fields
14. I’ve Got a Right To Lose My Mind – Margo White
15. All the Girls Be Mad At Me – Lippay
16. Lost Dreams – The Soulsations
17. Cali Frame – Medusa
18. Zefiro torna (Ciaccona) – L’Arpeggiata with Philippe Jaroussky, Núria Rial
19. Favorite Song – Kaiser Cartel
20. I Want a Kenyon Man – Calle Voce

missing enough to feel alright

[qui] 5 de fevereiro de 2015

16h01min.

e falta uma hora para sair. falta tanta coisa por ser feita. fiz tão pouco hoje.

e ontem não foi imenso… pois eu não a vi.

ontem foi exaustivo… cansei. foi o primeiro dia na escola.

não sei se foi o dormir pouco, ler muito, preparar texto, expor para os demais, e alimentar-se mal… e ficar tanto tempo focado em uma coisa… mas ontem cheguei tão cansado em casa que a vontade foi de dormir e avancei hoje um bocado.

o diferente é: trabalharemos com temáticas buscando uma interdisciplinaridade… e na área de ciências humanas estamos em migração.

* e para ela uma canção: nando reis e andréa martins – Luz Dos Olhos. e vou pensar positivo. para a vida ficar mais clara e viva. tomará que ela não desista de mim, eu não desisti. e que possamos nos reencontrar.

domingo

[dom] 8 de dezembro de 2013

e não é que chegou o próximo domingo. chegou assim, cheio de pensamentos que me enchem e não me deixam escapar… enquanto cantarolo desafinadamente aquelas canção titânica «e antes que eu esqueça aonde estou, antes que eu esqueça aonde estou, aonde estou com a cabeça? (…) domingo eu quero ver o domingo passar… domingo eu quero ver o domingo acabar.»

eu apareci aqui várias vezes… tentei alguns textos que ficaram para rascunho e nada saía além de um autodescontentamento, uma dificuldade de imprimir ações enquanto tudo é apenas expectativa e postergação… porque eu miro este ano que passou e vejo que houve avanços, mas no geral tudo parece tão igual… tudo desolado, tudo abandonado, tudo adiado para um certo dia em que não se adiará nada… mas o meu ácido gástrico não me deixa ver assim de forma tão romântica tudo isto que tenho feito, ou não feito, como queiram. por isto, por não encontrar o equilíbrio diante destes movimentos contrários e contraditórios, que não consegui escrever uma linha que valesse… a minha cabeça, hoje, cheio de pensamentos que me desassossegam me permitiu somente uma lista aleatória de canções titanicamente dominicais…

Titãs – Domingo; Por Onde Andei – Nando Reis; Titas – Querem Meu Sangue; Não vou me adaptar- Arnaldo Antunes e Nando Reis (Ao vivo no estúdi 2007); Titãs – Nem 5 minutos guardados; Titãs – Senhora e senhor; Titãs – Toda Cor; Titãs – Caras como eu; Titãs – Insensível; Titãs – Anjo Exterminador; Titãs – O Inferno São os Outros; Titãs – Clipe “Quanto Tempo”; Titãs – Antes De Você; Titãs – Sua impossível Chance; Titãs – Clipe “Porque Eu Sei Que É Amor”; Titãs – Pelo Avesso:

«Vamos deixar que entrem / Que invadam o seu lar / Pedir que quebrem / Que acabem com seu bem-estar / Vamos pedir que quebrem / O que eu construí pra mim / Que joguem lixo / Que destruam o meu jardim // Eu quero o mesmo inferno / A mesma cela de prisão – a falta de futuro / Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro // Vamos deixar que entrem / Que invadam o meu quintal / Que sujem a casa / E rasguem as roupas no varal / Vamos pedir que quebrem / Sua sala de jantar / Que quebrem os móveis / E queimem tudo o que restar // Eu quero o mesmo inferno / A mesma cela de prisão – a falta de futuro / Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro / Eu quero o mesmo inferno / A mesma cela de prisão – a falta de futuro / O mesmo desespero // Vamos deixar que entrem / Como uma interrogação / Até os inocentes / Aqui já não tem perdão / Vamos pedir que quebrem / Destruir qualquer certeza / Até o que é mesmo belo / Aqui já não tem beleza / Vamos deixar que entrem / E fiquem com o que você tem / Até o que é de todos / Já não é de ninguém / Pedir que quebrem / Mendigar pelas esquinas / Até o que é novo / Já esta em ruínas / Vamos deixar que entrem / Nada é como você pensa / Pedir que sentem / Aos que entraram sem licença / Pedir que quebrem / Que derrubem o meu muro / Atrás de tantas cercas / Quem é que pode estar seguro? // Eu quero o mesmo inferno / A mesma cela de prisão – a falta de futuro / Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro // Eu quero o mesmo inferno / A mesma cela de prisão – a falta de futuro / O mesmo desespero»  // Sérgio Britto.

Agora eu arrumar essa casa, esse quarto. e mais tarde vou caminhar nesta chuva enquanto as nuvens estiverem por cá.

dessa vez

[qua] 4 de dezembro de 2013

5h33. ‘cê sabe o que deve fazer… mas você não quer fazer agora. dorme desgraçado.

11h28. se foi. e brotam do vazio um turbilhão de pensamentos desencadeando questões como: e agora josé?

12h35. um mate, mas antes lavar a louça, pois o moço é uma confusão danada, mas ele é só e algum dia tem que lavar a louça.

13h45. paciência por mais quinze minutos porque procrastinar é o ó.

14h11. esse texto “toma” consciência de si e se auto-esclarece sobre o sentir das coisas quando se tem que fazer algo e não se faz e ai se calcula e vê-se que os prazos são curtos e bate aquele desespero sem tamanho como se tudo estivesse perdido e você tivesse jogado tudo fora e ai você lembra… respira, toma fôlego, bota o nando (http://www.radio.uol.com.br/#/volume/nando-reis/para-quando-o-arco-iris-encontrar-o-pote-de-ouro/18498) para cantar (uma, duas, três vezes… – naquela tua mania monotemática de ouvir a mesma música ou disco o dia inteiro), solta o medo e toda essa confusão ai de dentro através deste teu canto torto, desafinado, esgoeladamente profundo… e chega lá naquela zona calma… “o que é feito é feito, o que faço é agora e o que farei é amanhã. agora rema porque são só teus braços que te vão tirar desta e d’outras…

14h40. um chá de alecrim e esta postagem por enquanto.

14h59. ps: esta postagem já é a 1008 (é, eu publico coisas ai no meio, neste labirinto do tempo. é que exclui a minha conta no orkut e anotei por cá recados/depoimentos bacaninhas para não esquecer… porque eu esqueço tanto nesta vida)… e é na narrativa do outro (o eu de outro tempo ou tu ai mesmo que me lê e tece uma narrativa a partir do que faço, escrevo, demonstro, e/ou escondo) que delimito o que sou/estou agora… essa coisa precária, provisória, imperfeita…

a dobra do mar

[qui] 21 de novembro de 2013

Que contradição, tal qual um nasrudin, sigo morro acima levando minha canoa nas costas… ô sufoco besta.

um mate para acordar

um bule de chá pela tarde

um quilo de café na noite

um pouco de leitura filosófica

algumas partidas de xadrez

um dia inútil e estranho

uma ansiedade silenciosa [eu no meu vasto mundinho sem querer levar um papo com ninguém guardando tudo para mim…]

e…

[para efeito de registro caso eu venha logo a frente esquecer e continue nesta vida besta que tudo melhora, mas também piora] há alguns compromissos ainda até meados de dezembro, mas tecnicamente encerrou-se o ano profissional e me sinto mais esclarecido após dois anos de magistério. estou mais ciente das debilidades (teóricas, pedagógicas, práxis educativa e militante) e dos caminhos possíveis, cresci um bocado este ano… e para ano que vem, porque nas três próximas semanas é momento de delimitar alguns caminhos possíveis (2ª chamada do concurso para magistério estadual, complementação de carga horária, e 1ª chamada pra act) e como passei no concurso, posição 25 para 29 vagas é aguardar até segunda e descobrir o que sobra para mim. há uma penca de escolas em palhoça, algumas poucas na ilha, meia dúzia em são josé e biguaçu e aquelas que são lá na volta do mundo… santo amaro, anitápolis, águas mornas, são pedro, governador. E se me sobrar só uma destas últimas? o que é mais do que provável… e dez horas apenas… porque dez horas é pouco e estou sentindo isto na pele neste final de ano que tenho que contar cada moeda. mas sei lá… tudo vai se encaminhar. mas até lá…

um mate para acordar

um bule de chá pela tarde

um quilo de café na noite

um pouco de leitura filosófica

algumas partidas de xadrez

um dia inútil e estranho

uma ansiedade silenciosa

e… amanhã é outro dia… e “quem bater primeiro a dobra do mar dá de lá bandeira qualquer, aponta pra fé e rema”

trilha sonora neste dia chato de quase chuva: cássia eller, nando reis e los hermanos.

polaco loco paca…

[seg] 11 de novembro de 2013

DIA 9/11. vem disto aqui…

«Paulo Leminski, Polaco loco paca»

Curta-metragem sobre o poeta paranaense Paulo Leminski em Porto Alegre durante a década de 1980. A direção é de João Knijinik.

que é profundo pacas…

A linguagem dá um barato fundamental no ser humano. Não é preciso justificar isto a luz de nada. Isso ai que é fundamental, as outras coisas é que têm que ser justificadas“.

DIA 11/11 Eu pretendia publicar isto dia 9, mas a internet ‘tá uma bosta (é que agora eu compartilho o wifi e o custo dela, positivo isto, negativo é o modem ficar tão longe, mas é a tática nesta minha luta para sobreviver com menos de um salário mínimo). Mas não faz mal¹… Caminho lentamente para um refazer-me, e me desfaço da tevê, minimizo a vida por cá (no espaço virtual), e sobra mais tempo para leituras (aquela  pilha enorme de livros esperando que eu vá pôr em alguma aleatória ordem… cá em minha cuca), e sobra mais tempo para meus projetos de escavações e empilhamentos de pedras (eta hôme besta! o sol ali fora e tu com a cara metida dentro da terra feito avestruz)… sobra mais tempo para finalizar o preenchimento dos diários de classe e encerrar minhas aulas de 2013² (que tem sido um misto de doce e amargo) e reaprender xadrez (e jogar com izabel… mas ela é toda séria, trágica, dolorosa, e um cadinho triste… não puxou toda de mim, já que peguei ela a meio caminho andado… mas acredito que esse pé na dor é daqueles que compartilham cedo os sofrimentos desta vida) e ouvir música… NO VOLUME MAIS ALTO QUE SE POSSA IMAGINAR (mas calma, moro no mato, e além, as músicas têm qualidades agradáveis…)

Mas eu pretendia publicar… e não é por nada disto acima que não publiquei… é que fiquei matutando um poema, e das 20 folhas rabiscas saiu nada definitivo… tudo ainda é um rascunho, apenas isto aqui é certo:

Calo este silêncio todo

Que estronda meu oco

Calo este silêncio todo

E te ouço, polaco loco!

notas de rodapé:

¹ link para canção> Hey Babe – Nando Reis

² hoje, passei umas duas aulas num ótimo bate-papo tete à tete com um estudante (que estava matando aula de outros dois professores), e quando chego em casa, recebo recado de um outro estudante, aluno de 2012, um dos mais críticos e engajado que já conheci, dizendo que sente saudades de minhas nossas aulas críticas e sensatas (agora a professora de sociologia parece ser conservadora). E são momentos assim, porque prefiro mais o papo com os estudantes (aqueles poucos que a gente consegue sensibilizar, tocar com o argumento sociológico) do que com os professores, quase todos cheios de seus moralismos. eu acho a escola tão chata, tão absurdamente sufocante, que os poucos momentos de lucidez em sala que conseguimos ter são tão intensos, e isto é o doce, mas são tão raros, e isto é o amargo… como a juventude pode sonhar se todos os adultos referenciais vão zumbizando. E também, muitas vezes me sinto como se estivesse falseando, me sinto capenga nos meus desenvolvimentos… como abordar coerentemente e criticamente conteúdos, temas, tópicos, conceitos se me distancio deles, se na minha prática política me distancio do movimento real? como posso desarticular tanto assim teoria e prática? isto me leva a questionamentos se o que estou fazendo tem algum sentido, e são nessas conversas ou alguns momentos em algumas aulas ou recados e mensagens como esta do gui, que me dizem que há algum sentido, que não está tudo perdido… que a minha existência e meu ofício faz uma mínima diferença… mas o ponto correto, e sei disto, não é questionar a docência e sim a ausência de militância. mas minha cabeça é tão torta… preciso bater mais um pouquinho ela no chão para ver se os parafusos de acertam. animo meu rapaz, animo. lembra do mantra: paciência e coragem, paciência e coragem. Levanta essa bunda e vai lá…

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