Archive for the 'Nelson Motta – Nelson Cândido Motta Filho' Category

certas coisas…

[seg] 20 de julho de 2015

sabe aqueles dias em que você acorda durante o estágio do sono em que sonhas e alguns fragmentos ficam pelo resto do dia, com uma clara impressão que aquilo é algo que real… você sabe que é apenas um sonho, mas a impressão… e foi assim,

hoje eu me despedia de alguém querido. e ficávamos bem, tudo seguia em paz… e, ontem, no sonho de ontem, eu estava perdido girando de bar em bar atrás de um abrigo que me devolvesse alguma identidade…
era apenas sonhos…

e agora na vitrola: «a vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim. cada voz que canta o amor não diz tudo que quer dizer… tudo que cala fala mais alto ao coração… silenciosamente eu te falo com paixão, eu te amo calado, como quem ouve a uma sinfonia de silêncio e de luz. nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som. tem certas coisas que eu não dizer… » na voz de lenine.

 

vamos limpar o porão?

[qua] 26 de novembro de 2014

13:55

lotado. exausto… necessitando vazar desta carcaça. ando dormindo tarde e acordando cedo, ou seja, ando com o tempo todo tomado por demandas alheias, d’outros… estou sentido aquela vontade de ficar um bocado em silêncio, solito... ou de dormir mais um pouco e acordar sem a pressão para isto ou para aquilo ou sendo cobrado por chegar atrasado neste ou faltar naquele compromisso que esqueci completamente…

mas vamos lá… embora para o grupo de teatro – dar o suporte, chegar no horário, viabilizar – e depois para os encontros em sala na busca da recuperação de notas… mas sobretudo na busca do diálogo… e fechar essa tonelada de médias

ps: esse sistema burocrático em que vivemos é asfixiante.

***

23:55

ontem, na reunião do conselho deliberativo na escola…

onde eu ia cheio de esperança de encontrar o embrião de um núcleo de ação…

entre uma fala e outra… ia viajando, e o diretor puto porque, como ele diz, eu choro demais. ou seja, na opinião dele falo muito sobre coisas distantes e faço pouco. mas não concordo com essa avaliação – as coisas vão caminhando… mas sei que essa implicância evidência divergências de base ideológica e sei que, propositalmente, estou tocando em questões que são problemáticas para ele, para a gestão dele, como: transparência das ações e mobilização da comunidade. enfim, estou a pegar no pé dele.

e minhas falas evidenciam este meu incomodo com essa institucionalidade formal que desdemocratiza a comunidade… e ao mesmo tempo não visualiza que é preciso viajar… sonhar mais alto. meu desconfortável choro dialoga com minha viagem; meu desconforto diante do conformismo alheio, da desarticulação, de um centralismo autoritário são motivados pelo desejo transformar a aridez diária da escolarização sob a hegemonia do capitalismo, que fragmenta e individualiza os sujeitos…

**

mas não era bem isto que queria dizer quando comecei este adendo a postagem. o pensamento surgiu durante a reunião e era assim: eu sou um copiador. não invento nada novo.

e isto não é negativo. pois talvez esteja ai o sentido, a graça de ser essa coisa inacabada e rolante pelo mundo… talvez ai esteja o dom, a dádiva, que é fazer circular ideias que são boas. e sigo tentando replicar coisas que aprendi no convívio com outros e que sensibilizaram-me… então não inventar nada novo não é o que te faz menos, mas sim mais… absorver e resignificar práticas e ideias que motivam a viver, que nos dão um sentido humanizante… ir na busca, na tentativa de aprender a replicar que aprendemos e construímo-nos enquanto o novo…

se não invento a ideia, busco coletivamente inventar ações sobre as ideias boas que estão ai… porque, longe do determinismo absoluto ou do subjetivismo niilista… a vida é dialética… e «nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará… A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo… Tudo muda o tempo todo no mundo». Aloha.

incompleto (ou ‘dear prudence won’t you come out and play?’)

[qua] 29 de outubro de 2014

Introdução: Há dias em que me canso de estar só. Em outros essas solicitações d’outros me cansam. E a marcha da vida segue, com seus conflitos, suas frustrações, seus desafios, seus projetos… Sei que hoje eu não sei muito não. Sei nada quase nada. Sei que é tarde e, aparentemente, sou, sempre no mesmo lugar, aos pedaços – eu incompleto tudo.

Tabela de planejamento de ações – ou notas para logo mais:

Tarefa

Realizada

Não realizada

 nada de internet logo mais  x
 fechar diários que faltam  x
 ler caderno 5 e responder 1 questão do caderno  x
 organizar dias de vídeo/lab informática  x
 organizar saída de campo com estudantes – IFSC/UFSC  +- falta comunicar escola e declaração dos pais
 pensar o grupo de teatro  x próx. reunião 5/11
 comprar tinta para impressora x
 lavar sandália  x
 comprar alpargatas  x
 conversar com direção sobre o problema do machismo de certos professores em sala – tirar um encaminhamento disto  x
 conversar com a direção sobre a solicitação de um minicampeonato de futsal na escola   +- arti. c/ prof. ed. fis feita, falta direção.
 articular uma reunião logo do conselho deliberativo  x
 montar um grupo de trabalho  x
 Regar as plantas  x
 …

***

Professor-cantor ou da trilha sonora das aulas – Entre a alienação e dialética.

«Janaína acorda todo dia às quatro e meia / E já na hora de ir pra cama, janaína pensa / Que o dia não passou / Que nada aconteceu // Janaína é passageira / Passa as horas do seu dia em trens lotados / Filas de supermercados, bancos e repartições / Que repartem sua vida»

ou

«Wave / Come fa un’onda // Interprete: Renato Russo / Composição: Lulu Santos/Nelson Motta/ Tradução: Massimilliano De Tomassi /// Niente di ciò che verrà domani / Sarà com’è già stato ieri / Tutto passa tutto sempre passerà / La vita, come un’onda come il mare /  In un va e viene infinito / Quel che poi vedremo è / Diverso da ciò che abbiamo visto ieri / Tutto cambia, il tempo tutto nel mondo / Non serve a niente fuggire / Nè mentire a se stesso / Amore, se hai ancora un posto nel cuore / Mi ci tuffo dentro / Come fa un’onda nel mare»

 

***

Levantamento sobre Teatro na escola:

https://institutoaugustoboal.files.wordpress.com/2013/04/dissertac3a7c3a3o-mestrado-emiliana-marques-1.pdf

http://www.programabolsa.org.br/pbolsa/pbolsaTeseFicha/arquivos/tese_waldimir_rodrigues_viana.pdf

http://academico.direito-rio.fgv.br/ccmw/images/e/e5/Direitos_Humanos_-_aluno.pdf

https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/9453/1/Alcantara%2520pt%25201.pdf

http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/17546/17546_7.PDF

http://teatrodooprimido.wikispaces.com/file/view/TEATRO+DO+OPRIMIDO.pdf

http://www.cdcc.sc.usp.br/CESCAR/Conteudos/26-05-07/Oficina_Jogos_Teatrais.pdf

http://web2.ufes.br/arteeducadores/relatos/medio_2009_2/m9_2_002.pdf

**

Investigações a cerca do decreto 8243 de 2014 – Política Nacional de Participação Social.

Em um texto anti-decreto encontrei isto… Não conhecia. Mas simbora… «I’m back in the USSR / You don’t know how lucky you are, boy / Back in the USSR, yeah…» Lennon-McCartney.

«Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente?, reza o parágrafo único do Art. 1º da Constituição Federal de 1988 (CF88). Por outro lado, o Título VIII, ?Da Ordem Social?, estabelece várias formas de participação, sendo que o Art. 204, ao tratar da assistência social, define especificamente diretrizes para a descentralização político-administrativa e a participação popular na formulação de políticas públicas setoriais.

                                                             
Na CF88 está prevista a instalação de quinze tipos de conselhos, diferenciados por sua inserção normativa, vinculação, atuação, composição, competência e natureza. Regulamentados por lei complementar, inúmeros funcionam rotineiramente, e esse funcionamento passou a ser condição legal para o repasse de recursos financeiros da União e dos estados. Outros cumprem funções relativas à avaliação de instituições públicas.
A diretriz constitucional da descentralização político-administrativa e da participação popular tem sido diretamente responsável por resultados positivos na formulação e avaliação de políticas públicas de setores de direitos fundamentais, há anos.
Apesar de tudo isso, o Decreto nº 8.243 de 23 de maio, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS), tem provocado uma irritada reação das forças conservadoras. Na Câmara dos Deputados, a oposição faz obstrução da pauta e ameaça impedir a votação de qualquer projeto de lei até que o decreto seja revogado. Além de líderes partidários, editoriais e colunistas de jornais tradicionais têm atacado a PNPS.
É interessante observar que os oligopólios de mídia lideram a reação conservadora: “golpe contra a democracia”, “devastadora desconstrução da democracia”, “decreto suspeito”, “bolivarismo” e “chavismo” são algumas das acusações ao decreto. » Extraído de ‘por que a mídia é contra o decreto nº 8.243’, por Venício Lima.
ou esta entrevista ‘Ex-reitor: Partidos contra decreto de Dilma querem preservar privilégios‘ com José Geraldo de Sousa feita por Conceição Lemes e Patrick Mariano

come fa un’onda

[qua] 6 de março de 2013
«niente di ciò che verrà domani sará com’è già stato ieri. tutto passa tutto sempre passerà. la vita, come un’onda come il mare in un va e viene infinito. quel che poi vedremo è diverso da ciò che abbiamo visto ieri, tutto cambia, il tempo tutto nel mondo… non serve a niente fuggire nè mentire a se stesso. amore, se hai ancora un posto nel cuore mi ci tuffo dentro… come fa un’onda del mare» Renato Russo. Composição: Lulu Santos / Massimilliano De Tomassi / Nelson Motta
ando estudando muito, lendo todos os dias, preparando aulas… e o tempo para a vida evapora. o tempo para isto aqui também. e os pensamentos vem e vão… são apenas pensamentos. e aos poucos, bem aos poucos… vou colocando a vida em ordem, médicos, dentistas, dietas, rotinas, contas… e chove. só, chove.

tranquilo…

[qua] 25 de maio de 2011

Tranqüila levo a vida tranqüila / Não tenho medo do mundo / Não vou me preocupar / Tranqüila levo a vida tranqüila / Não tenho medo da morte / Não vou me preocupar / Que passe por mim a doença / Que passe por mim a pobreza / Que passe por mim a maldade, a mentira e a  falta de crença / Que passe por mim olho grande / Que passe por mim a má sorte / Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância / Tranqüila levo a vida tranqüila / Que me passe / A doença que me passe / A pobreza que me passe / A maldade que me passe / Olho grande que me passe / A má sorte que me passe / A inveja que me passe / A tristeza da guerra / Tranqüila levo a vida tranqüila / TRANQUILO / Composição: Kassin / Interpretação: Thalma de Freitas

Não existiria som se não houvesse o silêncio / Não haveria luz se não fosse a escuridão / A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim // cada voz que canta o amor não / diz tudo que quer dizer / Tudo que cala fala mais alto ao coração / Silenciosamente eu te falo com paixão / eu te amo calado como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz / nós somos medo e desejo / somos feitos de silêncio e som / tem certas coisas que eu não sei dizer // A vida é mesmo assim / dia e noite / não e sim / eu te amo calado / como quem ouve / uma sinfonia / de silêncio e de luz / nós somos medo e desejo somos / feitos de silêncio  / e som / tem certas coisas / que eu não sei dizer // Composição: Nelson Motta e Lulu Santos / Interpretação: Milton Nascimento

As vitrines estão sempre acesas / A paz é feita de pequenos crimes / E de muros cada vez mais altos / Aguardando grandes assaltos / Vigiados todos nós estamos calmos / Não podemos ler as placas e os out-doors / Não teremos filhos, netos / Não tivemos pais e avós // A paz é inútil para nós / A paz é o que não podemos ter / Que a paz esteja com você / A paz com todas as forças / Prá deixar tudo como está / Na TV, na vitrine, no cartaz / Não se deve perturbar a paz / Fique em paz! // Ao som dos alarmes / Homens e mulheres armados / Cães e crianças brincando com armas / A paz com todas as forças / Fique em paz / A paz é inútil para nós / Fique em paz / Que a paz esteja com  você // A paz está por trás de doces palavras / E lenços brancos e buquês de flores / Pairando no ar sobre o mar / Num amanhecer em algum lugar / É dia das crianças, reveillon, natal / Dia de graças, das mães, dia de sol / A paz é inútil para nós / A paz é o que não podemos ter / Que a paz esteja com você // Fique em paz! / A paz é inútil para nós / Fique em paz! / A paz é o que não podemos ter / Fique em paz! // Há paz onde não podemos ir / Fique em paz! / A paz é inútil para nós / A paz é o que não podemos ter / Que a paz esteja com você / Fique em paz! // Composição e interpretação: Paulo Miklos

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