Archive for the 'Oswald de Andrade – José Oswald de Sousa de Andrade' Category

erro de português

2019, fevereiro 27, quarta-feira

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Andrade, O. In: Faraco & Moura. Língua e Literatura. v.3
São Paulo: Ática, 1995. p. 146-147.

***

Na noite seguinte, ventou tanto sueste, com chuvaceiros, que fez caçar as naus, e especialmente a capitânia”. Registro do dia 23 de abril de 1500, relativo ao contato entre ameríndios e portugueses na época

Doc. Trajetória dos direitos humanos. 19min. Direção: Bernardo Brant

e um trecho…

Revolução do Haiti (Vídeo editado a partir de trechos do documentário “Racismo – a cor do dinheiro” e da introdução do documentário “Toussaint Louverture: a Revolução Haitiana”)

o brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus

2019, janeiro 26, sábado

eu ainda não escrevi nada!

mas estou engasgado, as palavras pensadas, saem aos turbilhões e ainda sem clareza. o copo está sujo. está tudo borrado.

sei apenas dessa agonia, tristeza, e pensamentos mórbidos, um pouco/bocado de raiva, impotência, medo… a energia pesada dessas pessoas do entorno me (des)armam… queria ser alegre e rir mais das (des)graças da vida, mas há dias em que olho pra tudo e só vejo abismo… me sinto atado a eles, e suas dores e loucuras…

preciso encontrar forças em algum lugar, e cuidar de mim. estar forte para não desabar fácil assim.

só sei que se a gente não explode, a gente implode.

hoje não sou boa cia.

***

«É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia

Não é?»

***
colhi folhas de capim limão no quintal e fiz uma infusão.
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images
***
ps: mas o dia não foi perdido: agendei a revisão da bike.

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2018, agosto 8, quarta-feira

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***

não digitei o que devia ter digitado. não li o que devia ter lido. não preparei o que devia ter preparado. não dormi na hora que devia ter dormido. não acordei na hora que deveria acordar… agora há uma montanha de coisas.

***

Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
(Oswald de Andrade)

«A comparação entre o primeiro e o último versos exemplifica uma das muitas diferenças existentes entre a língua que a gramática normativa considera correta e a língua efetivamente falada pela maioria das pessoas. Para se comunicar, o falante não precisa dominar as regras da gramática escolar. Ele utiliza, mesmo sem ter consciência disso, uma gramática natural, que admite a construção “me dá um cigarro”, mas não admite, por exemplo, a construção “me cigarro um dá” [agramatical]. Ou seja, essa gramática natural também possui um sistema de regras que formam a estrutura da língua, e que os falantes interiorizam ouvindo e falando». Maria Lúcia Marangon