Archive for the 'Oswald de Andrade – José Oswald de Sousa de Andrade' Category

o brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus

2019, janeiro 26, sábado

eu ainda não escrevi nada!

mas estou engasgado, as palavras pensadas, saem aos turbilhões e ainda sem clareza. o copo está sujo. está tudo borrado.

sei apenas dessa agonia, tristeza, e pensamentos mórbidos, um pouco/bocado de raiva, impotência, medo… a energia pesada dessas pessoas do entorno me (des)armam… queria ser alegre e rir mais das (des)graças da vida, mas há dias em que olho pra tudo e só vejo abismo… me sinto atado a eles, e suas dores e loucuras…

preciso encontrar forças em algum lugar, e cuidar de mim. estar forte para não desabar fácil assim.

só sei que se a gente não explode, a gente implode.

hoje não sou boa cia.

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«É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia

Não é?»

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colhi folhas de capim limão no quintal e fiz uma infusão.
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images
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ps: mas o dia não foi perdido: agendei a revisão da bike.

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2018, agosto 8, quarta-feira

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não digitei o que devia ter digitado. não li o que devia ter lido. não preparei o que devia ter preparado. não dormi na hora que devia ter dormido. não acordei na hora que deveria acordar… agora há uma montanha de coisas.

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Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
(Oswald de Andrade)

«A comparação entre o primeiro e o último versos exemplifica uma das muitas diferenças existentes entre a língua que a gramática normativa considera correta e a língua efetivamente falada pela maioria das pessoas. Para se comunicar, o falante não precisa dominar as regras da gramática escolar. Ele utiliza, mesmo sem ter consciência disso, uma gramática natural, que admite a construção “me dá um cigarro”, mas não admite, por exemplo, a construção “me cigarro um dá” [agramatical]. Ou seja, essa gramática natural também possui um sistema de regras que formam a estrutura da língua, e que os falantes interiorizam ouvindo e falando». Maria Lúcia Marangon

where to invade next

2018, março 5, segunda-feira

«Segundo o pesquisador (FRANCHI et al, 2006, p. 24), a linguagem não é algo que se aprende ou algo que se faz: é algo que desabrocha e se desenvolve como uma flor (na bonita metáfora de Noam Chomsky), que amadurece no curso dos anos… »

«gramática descritiva, trata-se de construir um sistema de noções e uma metalinguagem que permitam falar da linguagem e descrever (ou explicar) os seus princípios de construção. Isto é, trata-se de um trabalho analítico e reflexivo sobre a linguagem e da construção teórica de um ‘modelo’, de uma representação da estrutura da linguagem e de seu funcionamento. Uma atividade metalinguística».

«Qualquer criança, tendo acesso à linguagem, domina rapidamente, logo nos primeiros anos de vida, todo um sistema de princípios e regras que lhe permitem ativar ou construir inteiramente a gramática de sua língua. (…) No caso da gramática interna, trata-se de um sistema de princípios e regras que correspondem ao próprio saber linguístico do falante: ele se constrói na atividade linguística e na atividade linguística se desenvolve».

e não teve aula de literatura portuguesa.


Bárbara Eugenia e Karina Buhr - Meu Lamento;
Karina Buhr - Pra Ser Romantica
Karina Buhr - Nao Me Ame Tanto;
Karina Buhr - Eu Menti Pra Você;
Karina Buhr - Cadáver;

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eu insisto em perder, em dar voltas sem sentido, mas há as coincidências.

Lay - Solitaria;

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«Saí de D. Matilde porque marmanjo não podia continuar na classe com meninas.
Matricularam-me na escola modelo das tiras de quadros nas paredes alvas escadarias e um cheiro de limpeza.
Professor magrinha e recreio alegre começou a aula da tarde um bigode de arame espetado no grande professor Seu Carvalho.
No silêncio tic tac da sala de jantar informei a mamãe que não havia Deus porque Deus era a natureza. Nunca mais vi o seu Carvalho que foi para o Inferno.» Oswald de Andrade, Memórias sentimentais de João Miramar, 2016 [1924], p. 23.

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