Archive for the 'Paulo César Pinheiro' Category

acredite ou não… é mais além

2019, janeiro 12, sábado

e para fechar o dia… a trilha sonora do dia. estou exausto, mas contente.

Olho de Peixe (1994) – Lenine & Marcos Suzano

1. Acredite ou Não (0:11) // Composição: Braulio Tavares e Lenine // Deu raposa na cabeça / Deu bicho no pé do samba / Deu federa na muamba / Deu surfista na central / Deu entulho no canal / E no jornal deu a notícia / Que no cofre da polícia / Muita prova se escondeu / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu / Metaleiros no Maraca / Japonês na Apoteose / Caretice no Panaca / Overdose no esperto / Tempestade no deserto / Maremoto na piscina / Rififi na Palestina / Bangue-bangue no Borel / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu / Quando o mar não tá pra peixe / Jacaré vai de canoa / Quando a banda não é boa / Vai play-back e tudo bem / Nesta vida sempre tem / Uma surpresa de emboscada / Muita carta foi marcada / E muito jogo se perdeu / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu / Dexa que digam, que pensem / que falem / Dexa isso pra lá vem pra cá / o que que tem / Eu não to fazendo nada / você também / Faz mal bater um papo assim / gostoso com alguém / Estranho! Bizarro! / Tudo isso aconteceu, / Acredite, ou não… Inesperado! / Normal só tem você e eu /// 2. O Último Pôr do Sol (4:04) // Composição: Oswaldo Lenine Macedo Pimentel e Luís de França Guilherme de Queiroga Filho // A onda ainda quebra na praia / Espumas se misturam com o vento / No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sentindo saudades do que não foi / Lembrando até do que eu não vivi / Pensando nós dois // No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sentindo saudades do que não foi / Lembrando até do que eu não vivi / Pensando nós dois // Eu lembro a concha em seu ouvido / Trazendo o barulho do mar na areia / No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer / Por entre as ruínas de Santa Cruz / Lembrando nós dois // No dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer / Por entre as ruínas de Santa Cruz / Lembrando nós dois // Os edifícios abandonados / As estradas sem ninguém / Óleo queimado, as vigas na areia / A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos / Por entre os dedos da minha mão / Passaram certezas e dúvidas // Pois no dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém / O último homem no dia em que o sol morreu / Pois no dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém / O último homem no dia em que o sol morreu  / Pois no dia em que ocê foi embora / Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém / O último homem no dia em que o sol morreu /// 3. Miragem do Porto (7:54) // Eu sou aquele navio / no mar sem rumo e sem dono. / Tenho a miragem do porto / pra reconfortar meu sono, / e flutuar sobre as águas / da maré do abandono / Ê lá no mar / Eu vi uma maravilha. / Vi o rosto de uma ilha / Numa noite de luar / Êta luar / Lumiou o meu navio, / Quem vai lá no mar bravio / Não sabe o que vai achar / E sou a ilha deserta / Onde ninguém quer chegar. / Lendo a rota das estrelas, / na imensidão do mar / chorando por um navio / ai, ai, ui, ui / Que passou sem lhe avistar. / Ê lá no mar / Eu vi uma maravilha. / Vi o rosto de uma ilha / Numa noite de luar / Êta luar / Lumiou o meu navio, / Quem vai lá no mar bravio / Não sabe o que vai achar / Ê lá no mar / Eu vi uma maravilha. / Vi o rosto de uma ilha / Numa noite de luar / Êta luar / Lumiou o meu navio, / Quem vai lá no mar bravio / Não sabe o que vai achar /// 4. Olho de Peixe (12:25) // Composição: Oswaldo Lenine Macedo Pimentel // Permanentemente, preso ao presente / O homem na redoma de vidro / São raros instantes / De alívio e deleite / Ele descobre o véu / Que esconde o desconhecido, / desconhecido / E é como uma tomada à distância / grande angular / É como se nunca estivesse existido dúvida, / Existido dúvida / Evidentemente a mente é como um baú / E homem decide o que nele guardar / Mas a razão prevalece, / Impõe seus limites / E ele se permite esquecer de lembrar, / Esquecer de lembrar / É como se passasse a vida inteira / Eternizando a miragem / É como o capuz negro / Que cega o falcão selvagem, / O falcão selvagem / Se na cabeça do homem tem um porão / Onde moram o instinto e a repressão / (diz aí) / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / Se na cabeça do homem tem um porão / Onde moram o instinto e a repressão / (diz aí) / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? / O que tem no sótão? /// 5. Escrúpulo (14:53) // É muito além / É mais do que devia / Excesso que dá / De toda delicadeza… // Portanto, contudo, todavia / Toda vez você desvia / O rumo do assunto / E nunca que chega junto / E nunca que chega / Ao centro da questão / Escrúpulo!… // Você não fala pelas costas / Você não fala pelos cotovelos / Passa noites em claro / Mordendo a fronha / E escolhendo frases / De efeito moral / E nunca que você dá jeito / E nunca que ninguém / Dá jeito na situação / Escrúpulo!… // O tímido medo do ridículo / É sempre no limite / Que você decide / Decide se vai, ou se fica / Ou se foge / Decide, revide ou decide / Perdão!… // Você não sabe / Muito bem ao certo / Com que medida / Pode ser medido / O que é que move lá no fundo / Da verdade oculta / O que é que assusta / O seu coração / Você persegue a causa / E nunca que percebe / A causa da destruição / Escrúpulo!… // Odeio ficar fazendo rodeio / E pelo tolo receio / De ouvir um não / E dando passos em falso / Andando em círculo / O pé atrás, o impasse / O nó na garganta / Então já não adianta / Agora já não adianta / Mudar a decisão / Escrúpulo!… // O tímido medo do ridículo / É sempre no limite / Que você decide / Decide se vai, ou se fica / Ou se foge / Decide, revide ou decide / Perdão!… /// 6. O Que É Bonito? (18:57) // O que é bonito / É o que persegue o infinito / Mas eu não sou / Eu não sou, não… / Eu gosto é do inacabado / O imperfeito, o estragado que dançou / O que dançou… / Eu quero mais erosão / Menos granito / Namorar o zero e o não / Escrever tudo o que desprezo / E desprezar tudo o que acredito / Eu não quero a gravação, não / Eu quero o grito / Que a gente vai, a gente vai / E fica a obra / Mas eu persigo o que falta / Não o que sobra / Eu quero tudo / Que dá e passa / Quero tudo que se despe / Se despede e despedaça / O que é bonito… /// 7 Caribenha Nação/Tuaregue e Nagô (22:38) // Composição: Bráulio Tavarez e Lenine // Lá / Onde o mar bebe o Capibaribe / Coroado leão / Caribenha nação / Longe do Caribe. / Tuaregue Nagô / É a festa dos negros coroados / Num batuque que abala o firmamento; / É a sombra dos séculos guardados / É o rosto do girassol dos ventos. / É a chuva, o roncar de cachoeiras, / Na floresta onde o tempo toma impulso, / É a força que doma a terra inteira / As bandeiras de fogo do crepúsculo. / Quando o grego cruzou Gibraltar / Onde o negro também navegou, / Beduíno saiu de Dacar / E o Viking no mar se atirou. / Uma ilha no meio do mar / Era a rota do navegador, / Fortaleza, taberna e pomar, / Num país tuaregue e nagô. / É o brilho dos trilhos que suportam / O gemido de mil canaviais; / Estandarte em veludo e pedrarias / Batuqueiro, coração dos carnavais. / É o frevo, a jogar pernas e braços / No alarido de um povo a se inventar; / É o conjuro de ritos e mistérios / É um vulto ancestral de além-mar. / Quando o grego cruzou Gibraltar / Onde o negro também navegou, / Beduíno saiu de Dacar / E o Viking no mar se atirou. / Era o porto para quem procurava / O país onde o sol vai se pôr / E o seu povo no céu batizava / As estrelas ao sul do Equador. /// 8. Lá e Lô (26:14) // Tanto faz se é pirata ou rei / Tanto faz se é pirata ou rei / O reinado de um rei / Nas mãos de um pirata de lei se apaga / Se apaga / Oh se apaga / Se apaga / Tanto faz se rei ou pirata, viu / Tanto faz se rei ou pirata / A nau de um pirata nas mãos de um rei de lata / Se afoga / Se afoga, oh se afoga / Se afoga / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / Eu ‘tô de lá e lô / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / Eu ‘tô de lá e lô / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / ‘tô de lá e lô / Tanto faz se o rei pirateou / ‘tô lá e lô / Tanto faz se o pirata reinou / ‘tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô / ‘Tô de lá e lô /// 9. Leão do Norte (28:53) // Composição: Lenine e Paulo César Pinheiro // Sou o coração do folclore nordestino / Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá / Sou um boneco do Mestre Vitalino / Dançando uma ciranda em Itamaracá / Eu sou um verso de Carlos Pena Filho / Num frevo de Capiba, ao som da orquestra armorial / Sou Capibaribe num livro de João Cabral / Sou mamulengo de São Bento do Una / Vindo num baque solto de um Maracatu / Eu sou um auto de Ariano Suassuna / No meio da Feira de Caruaru / Sou Frei Caneca no Pastoril do Faceta / Levando a flor da lira pra Nova Jerusalém / Sou Luiz Gonzaga, eu sou do mangue também / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, eu sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Sou Macambira de Joaquim Cardoso / Banda de Pife no meio do Canavial / Na noite dos tambores silenciosos / Sou a calunga revelando o Carnaval / Sou a folia que desce lá de Olinda / O homem da meia-noite puxando esse cordão / Sou jangadeiro na festa de Jaboatão / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte /// 10. A Gandaia das Ondas/Pedra e Areia (32:12) // Composição: Dudu Falcão e Lenine // É bonito se ver na beira da praia / A gandaia das ondas que o barco balança / Batendo na areia, molhando os cocares dos coqueiros / Como guerreiros na dança // Oh, quem não viu vai ver / Oh, quem não viu vai ver / Oh, quem não viu vai ver / Oh, quem não viu vai ver / A onda do mar crescer // Olha que brisa é essa / Que atravessa a imensidão do mar / Rezo, paguei promessa / E fui a pé daqui até Dakar / Praia, pedra e areia / Boto e sereia / Os olhos de Iemanjá / Água, mágoa do mundo / Por um segundo / Achei que estava lá / Olha que luz é essa / Que abre caminho pelo chão do mar / Lua, onde começa / E onde termina / O tempo de sonhar / Praia, pedra e areia / Boto e sereia / Os olhos de Iemanjá / Água, mágoa do mundo / Por um segundo / Achei que estava lá / Eu tava na beira da praia / Ouvindo as pancadas das ondas do mar / Não vá, oooh, morena / Morena lá / Que no mar tem areia /// 11. Mais Além (35:18) // Composição: Braulio Tavares, Ivan Santos, Lenine e Lula Queiroga // A leste das montanhas da nação Cherokee / Um índio na motocicleta cruza o deserto / Ao longe o cemitério onde dorme o pai, / Mas ele sabe que seu pai não está ali, / É mais além / Mais além / A linha que separa / O mar do céu de chumbo / A gaivota caça o peixe radioativo / O náufrago retém a última miragem / E morre como se continuasse vivo / É mais, é mais além / (Mais além) / Um pouco de exagero, não é nada demais / Um olho nas estrelas, outro olho aqui / O astrônomo lunático / Brincando com o sol / Descobre que a distância / Não é mais que um cálculo / É mais, é mais, é mais além / (Mais além) / A lua metafísica na poça de lama, / Ponteiros que disparam / Ao contrário das horas / Hora de saber o que mudou em você, / Que olha no espelho e não vê ninguém / É mais, é mais, é mais, é mais além / (Mais além) / O homem sobre a areia como era no início / Roçando duas pedras, uma em cada mão / Descobre a fagulha / Que incendeia o paraíso / E imaginou que havia inventado Deus / É mais, é mais, é mais, é mais, é mais além / (Mais além) /// maxresdefault (1)Olho de Peixe (1994) – Lenine & Marcos Suzano /// Lenine – Voz, Vocais e Violão / Marcos Suzano – Percussão / Carlos Malta – Saxofone / Eduardo Siddha – Percussão acidental / Fernando Moura – Teclados / Paulo Muylaert – Guitarra.

i came from atlantis… karnak

2018, maio 15, terça-feira
aniversário do Abujamra… e uma música que me leva para os meus primeiros blogues lá pelos idos de 2000.
https://www.youtube.com/watch?v=J04cj0WMQ38
Comendo uva na chuva
Cada água que cai do meu rosto
É uma chuva que ainda não parou
Cada água que cai lá de cima
É a lágrima de alguém que brigou
Será que um dia a gente vai parar de briga
Será que um dia a gente vai parar de brigar
Cada raio que cai lá de cima
É uma luz no meio da escuridão
Cada tapa que recebo no rosto
É a chicotada de um furacão
A gente se sente
A gente se sente diferente
A gente se mente
A gente se mente diferente
A gente semente
Semente plantadinha no chão
A gente na mente
Na mente e no coração
I’m not from this world
I came from Atlantis
composição: André Abujamra
***

KARNAK Karnak (1995)

1 Vinheta árabe (André Abujamra) 0:00 / 2 Alma não tem cor (André Abujamra) 0:12 / 3 Martim Parangolá (Martim Parangolá) 3:54 / 4 O mundo (André Abujamra) 8:13 / 5 Vim que venha [2 Hugos e 2 Zambos] (Sergio Bartolo, Eduardo Bia, Hugo Hori, André Abujamra) 12:57 / 6 Comendo uva na chuva (André Abujamra) 17:46 / 7 Espinho na roseira (André Abujamra) / Drumonda (André Abujamra) 22:37 / 8 Conversa dos nenês (José, Antônio) 26:51 / 9 Lee-o-dua  (André Abujamra) 31:25 / 10 Balança a pança (Sergio Bartolo, Lulu Camargo, Hugo Hori, André Abujamra) 31:58 / 11 Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai (André Abujamra) 35:22 / 12 Oxalá meu pai (Canto popular) 39:00 / 13 Hymboraewqueyra (André Abujamra)  43:16 /14 Cala a boca menina [o] (Dorival Caymmi) 47:00

UNIVERSO UMBIGO Karnak (1997)

1 Universo umbigo (André Abujamra) 00:00 / 2 O mundo muda (Eduardo Cabello, André Abujamra) 4:00/ 3 Eu tô voando (André Abujamra) 07:26 / 4 Pout Pourrit: Céu Com Pé no Chão (André Abujamra) – Terremoto (João Donato/Paulo César Pinheiro) Part. Especial: Celso Pixinga 11:38/  Velho no metrô (André Abujamra) 15:25/ 6 Nome das coisas (André Abujamra) 18:57/ 7 Inalabama (André Abujamra) 23:08/ 8 Candelara (André Abujamra) 25:11/ 9 Num pode ser (André Abujamra) 30:23/ Citação Poema: Os Três Mal Amados de João Cabral de Mello Neto / 10 Eu só quero um xodó (Dominguinhos, Anastácia) 33:40/ 11 Como nascem as crianças (André Abujamra) 38:10/ 12 Rapaz eu vi (John Ulhoa), Part. Especial: Pato Fu 40:50/ 13 Boiadeiro (Folclore Popular – Adaptação André Abujamra/Marisa Baruch) 43:17

__

ESTAMOS ADORANDO TOKIO Karnak (2000)

1 Abertura russa (André Abujamra, Paulinho Moska) / 2 Juvenar (Carneiro Sândalo, André Abujamra) / 3 Estamos adorando Tokio (Sérgio Bártolo, André Abujamra) / 4 Mó muntuera (Zuzu Abu, Hugo Hori, André Abujamra) / 5 3 aliens in L.A. (André Abujamra) / 6 Sósereiseuseforsó / Nuvem passageira (Hermes Aquino, André Abujamra) / 7 Iosef (André Abujamra) / 8 We need nothing (André Abujamra) / 9 Mediócritas (André Abujamra) / 10 Zoo (André Abujamra, Theo Werneck) / 11 Depois da chuva (Lulu Camargo, André Abujamra) / 12 Ninguepomaquyde (André Abujamra) / 13 Maria Inês (André Abujamra) / 14 Feio / bonito (Mauricio Pereira, André Abujamra) / 15 Juvenar (Replay) (Carneiro Sândalo, André Abujamra)

O Livro Multicolorido de Karnak

Dirigido por: Marcel Izidoro

terra prometida

2018, abril 9, segunda-feira

três notas de introdução:

#nota 1 – sobre o público/privado. há um fluxo intenso, além do normal, de visualização para este blogue… o que gera um duplo movimento, que no primeiro momento é um sensação interessante de ser observado e na seguinte de sentir-me desconfortável… mas isto passa… logo mais isto torna-se novamente um lugar obscuro, cheio de notas soltas, que ninguém visitará.

#nota 2 – sobre a estética das coisas minúsculas. gosto de escrever em caixa baixa.

#nota 3 – sobre as postagens diárias. [a terceira nota perdi, enquanto digredia… talvez tenha a ver com a minha dificuldade em sair de casa desde semana passada… vou me esgueirando… mas a nota… essa eu não encontrei no fluxo dos pensamentos… ] encontrei, era sobre escrever apenas uma postagem por dia, outra mania minha. isto aqui funciona como um diário/bloco de notas/caderno de campo/rascunho poético/playlist/relatório sentimental…

***

e ainda de ontem, enquanto mergulhava no cinema argentino…

Valentin, belíssimo.

Valentin (Rodrigo Noya) é um menino esperto e curioso de apenas nove anos da Buenos Aires dos anos 1960. O guri sonha em se tornar astronauta, e boa parte desse desejo está em seu tédio com a vida em terra plana. Ele mora com a rígida avó (Carmen Maura), ainda em luto após o recente falecimento do marido, em uma casa simples da capital do país. O tempo vago depois da escola tradicional onde estuda é utilizado para construir maquetes de foguetes e roupas especiais para desbravar o espaço sideral. O pai (interpretado pelo próprio diretor) pouco visita e a mãe, a quem ele sonha em conhecer, está desaparecida desde o divórcio entre o casal. Seu familiar mais próximo é o tio Chiche (Jean Pierre Noher), também com encontros casuais. A falta da figura materna o aproxima de Leticia (Julieta Cardinali), a nova namorada de seu progenitor. Fragmento da sinopse extraido do Canal Brasil. Disponível em: http://canalbrasil.globo.com/programas/cone-sul/materias/assista-ao-filme-valentin-no-dia-0810-22h.htm

e ontem também vi novamente o episódio da excelente série mish mash, do canal curta, sobre o museu da pessoa.

e hoje, o episódo resistir, fugir ou morrer;  da série: Terra Prometida | 6 Episódios de 26 Minutos ; Gênero: Documentário ; Diretor: Paschoal Samora ; Duração: 26min. Ano no: 2015 País: Brasil     UF: RJ

Abaixo, um trecho da sinopse e link para resumo e apresentação da série, disponível em: canalcurta.tv.br/filme/?name=resistir_fugir_ou_morrer

 

***

e que textos… ótimo site de Cristina Fürst

Poeticamente digredia, devaneava. Nada poderia estancar o sangue que jorrava de seus invisíveis poros, colorindo de tal forma sua visão geográfica que o fazia enxergar tudo vermelho rubi. A cor do inferno diriam.

***

Pesadelo (Maurício Tapajós, Paulo Cesar Pinheiro) Quando o muro separa uma ponte une Se a vingança encara o remorso pune Você vem me agarra, alguém vem me solta Você vai na marra, ela um dia volta E se a força é tua ela um dia é nossa Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando Que medo você tem de nós, olha aí Você corta um verso, eu escrevo outro Você me prende vivo, eu escapo morto De repente olha eu de novo Perturbando a paz, exigindo troco Vamos por aí eu e meu cachorro Olha um verso, olha o outro Olha o velho, olha o moço chegando Que medo você tem de nós, olha aí O muro caiu, olha a ponte Da liberdade guardiã O braço do Cristo, horizonte Abraça o dia de amanhã Olha aí… Olha aí… Olha aí…

***

fechou a tarde. 16h22. preciso sair… ir trabalhar.