Archive for the 'Paulo Leminski' Category

textos incomplet.

2019, janeiro 8, terça-feira

editando coisas e devorando outras: fiz uma limpa no enlaces/links/blogroll… joguei muita coisa quebrada fora… e guardei apenas algumas relíquias.

desistiu na noite de ontem. não fará mais apostas, não inventará mais encontros. se deu conta: é monstro, pior que vampiro.  [e está decidido]

textos incomplet.

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Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia.”

Caio Fernando Abreu

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Para Leminski, o céu revolto pode ser o seu vulto. Ou a sua volta.

você
que a gente chama
quando gama
quando está com medo
e mágua”
quando está com sede
e não tem água
você
só você
que a gente segue
até que acaba
em cheque
ou em chamas
qualquer som
qualquer um
pode ser tua voz
teu zum-zum-zum
todo susto
sob a forma
de um súbito arbusto
seixo solto
céu revolto
pode ser teu vulto
ou tua volta.

Paulo Leminski
(1944-1989)

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A instrução dos encontros 

«O que faltou a Cláudia naquele instante parado no tempo foi o que sempre lhe faltaria: esse elementar instinto de defesa que disfarçamos sob o nome de razão. Há seres assim, irremediavelmente unos, incapazes de isolar partes dentro do seu próprio corpo e de as estruturar como castelos autônomos e armados.» Inês Pedrosa

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A Maior Parte do que Sabemos é a Menor do que Ignoramos

A maior parte do que sabemos, é a menor do que ignoramos. Não se achou varão tão perfeito no Mundo, que conhecesse o que tinha de sábio, senão sabendo o que lhe faltava para perfeito. Não se viu ninguém tanto nos últimos remates da perfeição, em quem não bruxoleassem sempre alguns desaires de humano. (…) Não necessitando de nada os grandes, só de verdades necessitam; porque, como custam caro, todo o cabedal da fortuna é preço limitado para elas; por isso nos grandes são mais avultados os erros, porque erram com grandeza e ignoram com presunção. Mais gravemente enferma o que logra melhor disposição, que o que nunca deixou de ter achaques: e a razão é porque a enfermidade que pôde vencer disposição tão boa, teve muito de poderosa; ignorância a que não alumiou o discurso mais desperto, tirou as esperanças ao remédio.

Padre António Vieira, in “As Sete Propriedades da Alma”

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«Llovió cuatro años, once meses y dos días. Hubo épocas de llovizna en que todo el mundo se puso sus ropas de pontifical y se compuso una cara de convaleciente para celebrar la escampada, pero pronto se acostumbraron a interpretar las pausas como anuncios de recrudecimiento. Se desempedraba el cielo en unas tempestades de estropicio, y el norte mandaba unos huracanes que desportillaron techos y derribaron paredes, y desenterraron de raíz las últimas cepas de las plantaciones.
Lo malo era que la lluvia lo trastornaba todo, y las máquinas más áridas echaban flores por entre los engranajes si no se les aceitaba cada tres días, y se oxidaban los hilos de los brocados y le nacían algas de azafrán a la ropa mojada. La atmósfera era tan húmeda que los peces hubieran podido entrar por las puertas y salir por las ventanas, navegando en el aire de los aposentos.
Fue necesario excavar canales para desaguar la casa, y desembarazarla de sapos y caracoles, de modo que pudieran secarse los pisos, quitar los ladrillos de las patas de las camas y caminar otra vez con zapatos.
Nadie había vuelto a asomarse a la calle.»
Cien años de soledad – Gabriel García Márquez
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Unidade da Vida: Manual de Agricultura Natural, do Hiroshi Seó

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Valentina Rosselli, de Guido Crepax

aisumasen (i’m sorry)

2019, janeiro 4, sexta-feira

revi westworld… a segunda temporada, e lembrei de como eu era fascinado, quando garoto, pelo japão medieval… acho que comigo começa com os tokusatsu [Lion Maru, Jiraya, ou antes, pelas culturas… na coleção povos do passado], mas depois vai pelas horas intermináveis pesquisando nas bibliotecas sobre cultura japonesa… e do meu fascínio quando achei aquele livro do leminski… bashô.

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e porque remexia os livros cá, pois logo hei de mudar para a minha casa nova… encontrei a belíssima edição do livro do andré stolarski

lapidar o dia
até derreter o sol
na lâmina do mar

Jpeg

e nisso lembrei que outro dia descobri que o termo em japonês para os três brancos é sanpakuo. e por que me chamou atenção? porque quando ouvi o termo, lembrei no mesmo instante que alguém tempos atrás [noé], lá pelas bandas de 2003, reparou que meu olhos tinham os três brancos… lembro dele comentando comigo e com isabel, sua mãe. eu não entendi, sei que tinha alguma relação com macrobiótica… mas eu não me recordava o porquê… não sabia porque essa característica do meu olhar tinha lhe chamado tanto atenção. e de fato, nem recordava desta história até ouvir o termo, por esses dias, e hoje fui pesquisar… nada demais, mas…

achei essa belezura…

When I’m down, really yin
And I don’t know what I’m doing
Aisumasen, aisumasen Yoko
All I had to do was call your name
All I had to do was call your name
And when I hurt you and cause you pain
Darlin I promise I won’t do it again
Aisumasen, aisumasen Yoko
It’s hard enough I know just to feel your own pain
It’s hard enough I know to feel, feel your own pain
All that I know is just what you tell me
All that I know is just what you show me
When I’m down, real sanpaku
And I don’t know what to do
Aisumasen, aisumasen Yoko san
All I had to do was call your name
Yes, all I had to do was call your name
Compositores: John Lennon

«o trabalho de um ser humano»

2018, abril 2, segunda-feira

ainda é madrugada. o relógio virou. 1h36

Suffering and its solution

This idea is echoed when Epictetus explains the source of human suffering: “What upsets people is not things themselves but their judgments about the things.”

Being upset about something is not a function of the thing that seems upsetting; rather, it is the judgment about that thing that causes the distress. Judgments, not external things or events, are the source of human suffering. The remedy to all this, according to Epictetus, is really just a shift in attitude toward the things that happen. When we can face the day, with full acknowledgment of what that day might entail, and recognize that still we must go on, we can move forward. That may mean letting go of the conception of how things ought to be, and accept them for what they are, even the most frustrating and depressing. Then, “the work of a human being” might not seem so daunting.

veja mais em: http://theconversation.com/how-the-stoicism-of-roman-philosophers-can-help-us-deal-with-depression-75593

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É fácil falar que não quer ver
Tanta terra em mim
Ficam me olhando do canto do olho
Mas ninguém joga flor em mim

Tão difícil se aceitar
Quando seus espinhos só
Furam você

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é tarde. matei aula hoje cedo. ainda não fiz o resumo dos textos.

Paulo Leminski – Ervilha da Fantasia (1985) – naked version

Documentário para TV realizado em 1985 por Werner Schumann com edição de Eduardo Pioli Alberti e Produção Executiva de Altenir Silva, Willy Schumann, Werner Schumann. (versao sem as musicas)

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Toni Platão e Orquestra Sinfônica Brasileira; performando «Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto»

«Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor. Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só»

e o sol tá gostoso lá fora… e vou cá terminando o planejamento anual. ainda não fiz o resumo… ele estipulou até quarta-feira. vou amadurecendo a ideia de investir em apenas duas das quatro, e não sofrer mais.