Archive for the 'Pi – Paula V. Parreiras G.' Category

cordas de aço

[dom] 8 de janeiro de 2012

hoje colhi a segunda abóbora. o primeiro tomate. plantei o milho, o tomate cereja, o porongo, o feijão, o melão gaúcho, e mais mamão. depois de amanhã minha vó irá embora. ontem passei a tarde a toa. estou sentindo uma leve dor na garganta hoje. consegui adiantar uma prestação da casa, e de nove faltaram somente sete. as coisas caminham.

a ela passou, fez psiu, me olhou pela porta, e disse, pelo que entendi, que ia passar por aqui… fiz o gesto de quem diz ah, não vai não fica um pouco mais…

e hoje nem parece domingo.

a trilha sonora da tarde foi composta por esses três álbuns ininterruptamente repetindo-se: 12 Segundos de Oscuridad e Amar la Trama de Jorge Drexler e  Ney Matogrosso interpreta Cartola.

não quero me afogar. quero beber tua água. não te negues, minha sede é clara

[qua] 27 de janeiro de 2010
três dias (e que dias… lindos) visitando meus papéis guardados buscando organizar um pouco as palavras, selecionando poemas publicáveis, e corrigindo erros deste meu precário português aliado a minha mui atenta escrita. aproveito e publico também um pouco de papéis de 2003, 2004 e 2005, quando abandonei o computador e aderi a um mundo não tão virtual com muita experimentação poética e uma máquina de escrever. desfiz-me de mais de quilo de papel nessa revisão. e ao poucos vou anotando por cá, neste bloco de notas este passado não tão recente, pra mode d’eu não não esquece ô.
e a respeito desta lonjura… ligo assim que tiver linha ou alguma grana, assim saberemos endereços mútuos e ouvimos essas vozes ao pé do ouvido. por cá aproveitando as boas coisas da vida… experimentando-me vou.

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E por falar… Encontrei teu desenho laranja azul e grafite. E dizia assim, em cor azul: “não quero me afogar. Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara”. CFA.

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b. desculpa a impulsividade. Obrigado pela companhia. Deixo algum cheiro espalhado por aqui e levo um pouco deste cheiro comigo. Beijos. p.

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Houve esse também,

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Sou agora um cão sem dono
sem ninguém a procurar
ocupo minhas mãos
ora com as cinzas
ora com as palavras
de um desespero qualquer
ansiei por ti alguma das
muitas horas do meu dia
procurei-te como caço palavras
e tinta para pintá-las
e tudo que não consigo
é apagar-te de mim
somos sim suor e gozo
somos o acordar ao meio-dia
de um domingo
uma chamada à cobrar
sem sentido nem custo
de uma ligação incompleta.

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Sou destas sentada
numa praça cheia
a mesma que me lembra
teu gosto e teu cheiro
me disperso e quando volto à mim
quero dizer-te tudo novamente
embolo-me as letras
e os pensamentos e vos digo
sem exitar que quero deitar-me
IN-CON-SE-QUEN-TE-MEN-TE
no desconhecido que é você.
um poema de Parreiras Gomes, 2007.

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[ando me sentindo vivo e com uma vontade enorme de viver!]

dois, ó bruta flor.

[qua] 6 de janeiro de 2010

o que será dos próximos dois… [sentirei tua falta sempre! te quero mais!] não quero tanto tempo mais assim. queria assim ó: tu aqui eou eu ai ó bruta flor.

mas vai entender a vida né, hoje sei que ainda não sei de tantos verbos nesta vida que tu criatura menor que eu que tenho tantos anos mais já aprendeu a conjugar – sigo só aprendendo [e às vezes não] a ser gente, que como tu [disse] não estão nem ai ou amam infinitamente sem importar-se se tudo vai certo ou errado. ó bruta flor!

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