Archive for the 'Renato Russo – Renato Manfredini Jr' Category

gramática normativa

2019, fevereiro 21, quinta-feira

bom dia. meu corpo me expulsou da cama antes das 7h. e olha que hoje o expediente é interno… em casa. já fiz lista de tarefas do dia… que vão do prof online, às articulações, limpeza… planejamento.

mas só para constar… dora dormiu ao lado da minha cama, no chão do quarto (ela precisa de um banho urgente, listado!!) e a sorvete literalmente quase sobre minha cara. adormeci com as luzes acessas… com as portas da casa abertas, num colchão inclinado, metade sobre o estrado, metade no chão duro. e o computador ligado…

dormi assim, jogado, sem saber quando, sem saber por quê. acordei assim, endurecido e dolorido.

mas também há o sol na casa 10, e a lua na casa 5. e o sol tá batendo na janela do meu quarto neste instante…  literalmente, levanta, vê.

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Por que esperar
Se podemos começar
Tudo de novo
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só
Compositores: Eduardo Dutra Villa Lobos / Marcelo Augusto Bonfa / Renato Manfredini Junior

mas o que motivou de parar o que faço, vir cá abrir este editor e anotar… foi isto, que li agora, via figueró.

poema de Ederval Fernandes…

norma

lembrete pessoal: não suicide. trate deste cansaço e fraqueza. deixa o sol derreter esse gelo que vai ai dentro de você. volta pra terapia… e faça tai-chi. deixa pra lá a nóia… a norma.

o brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus

2019, janeiro 26, sábado

eu ainda não escrevi nada!

mas estou engasgado, as palavras pensadas, saem aos turbilhões e ainda sem clareza. o copo está sujo. está tudo borrado.

sei apenas dessa agonia, tristeza, e pensamentos mórbidos, um pouco/bocado de raiva, impotência, medo… a energia pesada dessas pessoas do entorno me (des)armam… queria ser alegre e rir mais das (des)graças da vida, mas há dias em que olho pra tudo e só vejo abismo… me sinto atado a eles, e suas dores e loucuras…

preciso encontrar forças em algum lugar, e cuidar de mim. estar forte para não desabar fácil assim.

só sei que se a gente não explode, a gente implode.

hoje não sou boa cia.

***

«É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia

Não é?»

***
colhi folhas de capim limão no quintal e fiz uma infusão.
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images
***
ps: mas o dia não foi perdido: agendei a revisão da bike.

ou pior

2018, outubro 24, quarta-feira

hoje seria uma dia para contar vitória… do ir, do improviso, do bate-papo… mas foi só um dia de muito auto-conversa… e cansaço. vontade de ficar dormindo. é uma tristeza.

«queria ser como os outros e rir das desgraças da vida ou fingir estar sempre bem ver a leveza das coisas com humor… mas não me diga isso… é só hoje e isso passa só me deixe aqui quieto isso passa amanhã é um outro dia não é?… eu nem sei porque me sinto assim vem de repente um anjo triste perto de mim…» Renato Russo.

***

«ou você encara a castração, a tragédia humana, a miséria naquilo que ela tem de real… ou você vai ficar com o pior». Christian Dunker

notas das aulas de Dunker

experiência -> novo ato psíquico

autoerotismo [as pulsões tendem sua livre satisfação] -> fase narcisística [lacan -> intuição/nova identificação com a imagem 1) seu espelho é outro 2) transitivismo quem vê/visto desorientação do eu 3) simbolização eu como reconhecimento imagem simboliza o eu um eu dual que fala/escuta eu é o outro no duplo sentido duplo de si mesmo o eu ideal como solução imaginária a imagem que nós produzimos e o ideal de eu para ser como x para desejar alguém como ideais simbólicos -> amor de objeto [amar e escolher o outro como uma totalidade]

frustração/privação/castração

três casos da função da falta -> três tempos do complexo de édipo -> noção de falta [melaine klein 1) esquisoparanóide -> cinde/projeta/retorna persecutoriamente sobre nós 2) depressiva -> integra as partes fragmentas perda e simbolização] o estatuto de objeto/a falta de objeto/subjetivada pela criança/ [lacan 1) frustração -> falta no imaginário -> falta da mãe simbólica -> eu sei o que está me faltando 2) privação -> falta do pai imaginário -> ele tem limite -> deslocamento do supremo poder /pai autoritário/ -> fobias -> eu não sei exatamente o que me falta -> eu não sei do que é composto esse objeto que dá suporte a minha falta > associação da privação com a angústia -> neurótico aderido a esse objeto -> ela engendra novas relações com o mundo -> o que é minha fantasia/imaginário e o que é dado/real 3) castração – metáfora com o nome do pai -> a falta é operador dos desejos humanos enquanto troca -> a falta permite que o desejo se desloque -> que não se afunde num objeto -> não se aliene nos desejos do outro -> perdi estes objetos… este pai esta mãe eu perdi o eu ideal, mas ganhei o ideal de eu -> eu levo as experiências reguladoras do meu desejo -> a instalação de uma lei interior -> superego /patológica/ -> 

herança transgeracional -> relações com o outro -> tanto a linguagem quanto aqueles que encarnam a linguagem mas também nossos ancestrais -> o outro é um categoria comporta uma genealogia -> discursos culturais, mitos familiares.

falta/vazio/nada

três categorias do negativo -> ’60 lacan -> teoria da castração freud -> falta -> conceito de falo -> operador geral -> desejo humano -> o desejo se move por sua relação com a falta -> desejo do outro e o que faz falta no outro -> trocas simbólicas -> trocas metafóricas/trocas metonímicas/trocas fazem a dialetização do desejo com a demanda/ o que peço/o que eu quero naquilo que eu peço/dialetização entre o desejo e o amor/ a dialetização ou fracasso da dialetização entre desejo e gozo -> falta no imaginário = frustração = o outro tem [objetivo positivo] e o outro me interdita [porque não me me ama ou não me quer] -> privação – falta no real -> eu estou privado de asas -> as asas nunca me foram dadas -> falta simbólica = castração -> falta que sintetiza ausência e presença -> que socializa meu desejo -> que produz objetos imaginários -> mas enquanto tal são vetorizadas… 

lacan -> nada… action out -> objetos da pulsão -> objeto nada. processos de sublimação -> nada não é falta -> é a negação / é a oposição real a falta / esse nada ocupa uma função na teoria lógica Frege -> nada original -> em homologia com os números naturais.

lacan -> nem o que falta nem o nada -> terceira categoria -> o vazio é essa experiência sem o objeto -> transferência sem objeto -> vazio -> teoria dos infinitos -> sans blanc -> experiência entre a falta e o nada -> vazio.