Archive for the 'Tom Zé – Antônio José Santana Martins' Category

c¹⁷h¹⁸f³no

[sáb] 18 de agosto de 2018

dia de ir trocando a medicação.

recomendações: caminhar. ter amigos.

hoje, vi documentário: «mineira solitária»

abaixo: sinopse

Em 1982, uma mineira foi para São Paulo a trabalho, deixando para trás amigos e familiares. Sozinha na metrópole, ela escreveu um anúncio comovente em um jornal. Ao longo dos seis meses seguintes, quase 500 cartas chegariam à caixa postal mencionada na nota. Após 35 anos, o GloboNews Documentário revisita a história de Lourdes Lúcia Ribeiro e de pessoas que responderam ao seu chamado.

escrito e dirigido por Renata Baldi com a ideia original de Liliana Junger e produção de Antonia Martinho.

trilha de fundo: Tom Zé – Só (solidão)

texto interessante: A SOLIDÃO DEVORA 

não achei a dissertação «O espaço da solidão», de Lourdes Lúcia Ribeiro, do mestrado de psicologia da educação, da pucsp, orientada Joel Martins.

dodó & zezé

[seg] 6 de junho de 2016

https://www.youtube.com/watch?v=9hxs4hdEBYU

(1974 Tom Zé & Odair Cabeça de Poeta)

– E por que é que a gente tem que ser marginal ou cidadão?
Diga, Zezé.
É pra ter a ilusão de que pode escolher, viu, Dodó?
– E por que é que a gente tem que ter um medo danado de tudo na vida? Diga, Zezé.
É pra aprender que o medo é o nosso melhor conselheiro, viu, Dodó?
– Sorrisos, creme dental e tudo. E por que é que a felicidade anda me bombardeando? Diga, Zezé.
– Anda o que, Dodó?
– Anda me bombardeando.
Ah! É pra provar que ninguém mais tem o direito de ser infeliz, viu, Dodó?
– E por que é que um Zé qualquer de vez em quando tem que dar sete sopapos na mulher? Diga, Zezé.
Ah! Isso é pra no outro dia de manhã cedinho vender muito jornal, viu, Dodó?
– E por que é, e por que é, e por que é, e por que é? Diga, Zezé.
– É purque purque, purque purque, purque purque, purque purque,
viu, Dodó?

***

finalizando a exibição do documentário criança, a alma do negócio, do maria farinha filmes, para as turmas de primeiro ano. está interessante… muito interessante.

PS: e tenho mais sorte que juízo. terça haverá obmep nas escolas.

contrarrelógio

[seg] 28 de março de 2016

4h20′

e o feriado perdeu-se numa maratona com o mestre marco polo; dublai khan, o khan dos khans; e sifu, o cem olhos…

mas agora, poucas horas antes de voltar para a rotina… 10hs.

  1. plano de ensino
  2. planos de aula (3 – estados socialistas; 1 – augusto comte e o positivismo; durkheim e o método funcionalista; 2 – cultura e antropologia – do evolucionismo social ao estruturalismo; 3 – mulheres invisíveis e o feminismo.
  3. reunião conselho deliberativo
  4. tarefas de casa.

8h22′

“Na experiência do absurdo, o sofrimento é individual. A partir do movimento da revolta, ele ganha a consciência de ser coletivo, é a aventura de todos. O primeiro avanço da mente que se estranha é, portanto, reconhecer que ela compartilha esse sentimento com todos os homens, e que a realidade humana em sua totalidade, sofre com esse distanciamento em relação a si mesma e ao mundo. O mal que apenas um homem sentia torna-se peste coletiva. Na nossa provação diária, a revolta desempenha o mesmo papel que o cogito na ordem do pensamento: ela é a primeira evidência. Mas essa evidência tira o homem da solidão. Ela é um território comum que fundamenta o primeiro valor dos homens. Eu me revolto, logo existimos.”  Albert Camus, O homem revoltado, 1996 [1951], p. 35.

15h28”

 
«Solidão, que poeira leve / Solidão, olha a casa é sua / Na vida, quem perde o telhado / Em troca recebe as estrelas / Pra rimar até se afogar / E de soluço em soluço esperar / O sol que sobe na cama / E acende o lençol / Só lhe chamando / Solicitando / Solidão, que poeira leve / Solidão, olha a casa é sua / O telefone chamou / Foi engano / Solidão, que poeira leve / Solidão, olha a casa é sua / E no meu descompasso o riso dela / Se ela nascesse rainha / Se o mundo pudesse aguentar / Os pobres ela pisaria / E os ricos iria humilhar / Milhares de guerras faria / Pra se deleitar / Por isso eu prefiro cantar sozinho / Solidão, que poeira leve / Solidão, olha a casa é sua / O telefone chamou, foi engano / Solidão, que poeira leve / Solidão, olha a casa é sua / E no meu descompasso passo o riso dela / Solidão…» TOM ZÉ
. ..
a cabeça dói. dormi demais/de menos. não terminei nada. nem comecei direito.  e que mania é essa de querer entrar em desespero…

happy end… se o caso é chorar

[qua] 16 de dezembro de 2015

A boa lembrança de Mirian Carla Barbosa para o dia que o magistério catarinense foi destruído.

De: trabalhadoras da educação
Para: Sindicato governista

Você fala que sim / que me compreende / você fala que não / que não me entrega / que não me vende / que não me deixa / que não me larga. / Mas você deixa tudo deixou / você deixa mágoa deixou / você deixa frio deixou /  e me deixa na rua deixou.Você jura, jura, / jurou, / você me despreza / prezou, / você vira a esquina / esquinou / e me deixa à toa / tô, tô, to. /Você passa mal / toma Sonrisal / se engana, mas vai em frente / pra mim não tem jeito / não tem beijo final / e não vai ter happy end / e não vai ter happy end / e não vai ter happy. / Composição: (Tom Zé – Antonio Pádua) // Album: Se o Caso é Chorar // 1972

***

Senhor cidadão / senhor cidadão / Me diga, por quê / me diga por quê / você anda tão triste? / tão triste / Não pode ter nenhum amigo / senhor cidadão / na briga eterna do teu mundo / senhor cidadão / tem que ferir ou ser ferido / senhor cidadão / O cidadão, que vida amarga / que vida amarga. // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantos quilos de medo, / com quantos quilos de medo / se faz uma tradição? // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantas mortes no peito, / com quantas mortes no peito / se faz a seriedade? / /Senhor cidadão / senhor cidadão / eu e você / eu e você / temos coisas até parecidas / parecidas: / por exemplo, nossos dentes / senhor cidadão / da mesma cor, do mesmo barro / senhor cidadão / enquanto os meus guardam sorrisos / senhor cidadão / os teus não sabem senão morder / que vida amarga // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantos quilos de medo, / com quantos quilos de medo / se faz uma tradição? / /Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / se a tesoura do cabelo / se a tesoura do cabelo / também corta a crueldade / /Senhor cidadão / senhor cidadão / Me diga por que / me diga por que / Me diga por que / me diga porque Composição: (Tom Zé) – Poema / Senhor Cidadão // // Album: Se o Caso é Chorar // 1972

https://www.youtube.com/watch?v=zLTMM3r8wYI

Atrocaducapacaustiduplielastifeliferofugahistoriloqualubrimendimultipliorganiperiodiplastipublirapareciprorustisagasiimplitenaveloveravivaunivoracidade
city
cite

(CAMPOS, Augusto, 2000)

 ***
ps: vale a leitura da dissertação de demétrio panaroto, não se morre mais, cambada... sobre o tom zé.

pela base

[sáb] 14 de março de 2015

 

 

hoje, como narrar o dia de hoje… essa inflamação na garganta, essa dor de cabeça, ouvidos que doem… essa sensação que vou ficar muito doente. talvez seja a chuva de terça-feira… esses dias todos que foram bem corridos e de péssima alimentação… muito tempo sem comer e concentrando tudo as 23h30 ou meia noite. esse estresse… esses choques térmicos… e posso dizer que com exceção de quinta-feira durante a tarde, todos os dias foram assim chatos, doloridos… nervosos… irritadiços. sexta-feira, por exemplo, foi um dia tão tenso… daqueles que nem você aguenta você mesmo… como se cada verbo que saísse de sua boca fosse um lamina afiada pronta para cortar tudo e todos. até o silêncio corta nestes dias.

mas hoje… apesar deste meu humor difícil… depois de alguns anos e eu volto a participar de uma reunião (para além daquelas profissionais e/ou educacionais)… para pensar o movimento… expor minhas posições, debater e me centralizar num coletivo. isto é algo importante… aquela fragilidade, aquela melancolia, aquele luto… adormeceram… e agora é luta. eu sou lento… mas estou andando.

*

ixcanul… fiquei curioso para ver este filme.

*

algumas passagens de leituras do dia, ou que estavam na fila de espera para serem digitas e arquivadas aqui:

#1. «diante de situações assim a gente percebe que o mundo se divide em o mundo e o meu mundo. há uma área imensa do mundo que ignora a nossa existência, que vai ficar para sempre invulnerável às nossas ações. como se fosse outro planeta, e não o planeta onde vivemos. mas há outro, o meu mundo, onde a nossa vida conta, nossas ações produzem resultados, nossa presença chama a atenção, nossa ausência deixará um vazio. quando somos jovens cheios de sonhos, de atrevimento, de esperança, achamos que um dia o meu mundo se confundirá totalmente com o outro. quando estamos na porta, nos preparamos para ir embora, é hora de esquecer o que está fora do nosso alcance, e de reconhecer que o meu mundo é pequeno, mas é tudo o que a gente tem» excerto de cronica de braulio tavares, citando indiretamente o pensamento de oliver sacks.

#2. «segundo schopenhauer, a felicidade nunca é atingida em sua totalidade, tendo os seres humanos apenas acesso a pequenos instantes de felicidade. uma vez que o filósofo alemão postula que, diante de todo o sofrimento, cada indivíduo deve tentar se aproximar da felicidade em meio a toda dor. mas ele nos lembra sempre que o esforço de alcançar a felicidade não é algo natural, na verdade é apenas ético. o que existe é apenas um esforço ético, porque não existe uma lei natural de que o mundo proporciona felicidade, tal como a lei de que, para sobrevivermos, temos que respirar. assim, ser feliz não é natural, mas depende da nossa vontade.» excerto do texto ‘sobre a doença de existir’ de mateus ramos cardoso

#3. «um índio dizia que um guerreiro a gente planta para que dê novas sementes. quem tomba na batalha a gente não deveria chorar, mas festejar. afinal, o exemplo de alguém que se doa totalmente é semente de uma multidão de militantes. é preciso ter orgulho de pessoas que oferecem sua vida para que o povo viva com dignidade. mas, com o mesmo ardor, é necessário recordar a memória de tanta gente anônima que sustenta o cotidiano da luta e garante o enraizamento do trabalho. cada militante, no seu território, deve comprometer-se em mobilizar um time de trabalhadores. estes, por sua vez, devem repartir os esclarecimentos com outras pessoas, em seus espaços de luta, de vida e de trabalho. sua missão é despertar a autoestima silenciada, estimular o protagonismo e convocar para a tarefa de ser capaz e ser feliz, coletivamente. assim, tece uma rede de resistência, pois a importância da árvore se mede pelo número de folhas que renova, e a importância da pessoa, pelo número de gente que reúne.» excerto de texto produzido pelo cepis, organizados por ranulfo peloso.

#4 «Não voltamos, contudo, à tese vulgar (aliás admissível, na perspectiva estreita em que se coloca), segundo a qual a magia seria uma modalidade tímida e balbuciante da ciência: pois nos privaríamos de todos os meios de compreender o pensamento mágico se pretendêssemos reduzi-lo a um momento ou a uma etapa da evolução técnica e científica. Mais como uma sombra que antecipa a seu corpo, ela é, num sentido, completa como ele, tão acabada e coerente em sua imaterialidade, quanto o ser sólido por ela simplesmente precedido. O pensamento mágico não é uma estréia, um começo, um esboço, parte de um todo ainda não realizado; forma um sistema bem articulado; independente, neste ponto, desse outro sistema que constituirá a ciência, exceto quanto à analogia formal que os aproxima; e que faz do primeiro uma espécie de expressão metafórica do segundo. Em lugar, pois, de opor magia e ciência, melhor seria colocá-las em paralelo, como duas formas de conhecimento, desiguais quanto aos resultados teóricos e práticos (pois sob este ponto de vista, é verdade que a ciência se sai melhor que a magia, se bem que a magia preforme a ciência no sentido de que triunfa também algumas vezes ), mas não pelo gênero de operações mentais, que ambas supõe, e que diferem menos em natureza que em função dos tipos de fenômenos a que se aplicam. Estas relações decorrem, com efeito, das condições objetivas em que surgiram o conhecimento mágico e o conhecimento científico. A história deste último é bastante curta para que estejamos bem informados a seu respeito; mas o fato de a origem da ciência moderna montar apenas há alguns séculos cria um problema, sobre o qual os etnólogos ainda não refletiram suficientemente; o nome paradoxo neolítico caber-lhe-ia perfeitamente.» excerto de ciência do concreto, capítulo um do livro o pensamento selvagem, do antropólogo claude lévi-strauss

#5 «Defeito 6. Esteticar (Estética do Plágio) // Composição: Tom Zé / Vicente Barreto / Carlos Rennó // interpretação de Tom Zé // Pense que eu sou um caboclo tolo boboca / Um tipo de mico cabeça-oca / Raquítico típico jeca-tatu / Um mero número zero um zé à esquerda / Pateta patético lesma lerda / Autômato pato panaca jacu / Penso dispenso a mula da sua ótica / Ora vá me lamber tradução inter-semiótica / Se segura milord aí que o mulato baião / (tá se blacktaiando) / Smoka-se todo na estética do arrastão / Ca esteti ca estetu / Ca esteti ca estetu / Ca esteti ca estetu / Ca esteti ca estetu / Ca estética do plágio-iê / Pensa que eu sou um andróide candango doido / Algum mamulengo molenga mongo / Mero mameluco da cuca lelé / Trapo de tripa da tribo dos pele-e-osso / Fiapo de carne farrapo grosso / Da trupe da reles e rala ralé» e «Ficha Técnica / O Terceiro Mundo tem uma crescente população. A maioria se transforma em uma espécie de “androides”, quase sempre analfabetos e com escassa especialização para o trabalho. Isso acontece aqui nas favelas do Rio, São Paulo e do Nordeste do país.E em toda a periferia da civilização. Esses androides são mais baratos que o robô operário fabricado em Alemanha e Japão. Mas revelam alguns “defeitos” inatos, como criar, pensar, dançar, sonhar; são defeitos muito perigoso para o Patrão Primeiro Mundo. Aos olhos dele, nós, quando praticamos essas coisas por aqui, somos “androides” COM DEFEITO DE FABRICAÇÃO. Pensar sempre será uma afronta. Ter idéias, compor, por exemplo, é ousar. No umbral da História, o projeto de juntar fibras vegetais e criar a arte de tecer foi uma grande ousadia. Pensar sempre será .” Tom Zé».

e para fechar…

#6. «nunca sei ao certo
se sou um menino de dúvidas
ou um homem de fé
certezas o vento leva
só dúvidas continuam de pé»

Paulo Leminski. do livro O ex-estranho.

*

ps: outro títulos possíveis e pensados para esta postagem são “ciência do concreto”; “paradoxo neolítico”; “defeito de fabricação”; “ex-estranho”; “dia da poesia”.

 

 

resolução 110/2013… ou madera de deriva

[ter] 1 de outubro de 2013

RESOLUÇÃO: Este blogue está chato demais. mas bem na verdade devo ser eu que estou chateado/r. lembrete/resolução: ESCREVER POST NOVO AQUI SÓ QUANDO TIVER COISAS GENIAIS E INTERESSANTES (ou quase). ‘té.

As rotinas seguem cá para te perderes enquanto me procuro:

Dia #1 a origem da palavra; madera de deriva, sala de aula me anima; Dia #2 letra bastão, faço uso dela desde 1995, guardando a cursiva para dias de provas de concursos/vestibulares apenas – e repara que minha letra cursiva não tão feia não; estou [quase] de veisalgia, ontem foi uma sobredose de the pillars of the earth; Dia #3 “é muito provável que o patronímico ibérico -ez seja um fóssil lingüístico.”; Dia #4 após um dia inteiro dormindo… um chá de camomila e mais um pouco de word without end… um mergulho na inglaterra do séc. xiv – guildas, peste negra e guerra dos cem anos… “quão amabilíssimo me eras mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres“; e pela noite, batendo ponto, em reunião com o professorado sobre os alunos, a avaliação dos educandos é uníssono: “ele é legal [eu], mas é difícil acompanhar o seu raciocínio… muita coisa ao mesmo tempo”, ou seja, traduzo aqui: “está uma zona”, usando uma expressão apropriada – mas essa bagunça na exposição dos temas, na organização deles, da sala já é sabida e digo mais… é da vida, da casa, da rotina, do próprio ser… esse cara que muda de ideia a cada dez minuto, não se decide nunca e tudo o cansa muito rápido.  e no final da noite eu não sabia bem o que me abatia, se era estar no meio das pessoas – e festas são rituais que me deixam desconfortável – ou estar sem rumo e ao lado de pessoas estranhas – porque insisto em mantê-las estranhas. Enfim… volto sozinho sempre porque é difícil abrir este peito repleto de cicatrizes profundas. Dia #5 foi assim assim… livre para lavar louça, roupa e fabricar um canteiro, transplantar grama e construir uma escadinha com pedras. Dia #6 O texto é esse: “Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há.”  de Mario Sergio Cortella – Nos labirintos da Moral. e cá… Indeciso. Dia #7 Sol da porra, dia lindo, e eu dormindo até o meio-dia. Ouço mais música… tom zé, cartola, jorge drexler, manel, orquestra che são as vozes ecoando neste crânio… Não recebo bem críticas, racionalmente as entendo, mas emocionalmente é mais difícil de lidar com elas, de um lado a compreensão, a analise, do outro o medo e revolta nas entranhas. E hoje, recebo um retorno positivo, um elogio, de um texto que sei que ficou assim assim por ter deixando para o ultimo segundo do ultimo tempo da prorrogação. Talvez meus padrões sejam exagerados e meu animo diminuto… Mas animou-me, o retorno, e é como se precisasse ainda de um reforço externo que chancelasse o meu potencial. Potência ignorada por estar tão descrente de mim e de tudo. É nisto que tenho pensado muito ultimamente… E cambiando de assunto totalmente pergunto como é possível que eu escreva aislado num texto em português, que mania essa de inventar leis próprias e desconsiderar convenções? E cambiando mais e mais… isto aqui é bacana e isto também. 8 horas e 43 minutos para entregar (segundo prazo) a tarefa… e eu nem li nada, vou sair e volto só lá pela oito, vai ser corrido. Hein? /// Ela disse nego / Nunca me deixe só / Mas eu fiz de conta / Que não ouvi, Hein? // Ela disse: – orgulhoso / Tu inda vai virar pó / Mais eu insisti / Dizendo Hein? // Ela arrepiou / E pulou e gritou / Este teu – Hein? – moleque / Já me deu – Hein? – desgosto / Odioso – Hein? com jeito / Eu te pego – Ui! bem feito / Prá rua – sai! – sujeito / Que eu não quero mais te ver // Eu dei casa e comida / O nego ficou besta / Tá querendo explorar / Quer me judiar / Me desacatar /// Compositor: Tom Zé – Vicente Barreto.  Agora são 21:32 e faltam apenas 2 horas e 22 minutos – contagem regressiva – prazo final… E depois narro os encontros-desencontros de hoje, com direito a abraços e olhares, e do final de tarde bonito demais, e da lua nova no céu aberto, e dos olhares – quase – constrangidos, em fuga, e dos olhos perscrutadores. E Ufa [23:54’46]! menos 14 segundos e eu não conseguiria entregar… Dia #8 eu gosto de horóscopo. eu não narrarei os encontros-desencontros de ontem, apenas digo que foi um dia bonito. E as segundas eram de Maiakovski, é bom reencontra-lo. [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado]; [editado];  [editado]; [editado]; [editado]; [editado diariamente com anotações diversas – cumprindo assim sua função de ser um weblog, um caderno de apuntamentos, um bloco de notas – enquanto aguardo o momento…]; …

[qui] 18 de abril de 2013

“Eu tô te explicando pra te confundir, 
Eu tô te confundindo pra te esclarecer”

maratona de trinta e oito horas acordado. as aulas foram um barato. e eu me diverti. quase tudo certinho neste final de bimestre e sexta vou dormir bastante. livre, leve e solto.

e a clareza repentina de estar na solidão…

[qua] 17 de abril de 2013

“Cada passo
Cada mágoa
Cada lágrima somada
Cada ponto do tricô
Seu silêncio de aranha
Vomitando paciência
Prá tecer o seu destino

Cada beijo irresponsável
Cada marca do ciúme
Cada noite de perdão
O futuro na esquina
E a clareza repentina
De estar na solidão

Os vizinhos e parentes
A sociedade atenta
A moral com suas lentes
Com desesperada calma
Sua dor calada e muda
Cada ânsia foi juntando

Preparando a armadilha
Teias, linhas e agulhas
Tudo contra a solidão
Prá poder trazer um filho
Cuja mãe são seus pavores
E o pai sua coragem

Dorme dorme
Meu pecado
Minha culpa
Minha salvação”

Letra da canção “Mãe (Mãe Solteira)” de Élton Medeiros e Tom Zé. Gravada no álbum Estudando o Samba [1976] de Tom Zé.

____

E das coisas aqui do cotidiano… A cabeça anda pesada demais, é pra mais de cinco quilos. E se o esqueleto não encontrar o equilíbrio ela vai levando o corpo todo pr’o chão.

É fácil se perder nessa pressão toda de horários, notas, prazos, projetos, planos, orientações, acompanhamentos… Ser engolido pela alienação de todo santo dia!

E as coisas divertidas e prazerosas? Aquelas que dão sentido?

Mas é assim… Se deparando com algo que não é como imaginará que você precisa de adaptar, se refazer… [Aqui, não no sentido de se conformar ao sistema – coisa difícil pra dedéu, mas sim de se reinventar como consciência e postura crítica] e isto é lento e doloroso, ou melhor… é angustiante e exaustivo. Mas assim se cresce, assim se nasce… Afinal é morrendo trigo que nasce pão. Mas eu bem que queria trabalhar um tiquinho menos, para poder lidar melhor com toda essa pressão, mas então falta grana e dai o buraco é do outro lado… sobra tempo para o ócio, para poesia, mas falta para o pão, para o concreto da casa.

Mas porra, chega de reclamar, vou curtir tom zé e pensar nas aulas que preciso desenvolver.

épico

[ter] 16 de abril de 2013

tédio meu amor, tédio.

sem sono e cansado – co’os olhos vermelhos e sem lágrimas.

falta grana, e tudo parece ser tão complicado.

são os projetos da casa que devem esperar. é a saúde que tu tem que administrar, teus dentes, teu peso, teu colesterol, tua preguiça, tua idade chegando e com ela todas essas dores pequenas e insuspeitas. são as contas tuas e dos teus que tu controla e organiza agora, afinal chegou tua hora de administrar as coisas complicadas da família e teu pai te deixou tanto pepino para tu arrumar – e falta tanta grana nessa vida subproleta e não é de um dia para o’utro p’ra pagar tudo e deixar nos conformes. é, a vida leva tempo – nos vários sentidos.

é tua filha crescendo e tudo que tu dá ainda é pouco… sempre fica aquela sensação que tu não dá o bastante, que tu poderia mais… tu queria tanto para ela. é, tu não pensou, tu não planejou… tu nem queria, mas ‘tá ai – e é gente, não tem como fugir. se não amar vai ficar um buraco e um medo danado deste que tu carrega no peito. assim num sobra outro jeito que este: reinventar-te.

e são as aulas… e essa tua bagunça mental, tuas digressões que mais complicam do que possibilitam a claridade. tu é um cara estranho. e muitos estão nem ai que as vezes dá uma impotência danada.

e é essa preguiça toda de viver amor, de viver amor. mantendo tudo quietinho, sem mexer, porque pode tudo desandar e ai… ai, será que há algo além?

mas também há o outro lado.. das coisas que se fazem no cotidiano, no cuidado dos próximos, gentes ou coisas, flores, plantas, palavras… bichos, borboletas, caracóis, minhocas, mosquitos, pássaros… a vida é tão cotidiano.

MAS HOJE ME IRRITA ESSA MINHA BAGUNÇA, ESSA DIFICULDADE ABSURDA DE AGIR OU AO MENOS PENSAR MAIS LINEARmente… TUDO É TÃO ALEATÓRIO… COMEÇO AQUI E NÃO TERMINO E JÁ VOU PARA LÁ E DEIXO TUDO MEIO ABERTO OU FECHADO E JÁ ESTOU NOUTRO PONTO FAZENDO OUTRA COISAS QUE NEM SEI COMO CHEGUEI E AQUELA QUE FICOU ANTES DA PRIMEIRA NEM SEI… NEM SEI… PAREÇO BARATA TONTA PRESA NO MESMO PONTO. Neste de não ter certeza e sentir cansaço. É essa bosta do capitalismo… E não resta outra coisa além da cova, mas no meio do caminho ou luta e nisto há sentidos e braços ou … essa alternativa não é viável [não é alter]. 

“Ai, meu Deus do céu,
vai ser sério assim no inferno!”

%d blogueiros gostam disto: