Archive for the 'Tulipa Ruiz – Tulipa Ruiz Chagas' Category

you really think you’re in control. well, i think you’re crazy

[ter] 19 de dezembro de 2017

10h38. garoa lá fora. a casa uma bagunça… dormi mal. e há algumas poucas coisas por fechar  no professor online. youtube no modo aleátorio:

« Às vezes » por Tulipa Ruiz

Às vezes quando eu vou à Augusta / O que mais me assusta é o teu jeito de olhar / De me ignorar / Toda em tons de azul // Teu ar displicente invade meu espaço / E eu caio no laço exatamente do jeito / Um crime perfeito / It’s all right, baby blue // Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você / Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço / Até outra vez // Às vezes quando eu chego em casa / O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV / Só então eu ligo pr’ocê, descubro que já sumiu // Não sei em qual festa que eu te garimpei / Cantanto “lay mister lay”, será que foi no meu tio? / Ou em algum bar do Brasil… / Sei lá, eu fui mais de mil // Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim / E alguém passou o chapéu pra mim e gritou / É grana pra mais bebum e eu não paguei // Às vezes quando eu vou ao shopping / Escuto “Money for Nothing” e então começo a lembrar / Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou // Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda / Te peguei pelo braço e nós fomos embora / Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora // A vida é chata, mas ser platéia é pior / E que papel o meu / Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel // Às vezes quando eu vou ao centro da cidade / Evito, mas entro no mesmo bar que você / Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber // Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado / No seu ar cansado que nem mesmo me vê / Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet” // Será que não chega, já estou me repetindo / Eu vivo mentindo pra mim / Outro sim, outra “trip”, outro tchau / Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim // Às vezes eu até pego uma estrada / E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto / A face oculta da lua soprando ainda sou sua // Compositores: Gustavo Roiz Chagas e Tulipa Roiz Chagas

« Crazy » Glass Animals (cover)

 

« Crazy » Gnarls Barkley

I remember when, I remember, I remember when I lost my mind / There was something so pleasant about that place / Even your emotions had an echo / In so much space // And when you’re out there, without care / Yeah, I was out of touch / But it wasn’t because I didn’t know enough / I just knew too much // Does that make me crazy? / Does that make me crazy? / Does that make me crazy? / Possibly // And I hope that you are having the time of your life / But think twice, that’s my only advice / Come on now, who do you, who do you, who do you / Who do you think you are? / Ha, ha, ha, bless your soul / You really think you’re in control // Well, I think you’re crazy / I think you’re crazy / I think you’re crazy / Just like me // My heroes had the heart to lose their lives out on a limb / And all I remember is thinking, “I want to be like them” / Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun / And it’s no coincidence I’ve come / And I can die when I’m done // Maybe I’m crazy / Maybe you’re crazy / Maybe we’re crazy / Probably / Composição: Brian Burton / Gian Piero Reverberi / Gianfranco Reverberi / Thomas Callaway

« Cinco Minutos » Ellen Oléria, Walmir Borges e Alma Thomas (cover)

Nã, nã, nã, nã, nã, na / Pedi você / Prá esperar 5 minutos só / Você foi embora sem me atender / Não sabe o que perdeu / Pois você não viu, você não viu… / Como eu fiquei / Pedi você prá esperar 5 minutos só / Você foi embora, embora, embora / Sem me atender… / Pois você não viu… / Não sabe o que perdeu / Pois você não viu, não viu, não viu / Como eu fiquei / Dizem que foi chorando, sorrindo, cantando / Os meus amigos, meus amigos, até disseram / Que foi amando, amando / Pois você não sabe, você não sabe / E nunca, e nunca, e nunca, e nunca, / E nunca, e nunca, e nunca vai saber porque / Pois você não sabe quanto vale 5 minutos, 5 minutos na vida / Pois você não sabe e nunca vai saber porque / Pois você não sabe quanto valem 5 minutos na vida // Composição: Jorge Ben Jor

«  Tigresa » Caetano Veloso e Ney Matogrosso

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel / Uma mulher, uma beleza que me aconteceu / Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu / Me falou que o mal é bom e o bem cruel // Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu / Ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu / Que gostava de política em 1966 / E hoje dança no Frenetic Dancing Days // Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair / Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher / Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor / E espalhado muito prazer e muita dor // Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar / Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar / Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão / E a tigresa possa mais do que o leão // As garras da felina me marcaram o coração / Mas as besteiras de menina que ela disse, não / E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul / Como é bom poder tocar um instrumento // Composição: Caetano Veloso

 « Zero » Liniker
« Preciso Me Encontrar » Cartola

Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Quero assistir ao sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar / Eu quero nascer / Quero viver // Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Se alguém por mim perguntar / Diga que eu só vou voltar / Depois que me encontrar // Quero assistir ao sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar / Eu quero nascer / Quero viver // Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Deixe-me ir preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Deixe-me ir preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Composição: Candeia

« Apenas Mais Uma de Amor » Lulu Santos e Tulipa Ruiz

Eu gosto tanto de você / Que até prefiro esconder / Deixo assim ficar / Subentendido // Como uma ideia que existe na cabeça / E não tem a menor pretensão de acontecer // Eu acho isso tão bonito / de ser abstrato, baby / A beleza é mesmo tão fugaz // É uma ideia que existe na cabeça / E não tem a menor pretensão de acontecer // Pode até parecer fraqueza / Pois que seja fraqueza então / A alegria que me dá / Isso vai sem eu dizer // Se amanhã não for nada disso / Caberá só a mim esquecer / O que eu ganho, o que eu perco / Ninguém precisa saber // Composição: Lulu Santos

« Muderno » Diego Moraes

Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro // Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro // Quando minha mãe me liga / Digo que está tudo bem / E diante da rotina / Que você nunca vem / Volto pra casa / Desarrumada / Nada tem pra fazer / Vou pra cozinha / Puto da vida / E um miojo vai bem // Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem // Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana… // Composição: Diego Moraes

***

to be continued… pois agora vou por em dia, as coisas do dia.

je ne veux pas travailler

[qua] 12 de agosto de 2015

[madrugada, primeiro minuto do dia]

começando a madrugada e eu começando, no último dia, a fazer todo o trabalho acumulado ao longo dos últimos quatro meses. tarefa estressante.

[ps: esta postagem vai ser editada o dia inteiro… a cada novo momento acrescentando um fragmento do dia]

«Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l’oublier
Et puis je fume»

«Sympathique // Ma chambre a la forme d’une cage / Le soleil passe son bras par la fenêtre / Les chasseurs à ma porte / Comme les p’tits soldats / Qui veulent me prendre / Je ne veux pas travailler / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Déjà j’ai connu le parfum de l’amour / Un million de roses n’embaumerait pas autant / Maintenant une seule fleur dans mes entourages / Me rend malade / Je ne veux pas travailler / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Je ne suis pas fière de ça / Vie qui veut me tuer / C’est magnifique être sympathique / Mais je ne le connais jamais / Je ne veux pas travailler / Non / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / Je ne suis pas fière de ça / Vie qui veut me tuer / C’est magnifique être sympathique / Mais je ne le connais jamais / Je ne veux pas travailler / Non / Je ne veux pas déjeuner / Je veux seulement l’oublier / Et puis je fume / “Sympathique” written by Thomas Lauderdale & China Forbes. »

***

[madrugada ainda… uma e quarenta e seis] «No seu ar cansado que nem mesmo me vê, Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”» Tulipa Ruiz faz a trilha. Som gostoso… Fico pensando em milhões de coisas. Café com bolachas… E a cada minuto busco uma fuga para não digitar tudo que tenho neste professoronline. Merda de professoronline… Merda de deixar trabalho tudo para a ultima hora.

***

[madru… três em ponto] No som mais alto possível dentro do meu ouvido. snow patrol… no aleatório do groove. essa me faz sentir-me com 16 anos.

Snow Patrol – Open Your Eyes

«All this feels strange and untrue / (…) My bones ache, my skin feels cold / And I’m getting so tired and so old / The anger swells in my guts / And I won’t feel these slices and cuts / (…) Tell me that you’ll open your eyes / (…) And we’ll walk from this dark room for the last time / (…) Cause I need you to look into mine // Gary Lightbody, Nathan Connolly,Tom Simpson, Paul Wilson and Jonny Quinn

***

[é madrugada ainda… já que o sol não nasceu e nem o céu azulou] Na trilha sonora enquanto põe em dia os diários e as notas quem canta são caetano e mautner.

«Coisa Assassina // Se tá tudo dominado pelo amor / Então vai tudo bem, agora / Se tá tudo dominado / Quer dizer, drogado / Então vai tudo pro além / Antes da hora / Antes da hora / Maldita seja / Essa coisa assassina / Que se vende / Em quase toda esquina / E que passa por crença / Ideologia, cultura, esporte / E no entanto é só doença / Monotonia da loucura, e morte / Monotonia da loucura e morte // Composição de  Gilberto Gil e Jorge Mautner»

***

[manhã ?]

olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”

[dom] 10 de fevereiro de 2013

mateando um tereré nesta tarde bonita e pensando se vou descer para dar sopa e acidentalmente encontrar alguém mais perdido do que eu neste dia – e isto, de descer é muito improvável – ou fico por cá mesmo tentando ler ou escrever alguma linha para os próximos dias. enquanto isso a deriva eu vou ficando mais um pouquinho e tulipa vai cantando ao meu ouvido coisas tão efêmeras e lindas demais.

pense duas vezes antes de esquecer

[seg] 2 de janeiro de 2012

paris, texas. 8½ novamente. e muita música bacana. é bacana. não errou nenhuma palavra até então. escreveu um poema. há muito não fazia isto. talvez a inspiração de sábado cedo. talvez a vontade de voltar a viver. e limpou a varanda, o banheiro e a sala. o dia passou assim rápido e cheio de sonhos e realizações. somos diferentes e temos todo o direito de sê-lo. vou te responder agora. vou lançar meu endereço para eles. vou começar um canteiro. queria um dia de sol. tenho um frio danado na barriga. a barriga vai grande. vinte quilos acima. e ai, coração? continuo escrevendo sobre… acho que quando o sobre tornar-se não precisarei escrever mais sobre. sabes?

trilhas sonora das últimas semanas: criolo. arnaldo. jeneci. tulipa.

efêmera

[qua] 21 de dezembro de 2011

O silêncio do mato… conectado com o que é bom… anoto coisas feitas por outros que fazem sentido para (e em) mim. E carrego essa vontade danada em mim de ficar só. Ficar só, com os pássaros, as plantas, os insetos… com a vida silenciosa que brota cotidianamente pela tarde, pela manhã, pela noitinha… Ficar só, sem essas gentes que só reclamam ou aprisionam-se colecionando sonhos pequenos. Eu quero paz. Quero esse silêncio repleto de sons de vida que não preocupam-se se tem ou não tem isto ou aquilo e apenas seguem em frente: vivendo a poesia do dia.

EFÊMERA /// Vou ficar mais um pouquinho, para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Congele o tempo preu ficar devagarinho com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras e que passam perecíveis e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. // Martelo o tempo preu ficar mais pianinho com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras e que estão despetaladas, acabadas sempre pedem um tipo de recomeço. // Vou ficar mais um pouquinho, eu vou. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Congele o tempo preu ficar devagarinho com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras e que passam perecíveis e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço. // Por isso vou ficar mais um pouquinho para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. // Martelo o tempo preu ficar mais pianinho com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras e que estão despetaladas, acabadas sempre pedem um tipo de recomeço. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Vou ficar mais um pouquinho pra ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. /// Tulipa Ruiz.

A ORDEM DAS ÁRVORES /// Naquele curió mora um pessegueiro / Em todo rouxinol tem sempre um jasmineiro / Todo bem-te-vi carrega uma paineira / Tem sempre um colibri que gosta de jatobá // Beija-flor é casa de ipê // Cada andorinha é lotada de pinheiro / e o joão-de-barro adora o eucalipto // A ordem das árvores não altera o passarinho // Naquele pessegueiro mora um curió / Em todo jasmineiro tem sempre um rouxinol / Toda paineira carrega um bem-te-vi / Tem sempre um jatobá que gosta de colibri // Beija-flor é casa de ipê /// Tulipa Ruiz.

O FOTÓGRAFO ///
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Por fim, eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria roupa mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal. /// Manuel de Barros

OUTRAS PALAVRAS /// Nada dessa cica de palavra triste em mim na boca / Travo, trava mãe e papai, alma buena, dicha louca / Neca desse sono de nunca jamais nem never more  / Sim, dizer que sim pra Cilu, pra Dedé, pra Dadi e Dó / Crista do desejo o destino deslinda-se em beleza: / Outras palavras // Tudo seu azul, tudo céu, tudo azul e furta-cor / Tudo meu amor, tudo mel, tudo amor e ouro e sol / Na televisão, na palavra, no átimo, no chão / Quero essa mulher solamente pra mim, mais, muito mais / Rima, pra que faz tanto, mas tudo dor, amor e gozo: / Outras palavras // Nem vem que não tem, vem que tem coração, tamanho trem / Como na palavra, palavra, a palavra estou em mim / E fora de mim / quando você parece que não dá / Você diz que diz em silêncio o que eu não desejo ouvir / Tem me feito muito infeliz mas agora minha filha: / Outras palavras // Quase João, Gil, Ben, muito bem mas barroco como eu / Cérebro, máquina, palavras, sentidos, corações / Hiperestesia, Buarque, voilá, tu sais de cor / Tinjo-me romântico mas sou vadio computador / Só que sofri tanto que grita porém daqui pra a frente: / Outras palavras // Parafins, gatins, alphaluz, sexonhei da guerrapaz / Ouraxé, palávoras, driz, okê, cris, espacial / Projeitinho, imanso, ciumortevida, vivavid / Lambetelho, frúturo, orgasmaravalha-me Logun / Homenina nel paraís de felicidadania: / Outras palavras /// Caetano Veloso.

 POEMAS RUPRESTES /// (…)

Queria a palavra sem alamares, sem
chatilenas, sem suspensórios, sem
talabartes, sem paramentos, sem diademas,
sem ademanes, sem colarinho.
Eu queria a palavra limpa de solene.
Limpa de soberba, limpa de melenas.
Eu queria ficar mais porcaria nas palavras.
Eu não queria colher nenhum pendão com elas.
Queria ser apenas relativo de águas.
Queria ser admirado pelos pássaros.
Eu queria sempre a palavra no áspero dela.

(…) /// Manoel de Barros

CLOUD PIECE /// Imagine the clouds dripping. / Dig a hole in your garden to / put them in. /// Yoko Ono.

PEDRINHO /// Pedrinho chegava descalço / Fazia da vida o que a gente sonhou / Pintava do nada um barato / Falava umas coisas que a gente nem pensou // Como é que pode ser tão criativo / Auto-confiante, um cara cortês / Pedrinho parece comigo, mas bem resolvido com sua nudez // Tirou da cartola uma flor e me presenteou num domingo de sol / É meu amigo querido até dormiu comigo no mesmo lençol // Pedro esta cantiga não fala de amor / Mas querido esse som acho que me entregou / Pedro esta cantiga não fala de amor / Mas querido esse som acho que me instigou // Pedrinho chegava descalço / Fazia da vida o que a gente sonhou / Pintava do nada um barato / Falava umas coisas que a gente nem pensou // Como é que pode ser tão criativo / Auto-confiante, um cara cortês / Pedrinho parece comigo, mas bem resolvido com sua nudez // Tirou da cartola uma flor e me presenteou num domingo de sol / É meu amigo querido até dormiu comigo no mesmo lençol // Pedro esta cantiga não fala de amor / Mas querido esse som acho que me entregou / Pedro esta cantiga não fala de amor / Pelo carinho esse som acho que me instigou /// Tulipa Ruiz.

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